Quem sou?...

Eu me pergunto, quem sou?
Serei um grito aprisionado?!
Um coração de pedra que o tempo quebrou?
Ou um tempo de vários, sempre ignorado?!
Ou um feto no útero do nada?
Ou o aluimento em que o vento empeçava?!

Eu me pergunto quem sou?
E me renego! Como posso ser eu?
Esta memória turva que o tempo ameaçou.
Esta sombra perdida em noite de bréu?!
Serei terramoto, ou tão sómente alarme?
Serei premonição, ou assombração?
O hálito da morte que não tarde?!
Para que eu seja!Para que haja uma razão!
Para saber ao que vim e ao que vou!

natalia nuno
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