Lista de Poemas
por te sentir e amar...
por te sentir e amar, sinto angústia por te perder, é dado amar sempre mais, não importa que um de nós adormeça primeiro, quem ficar agasalhará no peito a primavera deste amor...como se nada houvesse mudado...nada separa o que não pode separar-se...numa pequena barca atravessámos o rio, desatentos, não demos pelo tempo que caminhou ao nosso lado, breve, como a sombra duma ave que passa...
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 648
este rio que sou...
este é o rio que sou
que ama e que chora
o riso... o tempo levou!
numa manhã de orvalho,
é rio que desagua e se evapora,
e ao anoitecer da minha vida
as coisas boas ficaram perdidas
e no coração emoções doloridas,
os dias recolhidos
levam-me ao esquecimento,
deixam-me surda e dolente,
mas é perfumada a minha ilusão
quando te abro meu coração
e me sinto gente...
o coração já tropeça
numa saudade muda e fria
aguarda que o pensamento amoleça
e o deixe viver de fantasia.
natalia nuno
que ama e que chora
o riso... o tempo levou!
numa manhã de orvalho,
é rio que desagua e se evapora,
e ao anoitecer da minha vida
as coisas boas ficaram perdidas
e no coração emoções doloridas,
os dias recolhidos
levam-me ao esquecimento,
deixam-me surda e dolente,
mas é perfumada a minha ilusão
quando te abro meu coração
e me sinto gente...
o coração já tropeça
numa saudade muda e fria
aguarda que o pensamento amoleça
e o deixe viver de fantasia.
natalia nuno
👁️ 448
e tudo o vento levou...
sobre os socalcos ventosos
passa uma nuvem cinzenta
que me consegue distrair
assim, meu coração se aguenta
em mais um dia que há-de vir.
uma névoa de chuva densa
misteriosa e imponente,
lança tudo na escuridão
enquanto o medo fustiga
as paredes do coração.
respiro profundamente,
ouço o grito no horizonte
do ribombar do trovão,
e no cimo do monte
árvores inclinam ao chão.
apaga-se a candeia com o vento
reza a avó com devoção,
ainda no meu pensamento
ouço o farfalhar do rio
vejo a lareira meia acesa
esse dia longínquo o frio
amolgava meus olhos de incerteza.
o vento fustigava as janelas com cortinas
de pano puído, soprando livremente
até outro dia ter nascido
o verde das hortas brilhante e, novamente
o sol aparecia,
a avó à Santa Bárbara rezava
enquanto o vento inda gemia,
mas já a lareira ateava
e na candeia a luz bruxuleava.
voltava ao campanário a voz
a água do rio era agora leitosa
e o chão da terra ficava ensopado
a vida continuava custosa
mas a resistência é grande éramos por Deus
um povo amado.
a boca da mãe sorria, tudo volta a ter encanto
na do pai, nem um ai,
e eu feliz no meu canto,
ao lume
ouço a reza do costume,
que tem a força que tem!?
a avó rezava seu rosário como ninguém.
hoje, resto eu!
tudo o vento levou e a morte se afadigou.
natalia nuno
passa uma nuvem cinzenta
que me consegue distrair
assim, meu coração se aguenta
em mais um dia que há-de vir.
uma névoa de chuva densa
misteriosa e imponente,
lança tudo na escuridão
enquanto o medo fustiga
as paredes do coração.
respiro profundamente,
ouço o grito no horizonte
do ribombar do trovão,
e no cimo do monte
árvores inclinam ao chão.
apaga-se a candeia com o vento
reza a avó com devoção,
ainda no meu pensamento
ouço o farfalhar do rio
vejo a lareira meia acesa
esse dia longínquo o frio
amolgava meus olhos de incerteza.
o vento fustigava as janelas com cortinas
de pano puído, soprando livremente
até outro dia ter nascido
o verde das hortas brilhante e, novamente
o sol aparecia,
a avó à Santa Bárbara rezava
enquanto o vento inda gemia,
mas já a lareira ateava
e na candeia a luz bruxuleava.
voltava ao campanário a voz
a água do rio era agora leitosa
e o chão da terra ficava ensopado
a vida continuava custosa
mas a resistência é grande éramos por Deus
um povo amado.
a boca da mãe sorria, tudo volta a ter encanto
na do pai, nem um ai,
e eu feliz no meu canto,
ao lume
ouço a reza do costume,
que tem a força que tem!?
a avó rezava seu rosário como ninguém.
hoje, resto eu!
tudo o vento levou e a morte se afadigou.
natalia nuno
👁️ 355
sei o que quero dizer...
palavras hesitantes
versos mal feitos
mãos sem entusiasmo
sempre a piorar,
agonia nestes instantes
o coração a querer tudo
impedindo-me de rir ou de chorar,
tudo acha justo e injusto,
o pensamento parado
e o tempo, sem parar...
além rio vejo a colina
e um carvalho centenário
relembro o tempo de menina
e viro a página ao calendário
o tempo é escasso
não quero acelerar o passo,
sei o que quero dizer,
mas não digo
para não enlouquecer,
pela tarde houve sol
agora surgiu o vento,
acalmei meu pensamento
e a desordem do coração,
trago na mão
o peso da hora...
a terra que amolece,
a noite que enlanguesce,
meus sonhos em fiapos e,
as esperanças em farrapos,
a um verão curto
um outono prolongado,
um mar agitado,
estrada escorregadia,
ah!...mas aguardo com ânsia
por um novo dia.
os pássaros entoam hinos de vida
e eu sou de novo riso e canto
extasiada olhando as águas
embevecida
com o encanto
embriagador
desta manhã de seda pura
onde o tempo me faz promessa
de amor,
neste dia que começa...
natalia nuno
versos mal feitos
mãos sem entusiasmo
sempre a piorar,
agonia nestes instantes
o coração a querer tudo
impedindo-me de rir ou de chorar,
tudo acha justo e injusto,
o pensamento parado
e o tempo, sem parar...
além rio vejo a colina
e um carvalho centenário
relembro o tempo de menina
e viro a página ao calendário
o tempo é escasso
não quero acelerar o passo,
sei o que quero dizer,
mas não digo
para não enlouquecer,
pela tarde houve sol
agora surgiu o vento,
acalmei meu pensamento
e a desordem do coração,
trago na mão
o peso da hora...
a terra que amolece,
a noite que enlanguesce,
meus sonhos em fiapos e,
as esperanças em farrapos,
a um verão curto
um outono prolongado,
um mar agitado,
estrada escorregadia,
ah!...mas aguardo com ânsia
por um novo dia.
os pássaros entoam hinos de vida
e eu sou de novo riso e canto
extasiada olhando as águas
embevecida
com o encanto
embriagador
desta manhã de seda pura
onde o tempo me faz promessa
de amor,
neste dia que começa...
natalia nuno
👁️ 9
prenhe de fantasias...
na tranquila tarde o sol ateia
meu coração pula alheio
ao que o rodeia...
meus olhos sem receio
despedindo-se das vidraças.
e no esgaçar da memória
lembro-me de momentos
em que me abraças.
foge-nos o tempo de sorrir
aproxima-nos o tempo de ir
dói-nos o peso da verdade
alguma amargura, esperança pouca
e tanta saudade,
tanta coisa por dizer
mas seca-se-nos a boca.
há um rumor de beijos no ar
que nos faz lembrar nossa primavera
quando contava os segundos para ver-te chegar
que feliz eu era!
agora, neste entardecer, há um eterno sentir
num canto do coração meio adormecido
que ainda nos faz sorrir
ao lembrar nosso amor colorido.
fico dorida a pensar
no sacudir da vida
lançando-nos na poeira do esquecimento
como fruta que ficou no pomar esquecida
onde já nada germina,
onde não sou mais menina
nem brilha meu olhar como estrelas e o luar
hoje prenhe de fantasias
invento palavras loucas
que para lembrar-te são sempre poucas.
natalia nuno
meu coração pula alheio
ao que o rodeia...
meus olhos sem receio
despedindo-se das vidraças.
e no esgaçar da memória
lembro-me de momentos
em que me abraças.
foge-nos o tempo de sorrir
aproxima-nos o tempo de ir
dói-nos o peso da verdade
alguma amargura, esperança pouca
e tanta saudade,
tanta coisa por dizer
mas seca-se-nos a boca.
há um rumor de beijos no ar
que nos faz lembrar nossa primavera
quando contava os segundos para ver-te chegar
que feliz eu era!
agora, neste entardecer, há um eterno sentir
num canto do coração meio adormecido
que ainda nos faz sorrir
ao lembrar nosso amor colorido.
fico dorida a pensar
no sacudir da vida
lançando-nos na poeira do esquecimento
como fruta que ficou no pomar esquecida
onde já nada germina,
onde não sou mais menina
nem brilha meu olhar como estrelas e o luar
hoje prenhe de fantasias
invento palavras loucas
que para lembrar-te são sempre poucas.
natalia nuno
👁️ 392
o clamor do amor...
agita-se o lenço de seda branca
o coração agita-se em ritmo apressado
rítmico os movimentos dos nossos corpos
pouco a pouco, o gemido
das nossas bocas, loucas,
verdadeiro frenesim
o olhar incendiado
um deslumbrado momento de paixão
em ti e o desejo em mim
sentindo em borbotão o clamor do amor
o outono, a nostalgia, o riso, o verão no coração
de júbilo incendiados como velhos amantes,
ou recém apaixonados.
natália nuno
o coração agita-se em ritmo apressado
rítmico os movimentos dos nossos corpos
pouco a pouco, o gemido
das nossas bocas, loucas,
verdadeiro frenesim
o olhar incendiado
um deslumbrado momento de paixão
em ti e o desejo em mim
sentindo em borbotão o clamor do amor
o outono, a nostalgia, o riso, o verão no coração
de júbilo incendiados como velhos amantes,
ou recém apaixonados.
natália nuno
👁️ 794
Será luz a nova flor que se abre?
Será luz a nova flor que se abre? Permanece o silêncio... talvez só uma comovida flor que o orvalho resolveu golpear, num prazer desperto de levar para longe a semente, com a promessa de fazer tremer a gota de água que a fará germinar...se te amo, é porque deixas o teu perfume a cerejas silvestres! Dá-me a tua promessa, acende meu arco-íris de prazer antes que enferruje a minha esperança e as palavras me resvalem na garganta...como um tíbio raio de sol, onde a claridade já estremece.
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 833
o silêncio do meu inverno...
inclino-me sobre o espelho das águas amenas e choro minhas penas, abrigo-me dos dias de frio, fico ouvindo o marulhar do rio, as águas desoladas pressentem minhas mágoas e eu, como pomba que arrulha no ramo, segredo-lhes que existo, porque te amo... fica a vida lenta e sombria, e a luz do sol amarelenta ao anoitecer do dia...lembranças saudosas, são rosas e malvasias no meu peito, há alegrias ingénuas e emoções mimosas, que quebram a solidão, as decepções e o desalento... as aves apagaram os gorjeios nas margens do rio que corre em mim, esvoaçam no meu céu cinzento, em sombra e silêncio do inverno que me esfria, e vão poisar longe no chão da minha doce ilusão...onde ainda se vêem estrelas e restos de sonhos da minha juventude, rasgam-se meus dedos em vão, em estremecimentos de primaveras passadas
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 783
o sorriso voltou-lhe aos lábios...
o sorriso voltou-lhe aos lábios e depressa se desvaneceu, dissimulou os pensamentos, porém, vai assimilando as voltas que a vida deu... embrenhada na natureza, senta-se numa pedra frente ao rio com a pureza própria duma criança, e vai pacificando as emoções até aquietar o coração...da solidão nasce o silêncio, e como que por magia volta a sonhar e a manter viva a esperança, tem pensamentos líricos que viajam na corrente, são agora os olhos que sorriem e volta a sentir-se gente...cada paisagem, cada rosto, é alento do seu dia, e no rasto do silêncio vai crescendo um lago de palavras...onde um cisne branco se espaneja na memória deixando promessas de criar do nada poemas de paixão, procura nos caminhos do vento ou nas paredes prateadas da lua a inspiração...sonha em cada linha, e caminha indiferente à solidão.
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 815
atalhos de outono...pensamento
rastejam os sóis em busca de poentes... enquanto recolho os cheiros das maresias pelos atalhos do outono...
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 827
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Português
English
Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!