Lista de Poemas
o coração batendo ainda...
Já o sol vai sobre as montanhas
outras vidas o aguardam,
deixa saudades tamanhas
leva o calor nas entranhas
tempestades d' amor não tardam.
e lá vamos nesta labuta que é viver
aproveitando de Deus a oferta
deixando à esperança, a porta aberta.
levo a marcha dos meus pés por diante
o passado já vai distante
passou a vida num murmúrio,
ponho olhos no caminho
e sigo devagarinho
com meu passo já inseguro,
e as lágrimas que não chorei
hei-de chorar algum dia!
Quando o coração estiver deserto
e seco de alegria,
e o cobrir a noite escura,
lembrarei histórias antigas
e chorarei de ternura
ao lembrar quem me as contou
e que a morte já levou,
e depois do sol posto
com uma lágrima no rosto
olharei uma estrela riscando o céu
de breu, será a noite,
amparada numa esquina
a saudade... e eu menina
caminhando, para a eternidade.
natália nuno
outras vidas o aguardam,
deixa saudades tamanhas
leva o calor nas entranhas
tempestades d' amor não tardam.
e lá vamos nesta labuta que é viver
aproveitando de Deus a oferta
deixando à esperança, a porta aberta.
levo a marcha dos meus pés por diante
o passado já vai distante
passou a vida num murmúrio,
ponho olhos no caminho
e sigo devagarinho
com meu passo já inseguro,
e as lágrimas que não chorei
hei-de chorar algum dia!
Quando o coração estiver deserto
e seco de alegria,
e o cobrir a noite escura,
lembrarei histórias antigas
e chorarei de ternura
ao lembrar quem me as contou
e que a morte já levou,
e depois do sol posto
com uma lágrima no rosto
olharei uma estrela riscando o céu
de breu, será a noite,
amparada numa esquina
a saudade... e eu menina
caminhando, para a eternidade.
natália nuno
👁️ 459
tudo se me escapou...
já o sol partiu do jardim,
não encontro em mim
aquela vontade... o pensamento
se esquiva, meu voo é curto e fatigado
a esperança é o fio a que me atenho
e para que viva...
a saudade de onde venho.
voam os pardais de asas empapadas
trago no rosto o final de Agosto
o destempero do tempo
e as marcas pesadas,
já me apresso
antes que o tempo me consuma
à vontade já nada peço
o fogo é extinto, nem passado
nem presente, nem coisa alguma
tudo se me escapou
nada volta ao meu peito, nem o vigor!
resta-me a paz e o rôr de horas
em pensamentos vãos
até que as palavras me voltem às mãos...
natalia nuno
não encontro em mim
aquela vontade... o pensamento
se esquiva, meu voo é curto e fatigado
a esperança é o fio a que me atenho
e para que viva...
a saudade de onde venho.
voam os pardais de asas empapadas
trago no rosto o final de Agosto
o destempero do tempo
e as marcas pesadas,
já me apresso
antes que o tempo me consuma
à vontade já nada peço
o fogo é extinto, nem passado
nem presente, nem coisa alguma
tudo se me escapou
nada volta ao meu peito, nem o vigor!
resta-me a paz e o rôr de horas
em pensamentos vãos
até que as palavras me voltem às mãos...
natalia nuno
👁️ 7
o amor é...
o amor é o aroma que vem até nós de estrelas distantes, e é tão grande que não cabe num só coração, queremos obstinadamente que ele fique cativo... nos dois!
natalia nuno ...
natalia nuno ...
👁️ 382
prenhe de fantasias...
na tranquila tarde o sol ateia
meu coração pula alheio
ao que o rodeia...
meus olhos sem receio
despedindo-se das vidraças.
e no esgaçar da memória
lembro-me de momentos
em que me abraças.
foge-nos o tempo de sorrir
aproxima-nos o tempo de ir
dói-nos o peso da verdade
alguma amargura, esperança pouca
e tanta saudade,
tanta coisa por dizer
mas seca-se-nos a boca.
há um rumor de beijos no ar
que nos faz lembrar nossa primavera
quando contava os segundos para ver-te chegar
que feliz eu era!
agora, neste entardecer, há um eterno sentir
num canto do coração meio adormecido
que ainda nos faz sorrir
ao lembrar nosso amor colorido.
fico dorida a pensar
no sacudir da vida
lançando-nos na poeira do esquecimento
como fruta que ficou no pomar esquecida
onde já nada germina,
onde não sou mais menina
nem brilha meu olhar como estrelas e o luar
hoje prenhe de fantasias
invento palavras loucas
que para lembrar-te são sempre poucas.
natalia nuno
meu coração pula alheio
ao que o rodeia...
meus olhos sem receio
despedindo-se das vidraças.
e no esgaçar da memória
lembro-me de momentos
em que me abraças.
foge-nos o tempo de sorrir
aproxima-nos o tempo de ir
dói-nos o peso da verdade
alguma amargura, esperança pouca
e tanta saudade,
tanta coisa por dizer
mas seca-se-nos a boca.
há um rumor de beijos no ar
que nos faz lembrar nossa primavera
quando contava os segundos para ver-te chegar
que feliz eu era!
agora, neste entardecer, há um eterno sentir
num canto do coração meio adormecido
que ainda nos faz sorrir
ao lembrar nosso amor colorido.
fico dorida a pensar
no sacudir da vida
lançando-nos na poeira do esquecimento
como fruta que ficou no pomar esquecida
onde já nada germina,
onde não sou mais menina
nem brilha meu olhar como estrelas e o luar
hoje prenhe de fantasias
invento palavras loucas
que para lembrar-te são sempre poucas.
natalia nuno
👁️ 402
este rio que sou...
este é o rio que sou
que ama e que chora
o riso... o tempo levou!
numa manhã de orvalho,
é rio que desagua e se evapora,
e ao anoitecer da minha vida
as coisas boas ficaram perdidas
e no coração emoções doloridas,
os dias recolhidos
levam-me ao esquecimento,
deixam-me surda e dolente,
mas é perfumada a minha ilusão
quando te abro meu coração
e me sinto gente...
o coração já tropeça
numa saudade muda e fria
aguarda que o pensamento amoleça
e o deixe viver de fantasia.
natalia nuno
que ama e que chora
o riso... o tempo levou!
numa manhã de orvalho,
é rio que desagua e se evapora,
e ao anoitecer da minha vida
as coisas boas ficaram perdidas
e no coração emoções doloridas,
os dias recolhidos
levam-me ao esquecimento,
deixam-me surda e dolente,
mas é perfumada a minha ilusão
quando te abro meu coração
e me sinto gente...
o coração já tropeça
numa saudade muda e fria
aguarda que o pensamento amoleça
e o deixe viver de fantasia.
natalia nuno
👁️ 459
e tudo o vento levou...
sobre os socalcos ventosos
passa uma nuvem cinzenta
que me consegue distrair
assim, meu coração se aguenta
em mais um dia que há-de vir.
uma névoa de chuva densa
misteriosa e imponente,
lança tudo na escuridão
enquanto o medo fustiga
as paredes do coração.
respiro profundamente,
ouço o grito no horizonte
do ribombar do trovão,
e no cimo do monte
árvores inclinam ao chão.
apaga-se a candeia com o vento
reza a avó com devoção,
ainda no meu pensamento
ouço o farfalhar do rio
vejo a lareira meia acesa
esse dia longínquo o frio
amolgava meus olhos de incerteza.
o vento fustigava as janelas com cortinas
de pano puído, soprando livremente
até outro dia ter nascido
o verde das hortas brilhante e, novamente
o sol aparecia,
a avó à Santa Bárbara rezava
enquanto o vento inda gemia,
mas já a lareira ateava
e na candeia a luz bruxuleava.
voltava ao campanário a voz
a água do rio era agora leitosa
e o chão da terra ficava ensopado
a vida continuava custosa
mas a resistência é grande éramos por Deus
um povo amado.
a boca da mãe sorria, tudo volta a ter encanto
na do pai, nem um ai,
e eu feliz no meu canto,
ao lume
ouço a reza do costume,
que tem a força que tem!?
a avó rezava seu rosário como ninguém.
hoje, resto eu!
tudo o vento levou e a morte se afadigou.
natalia nuno
passa uma nuvem cinzenta
que me consegue distrair
assim, meu coração se aguenta
em mais um dia que há-de vir.
uma névoa de chuva densa
misteriosa e imponente,
lança tudo na escuridão
enquanto o medo fustiga
as paredes do coração.
respiro profundamente,
ouço o grito no horizonte
do ribombar do trovão,
e no cimo do monte
árvores inclinam ao chão.
apaga-se a candeia com o vento
reza a avó com devoção,
ainda no meu pensamento
ouço o farfalhar do rio
vejo a lareira meia acesa
esse dia longínquo o frio
amolgava meus olhos de incerteza.
o vento fustigava as janelas com cortinas
de pano puído, soprando livremente
até outro dia ter nascido
o verde das hortas brilhante e, novamente
o sol aparecia,
a avó à Santa Bárbara rezava
enquanto o vento inda gemia,
mas já a lareira ateava
e na candeia a luz bruxuleava.
voltava ao campanário a voz
a água do rio era agora leitosa
e o chão da terra ficava ensopado
a vida continuava custosa
mas a resistência é grande éramos por Deus
um povo amado.
a boca da mãe sorria, tudo volta a ter encanto
na do pai, nem um ai,
e eu feliz no meu canto,
ao lume
ouço a reza do costume,
que tem a força que tem!?
a avó rezava seu rosário como ninguém.
hoje, resto eu!
tudo o vento levou e a morte se afadigou.
natalia nuno
👁️ 373
nostalgia...
o fim do dia sabe-me sempre a despedida,
a beleza está na chegada
na desmedida alegria da alvorada,
- e não na partida!
há muito cheguei
deixo pedaços de mim
na bagagem levarei coragem e sonhos sem fim.
depois de ter partido!?
ficará a marca dos meus passos
a ausência dos abraços
um século da minha vida,
e a minha força represada na poesia ...
será mais um fim de dia
com sabor a despedida.
natalia nuno
a beleza está na chegada
na desmedida alegria da alvorada,
- e não na partida!
há muito cheguei
deixo pedaços de mim
na bagagem levarei coragem e sonhos sem fim.
depois de ter partido!?
ficará a marca dos meus passos
a ausência dos abraços
um século da minha vida,
e a minha força represada na poesia ...
será mais um fim de dia
com sabor a despedida.
natalia nuno
👁️ 370
por te sentir e amar...
por te sentir e amar, sinto angústia por te perder, é dado amar sempre mais, não importa que um de nós adormeça primeiro, quem ficar agasalhará no peito a primavera deste amor...como se nada houvesse mudado...nada separa o que não pode separar-se...numa pequena barca atravessámos o rio, desatentos, não demos pelo tempo que caminhou ao nosso lado, breve, como a sombra duma ave que passa...
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 658
Será luz a nova flor que se abre?
Será luz a nova flor que se abre? Permanece o silêncio... talvez só uma comovida flor que o orvalho resolveu golpear, num prazer desperto de levar para longe a semente, com a promessa de fazer tremer a gota de água que a fará germinar...se te amo, é porque deixas o teu perfume a cerejas silvestres! Dá-me a tua promessa, acende meu arco-íris de prazer antes que enferruje a minha esperança e as palavras me resvalem na garganta...como um tíbio raio de sol, onde a claridade já estremece.
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 841
atalhos de outono...pensamento
rastejam os sóis em busca de poentes... enquanto recolho os cheiros das maresias pelos atalhos do outono...
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 838
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!