Lista de Poemas
poesia amantíssima...
Um poeta toma refeições ligeiras
um bom poema é a sua dieta
predilecta...
uma fatia de nuvens, salpicada de nevoeiro
ou uma fatia de neblina matinal
salpicada de orvalho, e impregnada
de cheiro a flores...
e a adoçar uma luz sobrenatural.
e no rosto dos demais,
porque os julgam loucos
é visível o desprezo,
mas as estrelas não são mensageiras do céu?!
no caminho de vento agreste e de escuridão cerrada
só a poesia têm de seu,
assim retomam a caminhada,
o sol rompe o nevoeiro, volta ao poeta
a quimera, e a sua vida
é urdida por um destino maior,
a poesia que é um acto de amor!
natalia nuno
um bom poema é a sua dieta
predilecta...
uma fatia de nuvens, salpicada de nevoeiro
ou uma fatia de neblina matinal
salpicada de orvalho, e impregnada
de cheiro a flores...
e a adoçar uma luz sobrenatural.
e no rosto dos demais,
porque os julgam loucos
é visível o desprezo,
mas as estrelas não são mensageiras do céu?!
no caminho de vento agreste e de escuridão cerrada
só a poesia têm de seu,
assim retomam a caminhada,
o sol rompe o nevoeiro, volta ao poeta
a quimera, e a sua vida
é urdida por um destino maior,
a poesia que é um acto de amor!
natalia nuno
👁️ 265
meu pé descalço...
meu pé descalço
vamos passando os dias a sonhar, vamo-nos rindo nos momentos de ilusão, e, há momentos em que cismamos que havemos de ser felizes, é que nem sempre a felicidade está presente... então, tomei ao tempo um tempo para sonhar, sem deixar que ele perturbe os meus sentidos...e na poesia quero soltar o que me vai na alma...minha história é tão antiga que algumas coisas já esvaziei da memória, sou então como uma jarra antiga onde as flores foram morrendo enquanto o pó foi crescendo sobre os móveis, agora tenho os cabelos brancos e a solidão me pegou. Mas, neste tempo que tomei ao tempo vou arrumando sentimentos e deixo que a tarde caia sobre meu rosto, tomo o atalho do meu coração que me leva às lembranças, revisito os cantos da minha aldeia e sinto-me uma andorinha acabada de chegar, trazendo nos olhos a primavera, estou descalça para não chegar tarde que o sol está a cair, já avisto o vermelho dos telhados, ouço o eco dos sinos e ao longe o verde dos frondosos salgueiros da beira rio...já ouço o cão ladrar dando sinal que alguém está para chegar, ele que foi testemunha da minha alegria de criança, lá está o portão que ainda chora o meu adeus, não sei se entre!? É que as paredes do meu quarto devem ter humidade, o tempo não se esquece de fazer danos, mas a saudade obriga-me a entrar, dou volta à chave, lá está a minha cama estreita nela já ninguém se deita, abro a janela espreito por ela o rio que canta a mesma melodia... e ele me olha como se visse ainda a menina esguia que nas águas se banhava e lá em baixo a horta que eu pensava estar morta de sede, e qual não é minha surpresa... meu pai a regar, olhou-me, e afagando-me com o olhar deixou-me saudosa no tempo...
natalia nuno
rosafogo
do meu blog "Memórias de mim"
vamos passando os dias a sonhar, vamo-nos rindo nos momentos de ilusão, e, há momentos em que cismamos que havemos de ser felizes, é que nem sempre a felicidade está presente... então, tomei ao tempo um tempo para sonhar, sem deixar que ele perturbe os meus sentidos...e na poesia quero soltar o que me vai na alma...minha história é tão antiga que algumas coisas já esvaziei da memória, sou então como uma jarra antiga onde as flores foram morrendo enquanto o pó foi crescendo sobre os móveis, agora tenho os cabelos brancos e a solidão me pegou. Mas, neste tempo que tomei ao tempo vou arrumando sentimentos e deixo que a tarde caia sobre meu rosto, tomo o atalho do meu coração que me leva às lembranças, revisito os cantos da minha aldeia e sinto-me uma andorinha acabada de chegar, trazendo nos olhos a primavera, estou descalça para não chegar tarde que o sol está a cair, já avisto o vermelho dos telhados, ouço o eco dos sinos e ao longe o verde dos frondosos salgueiros da beira rio...já ouço o cão ladrar dando sinal que alguém está para chegar, ele que foi testemunha da minha alegria de criança, lá está o portão que ainda chora o meu adeus, não sei se entre!? É que as paredes do meu quarto devem ter humidade, o tempo não se esquece de fazer danos, mas a saudade obriga-me a entrar, dou volta à chave, lá está a minha cama estreita nela já ninguém se deita, abro a janela espreito por ela o rio que canta a mesma melodia... e ele me olha como se visse ainda a menina esguia que nas águas se banhava e lá em baixo a horta que eu pensava estar morta de sede, e qual não é minha surpresa... meu pai a regar, olhou-me, e afagando-me com o olhar deixou-me saudosa no tempo...
natalia nuno
rosafogo
do meu blog "Memórias de mim"
👁️ 356
trova...brejeira
já pressinto a rendição
minha sensatez perdida
com o mover da tua mão
na blusa que trago vestida
natalia nuno
minha sensatez perdida
com o mover da tua mão
na blusa que trago vestida
natalia nuno
👁️ 273
abraço...
Tento decifrar a Vida
À hora do Sol no poente
Poesia na aragem perdida
Saudade, bem estar, dentro da gente.
Lembro a frescura do rio onde me banhei
E o colo terno onde me aninhei.
Andam em revoada aves p'los ares
Aos meus ouvidos palavras fazem toada
Poesia nos meus choros, nos meus cantares
Para quê estar com a Vida magoada?
Vou minhas poesias joeirando
Nas lágrimas dos olhos e minhas fontes latejando.
Meus versos têm Poesia!
Posso até esquecer a métrica!?
Mas meus versos têm Poesia!
E será sempre verdadeiramente poética.
Não sei da mecânica da palavra, não!
Mas sou poeta de coração.
Dou-me a cada verso, deixo de mim um pedaço
E com este poema inteiro,
meus Amigos vos abraço.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=143919 © Luso-Poemas
À hora do Sol no poente
Poesia na aragem perdida
Saudade, bem estar, dentro da gente.
Lembro a frescura do rio onde me banhei
E o colo terno onde me aninhei.
Andam em revoada aves p'los ares
Aos meus ouvidos palavras fazem toada
Poesia nos meus choros, nos meus cantares
Para quê estar com a Vida magoada?
Vou minhas poesias joeirando
Nas lágrimas dos olhos e minhas fontes latejando.
Meus versos têm Poesia!
Posso até esquecer a métrica!?
Mas meus versos têm Poesia!
E será sempre verdadeiramente poética.
Não sei da mecânica da palavra, não!
Mas sou poeta de coração.
Dou-me a cada verso, deixo de mim um pedaço
E com este poema inteiro,
meus Amigos vos abraço.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=143919 © Luso-Poemas
👁️ 322
como se olha a quem se ama...
Encostava a concha ao ouvido
E ouvia o tempo das marés
E no meu sentido
saboreava a fantasia,
de correr o mundo de lés a lés,
contigo um dia.
Era um sonho,
onde dava largas à loucura
Já sentia em mim o calafrio
da Poesia
e no meu rosto a frescura,
e a chegada do navio
atracando.
E eu te amando!
Cabelos em desalinho
Uma forte gargalhada
Me ías dizendo baixinho...
Anda comigo mulher amada.
Mas só sonho era!
A vida real à minha espera.
Vinhas beijar-me
Caminhando num passo miúdo
Na demora de estreitar-me
Quando nosso amor era tudo.
E éramos dois rios de ternura
E nas margens pássaros cantando ao vento
Chama do corpo e da alma...loucura!
Leito de amor, nosso momento.
Não voltarei a estar triste
Respiro a fragância deste sonho
Solto-me do torpor!
Releio tuas cartas de amor.
Hoje quero viver,
fechar os olhos e renascer.
rosafogo
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=211860 © Luso-Poemas
E ouvia o tempo das marés
E no meu sentido
saboreava a fantasia,
de correr o mundo de lés a lés,
contigo um dia.
Era um sonho,
onde dava largas à loucura
Já sentia em mim o calafrio
da Poesia
e no meu rosto a frescura,
e a chegada do navio
atracando.
E eu te amando!
Cabelos em desalinho
Uma forte gargalhada
Me ías dizendo baixinho...
Anda comigo mulher amada.
Mas só sonho era!
A vida real à minha espera.
Vinhas beijar-me
Caminhando num passo miúdo
Na demora de estreitar-me
Quando nosso amor era tudo.
E éramos dois rios de ternura
E nas margens pássaros cantando ao vento
Chama do corpo e da alma...loucura!
Leito de amor, nosso momento.
Não voltarei a estar triste
Respiro a fragância deste sonho
Solto-me do torpor!
Releio tuas cartas de amor.
Hoje quero viver,
fechar os olhos e renascer.
rosafogo
natalia nuno
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👁️ 341
trova singela...
singela...
aonde vou eu peregrina
a algum lugar sagrado?
talvez lembrar da menina
que sempre trouxe ao lado.
natalia nuno
aonde vou eu peregrina
a algum lugar sagrado?
talvez lembrar da menina
que sempre trouxe ao lado.
natalia nuno
👁️ 278
hei-de morrer serena...
minha estrela é tão fugaz
ao meu olhar entristecido
que já não sou capaz
de olhar minha face no espelho
sem ficar de olhar caído,
dói e dor física não é!
é dormente encruzilhada
vale sombrio...
que emsombra meu pensamento
vazio.
caminho pesarosa
ouvindo no espírito o murmúrio
do mar, onde pouso o olhar
e tudo parece tranquilo
numa realidade teimosa
de continuar a ser aquilo...
mas sou apenas a saudade do
que fui.
o que magoa?
é a alegria dos pássaros
como se não dessem p'la minha
solidão
e esta dor que me enfastia até à
exaustão...
onde foi que me perdi
a mim própria me interrogo,
onde me recolhi?
que minha voz murmura no mar
como maresia fina
lá longe à distância
onde me deixei menina.
não venham com pedras na mão
que não valerá a pena
nem me falem com compaixão
todo o dia acaba, de novo
principia...
hei-de morrer serena.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245529 © Luso-Poemas
ao meu olhar entristecido
que já não sou capaz
de olhar minha face no espelho
sem ficar de olhar caído,
dói e dor física não é!
é dormente encruzilhada
vale sombrio...
que emsombra meu pensamento
vazio.
caminho pesarosa
ouvindo no espírito o murmúrio
do mar, onde pouso o olhar
e tudo parece tranquilo
numa realidade teimosa
de continuar a ser aquilo...
mas sou apenas a saudade do
que fui.
o que magoa?
é a alegria dos pássaros
como se não dessem p'la minha
solidão
e esta dor que me enfastia até à
exaustão...
onde foi que me perdi
a mim própria me interrogo,
onde me recolhi?
que minha voz murmura no mar
como maresia fina
lá longe à distância
onde me deixei menina.
não venham com pedras na mão
que não valerá a pena
nem me falem com compaixão
todo o dia acaba, de novo
principia...
hei-de morrer serena.
natalia nuno
rosafogo
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=245529 © Luso-Poemas
👁️ 277
na serenidade da noite...
Levamos séculos a aprender
tantas coisas desta vida
outros tantos a desaprender
o que nos fere e penetra no corpo
e de algumas jamais
nos conseguimos desfazer
agora trazemos nas mãos calosidades
e no coração saudades
o cabelo embranquece
o olhar toma um modo transcendente,
e quem se lembra da gente?
Mas há gente,
que a gente não esquece.
Tempos de namoricos e paixões
visões que nos marcam toda a vida
e na quietude da noite
no meio da serenidade
surge sempre a saudade
a lua ilumina lá em baixo o rio
há uma ténue neblina
e lá estou eu ainda menina.
Contemplo a aparição
meu rosto lívido,
aos pulos meu coração.
Tempo de aprender toda a ternura
do mundo
tempo de balouçar o corpo ao andar
e aquele sorriso que dizia
sem nada dizer
levamos séculos a aprender
hoje cravo o olhar no chão
e guardo, guardo a recordação.
natalia nuno
tantas coisas desta vida
outros tantos a desaprender
o que nos fere e penetra no corpo
e de algumas jamais
nos conseguimos desfazer
agora trazemos nas mãos calosidades
e no coração saudades
o cabelo embranquece
o olhar toma um modo transcendente,
e quem se lembra da gente?
Mas há gente,
que a gente não esquece.
Tempos de namoricos e paixões
visões que nos marcam toda a vida
e na quietude da noite
no meio da serenidade
surge sempre a saudade
a lua ilumina lá em baixo o rio
há uma ténue neblina
e lá estou eu ainda menina.
Contemplo a aparição
meu rosto lívido,
aos pulos meu coração.
Tempo de aprender toda a ternura
do mundo
tempo de balouçar o corpo ao andar
e aquele sorriso que dizia
sem nada dizer
levamos séculos a aprender
hoje cravo o olhar no chão
e guardo, guardo a recordação.
natalia nuno
👁️ 279
amor...saudade...
já não tenho mais palavras para dar-te. guardei-as nos teus olhos como se as sepultasse, para escrever mais tarde um poema que me amasse, me fizesse sentir viva, me falasse a tua língua e não esquecesse de me deixar ao teu beijo cativa...amor perfeito este que trago a latejar no peito, como uma festa de estio, amor que é rio, e é ponte que atravessa meu horizonte, tempestade e serenidade... amor que é saudade!
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 315
canto vida e morte...trovas
que hei-de supor da vida
nem sei se hei-de cantá-la
já a julgo tão perdida...
mas não canso d'lembrá-la
venho os olhos enxugando
teimosa lágrima caindo
tempos que vou lembrando
e tanta saudade sentindo.
hei-de falar-vos do povo
que alegre seguia em frente
dia a dia nada de novo,
mas era feliz nossa gente
moía o trigo no moinho
e a água corria no açude...
nada o impedia no caminho
gente boa ...ainda que rude
não digo mais nada não!
deixo-me sonhar deste modo
fecho o livro aqui à mão
quero viver o sonho todo...
as tábuas que hão-de pregar
no caixão quando eu morrer
ai, não vale a pena apressar
deixem o pinheiro crescer
e quando acontecer:
olhai meus olhos serenos
e minhas mãos quase frias
não quero lágrimas, acenos
leiam-me antes poesias...
natalia nuno
nem sei se hei-de cantá-la
já a julgo tão perdida...
mas não canso d'lembrá-la
venho os olhos enxugando
teimosa lágrima caindo
tempos que vou lembrando
e tanta saudade sentindo.
hei-de falar-vos do povo
que alegre seguia em frente
dia a dia nada de novo,
mas era feliz nossa gente
moía o trigo no moinho
e a água corria no açude...
nada o impedia no caminho
gente boa ...ainda que rude
não digo mais nada não!
deixo-me sonhar deste modo
fecho o livro aqui à mão
quero viver o sonho todo...
as tábuas que hão-de pregar
no caixão quando eu morrer
ai, não vale a pena apressar
deixem o pinheiro crescer
e quando acontecer:
olhai meus olhos serenos
e minhas mãos quase frias
não quero lágrimas, acenos
leiam-me antes poesias...
natalia nuno
👁️ 257
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
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Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!