Lista de Poemas
mergulhada no sonho...
enquanto a vida passa
e não sei para onde me leva...
olho o poente,
a voz ausente
o coração sinto-o maior,
como um dançarino poderoso
ou um arauto promissor
de promessas de amor.
misturam-se perfumes no ar
tudo é efémero apenas sonho
sinto o aroma da terra ... saboreio,
e o coração bate sem freio...
vou desfiando segundos
regresso a mim com lentidão,
acredito em ventura pura ilusão
o tempo nunca me devolve nada,
e nesta mornidão sentida
o coração bombeia
a vida
que parecia em trevas
mergulhada.
embalada no cansaço
afundo-me de novo na inconsciência,
ao sonho...me abraço.
natalia nuno
e não sei para onde me leva...
olho o poente,
a voz ausente
o coração sinto-o maior,
como um dançarino poderoso
ou um arauto promissor
de promessas de amor.
misturam-se perfumes no ar
tudo é efémero apenas sonho
sinto o aroma da terra ... saboreio,
e o coração bate sem freio...
vou desfiando segundos
regresso a mim com lentidão,
acredito em ventura pura ilusão
o tempo nunca me devolve nada,
e nesta mornidão sentida
o coração bombeia
a vida
que parecia em trevas
mergulhada.
embalada no cansaço
afundo-me de novo na inconsciência,
ao sonho...me abraço.
natalia nuno
👁️ 282
é solitária esta hora...
Da tristeza hoje me despi
Mas é falsa esta alegria
E falso o sorriso com que me vesti.
Não mudou a solidão que me desafia.
Há um silêncio profundo
Nem o esvoaçar dum insecto
Mais uma noite e o Mundo?!
Continua na mesma, inquieto.
Para mim é solitária esta hora!
Mas a esperança ainda vai tecendo
Um pouco de vida que insiste em ir embora
Sem tempo de acalmar a confusão
De estar vivendo.
Então:
A Vida é barco apodrecido
A cada dia sinto mais o seu açoite
E o tempo passa por mim despercebido
E assim me rouba mais uma noite.
Perco-me nos pensamentos em confusão
Velha esta tristeza, da minha idade!?
Em meus olhos insiste a recordação
Mas a Vida me rouba o sonho e a liberdade
Ponho meus olhos nas janelas
Janelas sem luz do olhar meu
Na esperança de ao debruçar-me nelas
Deus me diga que não me esqueceu.
natalia nuno
rosafogo
Mas é falsa esta alegria
E falso o sorriso com que me vesti.
Não mudou a solidão que me desafia.
Há um silêncio profundo
Nem o esvoaçar dum insecto
Mais uma noite e o Mundo?!
Continua na mesma, inquieto.
Para mim é solitária esta hora!
Mas a esperança ainda vai tecendo
Um pouco de vida que insiste em ir embora
Sem tempo de acalmar a confusão
De estar vivendo.
Então:
A Vida é barco apodrecido
A cada dia sinto mais o seu açoite
E o tempo passa por mim despercebido
E assim me rouba mais uma noite.
Perco-me nos pensamentos em confusão
Velha esta tristeza, da minha idade!?
Em meus olhos insiste a recordação
Mas a Vida me rouba o sonho e a liberdade
Ponho meus olhos nas janelas
Janelas sem luz do olhar meu
Na esperança de ao debruçar-me nelas
Deus me diga que não me esqueceu.
natalia nuno
rosafogo
👁️ 385
o esquecimento abre passagem...
Corre o dia,
e uma luz coada entra pelas cortinas
antigas, a solidão me faz
companhia,
adensa a noite
e desarruma a minha mente
e assim a flor desfolha até às
pétalas finais, como o sol
que se apagou, derramando
um vazio que a destrói.
Transporto sonhos ante um inverno
que me espera, a solidão dói,
o esquecimento abre passagem
e cada lembrança é já indelével
imagem,
como casa desabitada, mofenta
arrasada, onde já ninguém responde
minha alma, anda não sei por onde!
Minha vontade, ainda
inventa versos como comida suculenta
que me faz bater o peito, e a saudade
traz-me de volta a menina
dizendo-me que sou a mesma d'outro tempo.
o tempo que vai e nada o pode deter
fica a palavra feita nada,
a vida voando para o poente
como a água, que não volta à nascente
natalia nuno
rosafogo
e uma luz coada entra pelas cortinas
antigas, a solidão me faz
companhia,
adensa a noite
e desarruma a minha mente
e assim a flor desfolha até às
pétalas finais, como o sol
que se apagou, derramando
um vazio que a destrói.
Transporto sonhos ante um inverno
que me espera, a solidão dói,
o esquecimento abre passagem
e cada lembrança é já indelével
imagem,
como casa desabitada, mofenta
arrasada, onde já ninguém responde
minha alma, anda não sei por onde!
Minha vontade, ainda
inventa versos como comida suculenta
que me faz bater o peito, e a saudade
traz-me de volta a menina
dizendo-me que sou a mesma d'outro tempo.
o tempo que vai e nada o pode deter
fica a palavra feita nada,
a vida voando para o poente
como a água, que não volta à nascente
natalia nuno
rosafogo
👁️ 322
horas que não voltam...
olho a luz que nasce
esqueço os restos da noite
das horas que não voltam
mas que deixam sabor nostálgico
e a memória se nega!
rompe o dia a solidão me pega.
urge renascer
esquecer a fuga dos dias
mesmo sabendo que é grande a luta
que a vida foge como o vento
que são poucas as alegrias.
num adeus lento
no vazio o caminho que acaba
em qualquer lado
fica o desejo de recomeçar... parado.
e a cabeça pensa...
não deixes, que o tempo te vença.
natália nuno
esqueço os restos da noite
das horas que não voltam
mas que deixam sabor nostálgico
e a memória se nega!
rompe o dia a solidão me pega.
urge renascer
esquecer a fuga dos dias
mesmo sabendo que é grande a luta
que a vida foge como o vento
que são poucas as alegrias.
num adeus lento
no vazio o caminho que acaba
em qualquer lado
fica o desejo de recomeçar... parado.
e a cabeça pensa...
não deixes, que o tempo te vença.
natália nuno
👁️ 248
feitiço...
enlaça-me a claridade
que nasce da madrugada
traz o feitiço e surpreende
a minha memória atada
uma infinidade de lágrimas de orvalho
caem de repente, e vêm dar de beber
ao meu esquecimento
jorro de luz, que se despenha no meu corpo
acaricia meus braços
encandeia minha pele
volto a ser jovem...
o que anseio no meu interior
é que volte de novo o amor...
natalia nuno
que nasce da madrugada
traz o feitiço e surpreende
a minha memória atada
uma infinidade de lágrimas de orvalho
caem de repente, e vêm dar de beber
ao meu esquecimento
jorro de luz, que se despenha no meu corpo
acaricia meus braços
encandeia minha pele
volto a ser jovem...
o que anseio no meu interior
é que volte de novo o amor...
natalia nuno
👁️ 239
é minha vontade...
trago páginas impressas
no coração,
que te hei-de deixar
como um juramento de amor
quer leias ou não,
os sentimentos de saudade
que a alma me reconforta
terão sentido e razão
ainda que depois de morta
é que ao partir
meu coração ainda diz
que bem sempre te quis
é pois a minha vontade
falar-te deste afecto
transparente como água
e depois os olhos fechar.
Só Deus pode quebrar o laço
nessa hora inquieta
restará o nosso abraço
e minhas palavras de Poeta.
natalia nuno
no coração,
que te hei-de deixar
como um juramento de amor
quer leias ou não,
os sentimentos de saudade
que a alma me reconforta
terão sentido e razão
ainda que depois de morta
é que ao partir
meu coração ainda diz
que bem sempre te quis
é pois a minha vontade
falar-te deste afecto
transparente como água
e depois os olhos fechar.
Só Deus pode quebrar o laço
nessa hora inquieta
restará o nosso abraço
e minhas palavras de Poeta.
natalia nuno
👁️ 264
à vida...soneto mar traiçoeiro
Que mar, o desta Vida! Traiçoeiro!
Onde vogo sem rumo, sem porto seguro.
Náufraga, o tempo se faz de mensageiro
Mas,apenas de saudade, já não me iludo.
Na fúria das ondas, onde me ergo e caio
- Morro à luz do dia, ouvindo meus ais!
Morreu o deslumbramento, nada bom atraio?!
Levo solidão da partida, digo adeus ao cais
Na palma da minha mão fechada a amargura
Tristes suspiros leva-os o vento nas velas
E no coração a coragem o resto da vida dura.
Nesta viagem sopram já ventos de tempestades
Sinto meu peito dorido, naufragando nelas.
E lá no fundo, repousam minhas eternas saudades.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=118039 © Luso-Poemas
Onde vogo sem rumo, sem porto seguro.
Náufraga, o tempo se faz de mensageiro
Mas,apenas de saudade, já não me iludo.
Na fúria das ondas, onde me ergo e caio
- Morro à luz do dia, ouvindo meus ais!
Morreu o deslumbramento, nada bom atraio?!
Levo solidão da partida, digo adeus ao cais
Na palma da minha mão fechada a amargura
Tristes suspiros leva-os o vento nas velas
E no coração a coragem o resto da vida dura.
Nesta viagem sopram já ventos de tempestades
Sinto meu peito dorido, naufragando nelas.
E lá no fundo, repousam minhas eternas saudades.
natalia nuno
Leia mais: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=118039 © Luso-Poemas
👁️ 428
tenho sede de tempo...
tenho sede de tempo,
cai a tarde
como fruta madura
e à distância cantam os pinhais
o sol já não arde,
tocam os sinos dando sinais
e eu aqui oculta pela bruma
lembrando tudo,
tanta coisa uma a uma.
lembro o caminho da nascente,
com os risos de então
lembrança sempre presente
que não rejeito...não!
quero ser criatura
de alegria,
trazer à minha noite o luar
e eu e tu ser um só rio
a desaguar no mar...
extingue-se mais um dia
entre matizes amarelos
tenho sede de tempo
dum tempo primaveril
aquele que me vestia
a alma
e não este, que é prisão
e me corrói o rosto,
e esvazia o coração.
dá-me a mão,
vamos caminhar mais agéis
viver mais intensamente
onde o limite seja o céu
só tu e eu.
por algum tempo havemos de ignorar
o que de nós se perdeu
vivamos mais outro dia,
antes que a noite venha perturbar
ergamos nossa rebeldia
e quando a morte vier
num outro dia qualquer
pairando como um gavião,
sobre nós,
dá-me a tua mão
quando já nada haja para crer,
resta em mim a credulidade...
ainda assim vou sentir a doçura
da tua mão
na minha mão,
e levarei dela saudade.
natália nuno
rosafogo
cai a tarde
como fruta madura
e à distância cantam os pinhais
o sol já não arde,
tocam os sinos dando sinais
e eu aqui oculta pela bruma
lembrando tudo,
tanta coisa uma a uma.
lembro o caminho da nascente,
com os risos de então
lembrança sempre presente
que não rejeito...não!
quero ser criatura
de alegria,
trazer à minha noite o luar
e eu e tu ser um só rio
a desaguar no mar...
extingue-se mais um dia
entre matizes amarelos
tenho sede de tempo
dum tempo primaveril
aquele que me vestia
a alma
e não este, que é prisão
e me corrói o rosto,
e esvazia o coração.
dá-me a mão,
vamos caminhar mais agéis
viver mais intensamente
onde o limite seja o céu
só tu e eu.
por algum tempo havemos de ignorar
o que de nós se perdeu
vivamos mais outro dia,
antes que a noite venha perturbar
ergamos nossa rebeldia
e quando a morte vier
num outro dia qualquer
pairando como um gavião,
sobre nós,
dá-me a tua mão
quando já nada haja para crer,
resta em mim a credulidade...
ainda assim vou sentir a doçura
da tua mão
na minha mão,
e levarei dela saudade.
natália nuno
rosafogo
👁️ 210
prosa poética...
quase mágico seu rosto, o olhar estendido labirinto de memórias, olhos que soletram o sol são a linguagem dum silêncio arrebatado, onde as sílabas são substituídas por música que vem do coração, jamais se é o que se foi, jamais se respiram as fragrâncias de Setembro, agora que o inverno se inicia e a vida nos fala em sua mudez, uma rajada canta no arvoredo da memória, que ainda palpita, voa e sonha....
natalia nuno
natalia nuno
👁️ 221
debruando a solidão...
teus olhos me olham com espanto
como quem me espia,
como se olhasses um retrato esmaecido
esse olhar que me queria tanto
e trazia meu corpo estremecido.
mas, meu rosto já não é mais poesia
é estrela que segue seu rumo
a esse olhar d'agora não me acostumo.
ainda escorre dos meus dedos
e das minhas mãos quebradas
segredos, tão nossos,
e saudades acordadas
o tempo, esse mistério sem fim
matou a flor que havia em mim,
hoje sou irmã do vento
com as entranhas a rasgar
e trago dele o lamento
nas palavras a praguejar
se nem eu sei quem sou
não te ponhas a olhar-me assim
em precipitada queda estou
breve, breve a chegar ao fim
já morri na primavera
da saudade desse olhar,
entre mil sonhos à espera
e cansada de esperar...
a solidão percorre meu corpo louco
e embrenhado no pensamento
a morte chega a pouco e pouco
os dias vão remendando a vida
de novo pouco ou nada recomeça,
trago os dias contados
na esperança, que não corram
depressa...
olha-me só e mais nada
como se fossemos ainda amor perfeito
que a lágrima é passada
quando me encosto ao teu peito.
vou debruando a solidão
e ouvindo bater teu coração
emudeço como pássaro que faz a despedida
da primavera, já não canta, já cantou!
e neste silêncio de ave ferida
o canto a abandonou...
ficou... em céus de melancolia,
com saudade que na sua cabeça floria.
......................................
natalia nuno
como quem me espia,
como se olhasses um retrato esmaecido
esse olhar que me queria tanto
e trazia meu corpo estremecido.
mas, meu rosto já não é mais poesia
é estrela que segue seu rumo
a esse olhar d'agora não me acostumo.
ainda escorre dos meus dedos
e das minhas mãos quebradas
segredos, tão nossos,
e saudades acordadas
o tempo, esse mistério sem fim
matou a flor que havia em mim,
hoje sou irmã do vento
com as entranhas a rasgar
e trago dele o lamento
nas palavras a praguejar
se nem eu sei quem sou
não te ponhas a olhar-me assim
em precipitada queda estou
breve, breve a chegar ao fim
já morri na primavera
da saudade desse olhar,
entre mil sonhos à espera
e cansada de esperar...
a solidão percorre meu corpo louco
e embrenhado no pensamento
a morte chega a pouco e pouco
os dias vão remendando a vida
de novo pouco ou nada recomeça,
trago os dias contados
na esperança, que não corram
depressa...
olha-me só e mais nada
como se fossemos ainda amor perfeito
que a lágrima é passada
quando me encosto ao teu peito.
vou debruando a solidão
e ouvindo bater teu coração
emudeço como pássaro que faz a despedida
da primavera, já não canta, já cantou!
e neste silêncio de ave ferida
o canto a abandonou...
ficou... em céus de melancolia,
com saudade que na sua cabeça floria.
......................................
natalia nuno
👁️ 252
Comentários (11)
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natalia nuno
2021-11-06
Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
rosafogo
2018-12-15
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
charlesburck
2018-12-14
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
atal66
2018-10-22
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
quaglino
2018-10-17
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
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Español
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!