Escritas

Lista de Poemas

Atual

Um dia em que o céu auguro, futuro, pareça escuro

Uma noite em que lua seja espelho dum intenso vermelho

Digam que Das Kapital continua actual. 


Normal o irmão abusar do irmão 

E a Humanidade viver de aproveitamento 

Insensível e estranha, não ao lucro mas ao alheio tormento. 
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Sorriso

No momento em que sentires a faca, 

No instante em que o golpe cutilante seja o que se destaca

No instante em que ajoelhes, fruto de golpes sangrentos,


Sorri. 


Pois o assunto resolvido, 

Estado acabado, 

Encerra todo o teu estado, 

De fio a pavio

Sem saudade e nem dor, 

Sem calor e sem frio. 


Sorri. 
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Arrow of time, white trash

São sete de Julho 

Aucumula-se o entulho

Bato contra a barreira 

A ratoeira onde fui apanhado

Sei que isto não é ficcionado. 

Antes resulta num corpo Desfeito, desgoelado, imperfeito. 

Um espírito esgotado 

Um caminho estreito. 


Uma ponte obstaculada, 

O fim da romana estrada, 

O velho e bom, então, 

E a sua obsolescência. 

Planeada. 

Desenhada. 

Construída. 

Executada. 
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Na orla do tempo impávido

O pai faleceu em tempo que não era meu.

Hora de desonra, pressão de arromba,

Pai morreu sem o filho para ouvir

Ramo viajou com a metade para cutucar 

Que não se sabe se sabe se amor, o leão.

Dizia a avó, netinho, é o leão na tua mãe.

Que eu nunca vi senão um furacão mandão.


Só comigo que sou má rez, ou assim se fez desordeiro,,

Com todos o leão era um cordeiro maneiro e ordeiro,

Pugnava pela felicidade e expressão da individualidade.


Ora na orla do tempo impávido o leão sofre as caçadas

Ora na virada da página se desenha o felino com, tino.

Não vá a história perpetuar um ser em prístino desatino.


Ora agora urge assumir um infanticídio incumprido,

Uma tolerancia, uma ânsia de mudança, maça caída

Fruto de tudo o que somos, minha alma agradecida.


Que sem a questiúnculas e querelas, que seria delas,

De minhas ideias iconoclastas, idiosincrasia, bilingue conexão.

Importa amar e odiar sendo ambas humana expressão?


E todas as filhas excepcionais e os filhos fora da carta

E posso eu maldizer a sorte a ela, meu granítico suporte?

Houvesse deuses eu estaria estou próprio para o transporte,


Que a mudança sempre avança e um dia normal se chama morte,

E é como andar e dar o braço, enlaço com o nosso consorte.

Uma criança nasce algures, portando a conciencia de nenhures….


Será?

Samsara?

Esta Electroweak Interaction,


The paradigm, reaching for action?

We are teaching A.I the foundations of Quantum Mechanics….

So unpredictability may be a word full of dynamics.



  





















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the vacuity of the powers that be

Hoje ontem,na próxima semana

Sim, absolutamente, se dana,

Se deita na cama do gato sem o devido trato.


People are  strange

Any door has know that for long

And Yakuza agree about the Tong.


World is changing, say, stopped world time

Is an hostile environment, you cannot move, 

The air molecules are still and so are yours

So it is an unsolved idea, not satisfying

If you have the concept, and thought is power,

As when you imagine at dawn a love at sunset

And get a dinner, small talk, confidence, eminent danger,

When you wake up tied to a bed you don’t recognize,

Have to get out and pay the bill with self despise.

That is called the arrow of time, a known concept.


UAE are great, and that small emirate that had no oil

Dubai, monstruous, delightful, day to day nightmare,

The kind of you cannot avoid supercars at DPD.


But the world is changing, so eventually time will stop

Not to turn things worse than the riches that pop,

Creating more billionaires every day, no holidays, 24-7

Not caring to inquire of ascension to any heaven,

Cause with the proper education, genetics , manipulation

Any simple soul can ascend to the pride of a Nation.  


Work and effort, sacrifice and resilience we have a hero.


You must have noticed by now that I feel sick 

And need a short life and a head kick, 

For, being poor, you are not real, 

The world turns, and as faster I spin

Inversely proportional angular momentum,

Lassitude, ineptitude, inertial, lost desideratum. 


Every day only some beauty,

The innocence of fibonacci petals

The lack of rare earth metals

Only this monstrous inner me 

The music and all these dances,

Supports the vacuity of the powers that be.


Not the rise of Endymion, Not Annabelle lee,

Not those tears and fears,

Only a mystery pushing everyday 

To the last, blissful, 

Last, also the least, above earth

Stay.


The urge to join the departed

And yet crawling in a map uncharted.


What is worthy, all the sunny side of the street

If I, obsolete, miss you so much, stranger you, concrete,

Not one more empty shell that, in time, offends my smell?


If you knew how would I care,

And yet persist, disrespect, offend to offend 

And finally wish you to be submissive, bend,

Offending me so much i cannot pretend,

And find the decision to, once more, dare.


It is old and true that there are monsters to live 

Hurting themselves, strong, and not the weak as prey.

Even when they both desire and destiny says you may.







 


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Saudades da mata

Não sei servir, incapaz de seguir, 

Não sei mandar, o entendimento 

É um momento perdido a priori

O desalento ex ante e a posteriori

Subo e desço picos de sentir,

A fotografia do fatal descarrilamento.


Porque hoje fui centenas de coisas,

Julguei e perpetuei mil erros e vícios

E não há sensação de sucessos vitalícios,

Menos opção de publicação post mortem,

Apenas garatujas e arrazoado revisitados

Inconformados na nuvem que amanhã

O conteúdo de ontem é o oblívio dos apressados.


Hoje a velocidade é fundamental

Sendo que o meu estado mental

Uma entidade natural de Testudines tortuga

Lembra a oclusão dos infantes em portuga

Lentos viajantes na areia até ao mar hostil

Taxa de mortalidade como estas ideias mil.


O meu maior inimigo não consegue dormir,

Reflete mil cenários, obtuso, alternativo advir

E sempre coloca a hipótese do término como benção

Decisão contra natura numa figura de explosão,

Ateu, crente, anarquista, monárquico, autocrático.


Amo tanto a aparência de semblante

Do semelhante com o qual me cruzo

Mesmo sabendo que é a máscara que fingiu

Mesmo conhecendo os farrapos da persona que vestiu 

Sem parar penso, como foi que este também não fugiu?

Um Dia umbilical cortado ulmeiro libertado, 

Morrerei em pé, sentirei a seiva do enclausurado,

Sem nave nem catedral, um mal morto de pé

Ser sem fé, demais café, doente do pé, sassi pererê

Deixou o cachimbo, saudades da mata, acabada a prata. 


 
















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Quando desligam a luz

Quando o mexem no meu fluxo, desligo a net,

Esqueço bjpafa


Abro uma qualquer garrafa,

Logo a música de cd antiga. 


Quando desligam a luz 

Acho o halo de uma vela, 

Quando me importunam, 

Lá se vai a lady luck. 


Eu que quebrei tantos espelhos

Quantos os mil quelhos,  


Canoa Quebrada ao Luar, 

Algarve a desgovernar , 

A boca da Rocinha à hora do morcego, 

Doenças mentais, 

Desapropriações, 

Perda de quaisquer ilusões, 

Dia por um fio, 

Navalha na malha, 

Carótida na espera da serra

nesta terra de milagres feitos não só por padres.

Covid 19,  quadrados autores,

Quadráticas representações, X,Y Z, a good stove, 

Potências de nove, dezanove, de súbito chove

stochastic approach, QED QCD, not ultimately

Dualism of belief and despair, 

A lair I may say knowing closely. 


Outcast  in physics, poetry, music

Or expertise in cleaning operations


Blind being that will never see. 

One that is, after all,  ignorant about sealife,

Not intended to be, not to strife

Especially driven by children and psychopaths 

Fueled by hope, that never has led anyone over a slope. 


Sisyphus, sun of the wind, 


Has not flown from his end, 

How may I see my troubles

Even if not to end, 

To have the blade bend? 



👀😘👍
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Have you violated_?

Have you violated the parallel postulate?

Obasgevky & Bolyai

Hyperbolic geometry

What else have you truncated?


You want to expand, not to oblate.

You want to get your dreams as fate.

You are intentionally breaking the nexus,

And yet you remember Sexus and Plexus.

Teenager, instructing, masturbating literature,

With a great touch of art loving, you, immature,

How you have relayed on great literature!


They said you were lost in a world of books, 

They said your nineteen75 red iron wine from Dão,

Eles dizem para não beber vinhos tão afastados,

Eles lançam boatos em cima de verdades, 


Eles não são como tu, andam ensimesmados

E expõem articulados por opiniões educadas, 

Ditos expeditos dos Big data, não das suas vontades,

Eles substituíram o julgamento pela analítica do momento,

Esses digital awareness experts vivem de followers

E auto denominam-se “Influencers”, hordas de bots, 

Assim os“YouTubers” vivem o momento sem argumento


As suas cripto wallets dependem duma frase e uma pulseira,

Eles usam a cyber nerdiness para comer a cabeça,

E deitam-se ou fazem-no de pé que é mais potência,

Enquanto mostram apagar os vídeos que já subiram,

E os minos e as minas, millénios, até acreditas, lá na zoeira


Que é boé engraçado amansar o chavalo com um post do caralho.

 os minos e as minas, millénios, acreditam,

Que lá na zoeira,

Exista frase verdadeira ou afeição certeira


Que é boé engraçado amansar o chavalo

Com um close post do caralho, amansá-lo,

Literalmente.


A gente não sabe mais se quem é é o que sente,

E acaba a ingressar em ONGs para salvar as focas,

Quando na realidade há uma vontade que se pressente

De abandonar o Eu tenho XP.tt Y (why) followers, 

Por eu, frágil e magoado, fecho-me em esquecidas copas.

No tempo em que as cozinhas eram ladeadas por essas dependências

E as urgências dos Hospitais se revelavam confortáveis e leais.


Esses tempos que porventura nunca existiram

Esses momentos que certamente não voltam mais,

Esses remanescentes que nunca nunca desistiram.


Lendas urbanas de reais vidas, pias e profanas, 

Histórias de infâmias e de glórias, ambas insanas.

























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uma gata faminta, que a boca não minta.

O passado roubado numa gata faminta,
Que não lava a louça, que dizem que não presta.
Ela ama os ventos loucos nos cabelos soltos,
Ela não vai a Harlem nem sobe à boca do Falete,
Ela não transa com um, engana e fascina sete.

É uma miragem, é uma imagem, minha aleivosia,
Minha teimosia, meus sonhos e falta da maresia,
Do mar salgado e do Skunk, erva esclarecida,
Ela é com quem podia ter dançado toda a noite,
Até a aurora salientar as cores de olhos visionários,
E se furtar a qualquer consequência ou açoite.

Ela é a luz que me ilumina e me diz:

Meu bem, não vai, fica só mais esta noite.
Eu sei, fui ficando, e na verdade peguei
O maior

Açoite, intrusão, tiro porrada e bomba,
Uma festa de valpurgis de arromba. 

Essa gata de arromba eu libertei,
Tanto o choro, perdi o decoro,
Mas me apartei e por amor a ela não mais voltei. 


P.S.

E, ao contrário de outra vagina cuja estima foi centelha,
e o nome publiquei, o desta calo e calei.


Que um é o contraponto do outro e dizer um nome e é nomear uma fição, se de poesia ou aleivosia se trata.
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A Hora

Agora a hora, se Universal, nada muda deste real,

Desta hora de demora em que se espera e se tolera,

E se se pinta de cor de rosa o corpo incandescente,

E se perfilha em si algo de demente e transcendente

Que, afinal, provavelmente é apenas a morte que se tem na mente. 




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Comentários (1)

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nilza_azzi
2019-08-17

Contra plágio também é uma maneira de dizer e não dizer. Muito obrigada pelo comentário em meu poema.