Lista de Poemas
Confusões
E na fuga dos sentimentos, nua, crua, nos devaneios que permeiam a minha lucidez. Sinto o que enleva e maltrata com a mesma intensidade. Na dor que prende, no gozo ardente, na euforia do calor. No que trinca em meu corpo sedento. Na saudade que atravessa o peito e cega as ilusões. Na lamúria que cerceia os sentidos. Em ti, quando invade o ápice do meu precipício. No pensamento indefeso, na incógnita do amor pressentido. E no olhar que confunde o meu brilho, prendo-me sem saída. No beijo que cala o meu silêncio e que lava minh'alma. No coração que lamenta a paixão arrasada, padeço dentro de mim.
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Introspecto
Na pressa do coração apertado, vejo a tua imagem translúcida, da dúvida, tão sem mim.
Na chuva que molha minh' alma, mas não arranca o que se instaurou de ti.
No sol que amordaça o pensamento, mas que não apaga esse furor.
A angústia que pesa no olhar, o ar que não quer respirar.
Nos lábios a súplica do beijo. Ávido, fervoroso.
O corpo nasce e renasce, mas padece inconsolável.
Nos teus passos e tão distante.
A lágrima petrificada há tempos, enfim escorre no sorriso inflamado.
E quando vejo o rosto cru, nu, tão próximo, tão incabível no que me anseias.
Vontade do amor que não consome, que devora.
Do toque que atordoa o juízo.
Da mão que invade o avesso de mim.
Do olhar que persegue o domínio da insensatez.
O aperto sôfrego do pulsar insusceptível.
Do engano mais perfeito que minha inverdade, mas que alimenta a esperança inexistente.
Da tristeza infinda, que habita tão ferozmente o vazio abandonado.
Na mesma intensidade que o teu olhar preenche por completo a fúria insana.
Saudade do passado tão presente, tão vivo. Da memória que não se esvai.
De ti! Enfim! Todo e veemente na sombra do meu corpo desvario.
Do toque árduo e firme na tez incansante.
Do teu suor, que escorre ininterrupto sobre o desejo profundo.
E o fracasso do medo...
E a tua voz que adormeceu nos meus anseios.
No teu perfume sobrevive o meu martírio.
E enleva nas nuvens da solidão.
No beijo ferido, que amarga na boca. Ainda derrama o doce do teu mel.
Nas pequenas migalhas de ti, reconstruo aos poucos a quimera do que se perdeu.
Na chuva que molha minh' alma, mas não arranca o que se instaurou de ti.
No sol que amordaça o pensamento, mas que não apaga esse furor.
A angústia que pesa no olhar, o ar que não quer respirar.
Nos lábios a súplica do beijo. Ávido, fervoroso.
O corpo nasce e renasce, mas padece inconsolável.
Nos teus passos e tão distante.
A lágrima petrificada há tempos, enfim escorre no sorriso inflamado.
E quando vejo o rosto cru, nu, tão próximo, tão incabível no que me anseias.
Vontade do amor que não consome, que devora.
Do toque que atordoa o juízo.
Da mão que invade o avesso de mim.
Do olhar que persegue o domínio da insensatez.
O aperto sôfrego do pulsar insusceptível.
Do engano mais perfeito que minha inverdade, mas que alimenta a esperança inexistente.
Da tristeza infinda, que habita tão ferozmente o vazio abandonado.
Na mesma intensidade que o teu olhar preenche por completo a fúria insana.
Saudade do passado tão presente, tão vivo. Da memória que não se esvai.
De ti! Enfim! Todo e veemente na sombra do meu corpo desvario.
Do toque árduo e firme na tez incansante.
Do teu suor, que escorre ininterrupto sobre o desejo profundo.
E o fracasso do medo...
E a tua voz que adormeceu nos meus anseios.
No teu perfume sobrevive o meu martírio.
E enleva nas nuvens da solidão.
No beijo ferido, que amarga na boca. Ainda derrama o doce do teu mel.
Nas pequenas migalhas de ti, reconstruo aos poucos a quimera do que se perdeu.
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Labirintos
Porque ainda me tomas o pensamento e arrasa o que me compõe.
Do beijo impertinente que sobrevive em minha ânsia. Delírio impérvio.
E do corpo que suplica o teu fervor. E se cala, omite e sente. Profundo vão
Adormece na volúpia incabível. E contorce o corpo, marionete do desejo
Irrisório. E ferve, e queima e teima insistentemente. Afinco da paixão estúpida,
Dotada de mera insensatez. Repentinamente renasce! Perco-me no paraíso da tua solidão.
Onde navego minhas desilusões. Grandioso mar de lamentações. Mergulho no teu
Profundo êxtase e enclausuro no prazer incessante que me compõe.
Lágrimas petrificadas ultrapassam a pele que clama pela tua. Soberbia do clímax irreal.
Entrego-me! Inteiramente e pela metade que me falta, levada por teus anseios indefinidos.
E os restos de fel que sobrepujam o amargor da face.
Falta! Sinto falta da ausência enraizada em mim. Nunca mais a vi.
Incoerências desmedidas. Olhos entreabertos. Pensamentos flutuantes.
Ainda sinto a falta incomensurável que penetra plenamente em todos os sentidos.
Cadê aquele sorriso que habitava em meu passado? Estagnou-se no espelho da minha ânsia.
O sonho! O silêncio que trafega em minh'alma. Onde esqueci o teu toque? Quando foi que
Me perdi dentro de mim?
Do beijo impertinente que sobrevive em minha ânsia. Delírio impérvio.
E do corpo que suplica o teu fervor. E se cala, omite e sente. Profundo vão
Adormece na volúpia incabível. E contorce o corpo, marionete do desejo
Irrisório. E ferve, e queima e teima insistentemente. Afinco da paixão estúpida,
Dotada de mera insensatez. Repentinamente renasce! Perco-me no paraíso da tua solidão.
Onde navego minhas desilusões. Grandioso mar de lamentações. Mergulho no teu
Profundo êxtase e enclausuro no prazer incessante que me compõe.
Lágrimas petrificadas ultrapassam a pele que clama pela tua. Soberbia do clímax irreal.
Entrego-me! Inteiramente e pela metade que me falta, levada por teus anseios indefinidos.
E os restos de fel que sobrepujam o amargor da face.
Falta! Sinto falta da ausência enraizada em mim. Nunca mais a vi.
Incoerências desmedidas. Olhos entreabertos. Pensamentos flutuantes.
Ainda sinto a falta incomensurável que penetra plenamente em todos os sentidos.
Cadê aquele sorriso que habitava em meu passado? Estagnou-se no espelho da minha ânsia.
O sonho! O silêncio que trafega em minh'alma. Onde esqueci o teu toque? Quando foi que
Me perdi dentro de mim?
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Sem querer
Nos olhos que se esbarram num flerte inofensivo. Na boca que abarca os anseios desiludidos. No corpo efêmero, descolorido! No olhar em que o meu embriaga, do que reluz e traz o sorriso do beijo doce, intenso. Nos cabelos que se prendem nos dedos. Na firmeza do toque que inebria o momento. Nas mãos que aparam na anca do meu precipício. No fogo, calor, queima, incendeia, restos de nós se escaldam, exsudam. Bastam-se! De tudo que acabou, estagnou, lembrança! Do pensamento que mendiga os devaneios! Do céu que não sobrevive na escuridão. A saudade que arrasa o incompreensível. Das noites incansantes, amargura, solitária. Do ar que lamúria o perfume, do corpo que adormece. Insano! No abandono perene da falta. Na lágrima que toca a face como o toque na pele. Do grito silencioso da paixão oculta. Na ausência desnuda, na carência. Os lábios clamam pelo beijo impreciso, inesperado. Que a língua que envolve o obscuro, percorre todo o calor do meu frio. Na melodia suave que sonda o corpo no corpo. A dança que embala o coração ferido. Do desejo ausente que persiste no gozo absorto. À espera da volúpia que carregue as flores do meu outono. Na ânsia de uma primavera florida!
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No meu mar
Sob o céu estrelado, na lua tão cheia do teu brilho, as ondas se quebram. Como o sincronismo do teu corpo que se estende na curva do meu. Num movimento desconexo as águas se perdem na mesma intensidade que inflama o que em demasia preenche. A noite! O mar lamentando a euforia dos ventos, o sonho que não apaga, teu tudo que flui sem pensar. Na brisa que leva o que enleva, sinto! Pensamento profundo... Na pele exsudada que escorre na minha carne. No olhar que reflete no breu da escuridão. No que desliza, onde escorrem os anseios. No seio rijo, no perfume escaldado que finca. Nas unhas que impregnam na pele, no tudo que envolve o véu da volúpia. Nas mãos que seguem firme no toque e nos dedos que perfuram o oculto e entrelaçam nos cabelos. No olhar que se olha e na boca que almeja o beijo inesperado. Na língua que alcança o horizonte e acalma a tempestade. Na saudade que perpetua nos dias. No meu mar onde a tua incógnita adormece as ondas e no teu inóspito onde adormecem os meus desejos.
👁️ 430
Lágrimas
Se de todas as lágrimas que rolam em minha face, fizessem ressurgir o teu perfume, sentiria novamente o abraço paterno, o sorriso terno e o amor mais belo. Mas das lágrimas que percorrem o pranto da tua ausência, tenho somente o vazio da falta que meu peito hoje lastima.
Pensando no meu amado pai Lúcio Sátiro.
👁️ 431
Último vinho
E quando os olhos viajam para o mesmo infinito.
Perdem-se escondidos. Pensamentos voam, se encontram.
No vinho que derrama a língua, que percorre na taça.
Nos lábios ofegantes que imploram pelo beijo surreal.
No gole, que impulsiona a vontade do corpo.
No corpo escaldado, encorpado.
Na tez, o suor eloquente.
E na mão que lambuza a minha solidez, escorre o desejo do inóspito.
Derrama no deleite irreal o sabor irreverente.
Desce, inflama, acende.
E prende, finca, trinca, distorce, contorce, no gozo sem razão.
E na língua arredia, viajam os anseios desfigurados na insensatez do toque.
Os dedos impregnados nos longos cabelos arrepiam n'alma o pulsar apertado.
Na rispidez dos seios, na pele que ferve ao passar a mão tão firme.
E no olhar irrepreensível, sem toque, sem lábios.
Apenas o brilho.
E na lágrima que escorre na face, relembro o beijo que adormece.
No último gole, o adeus!
Perdem-se escondidos. Pensamentos voam, se encontram.
No vinho que derrama a língua, que percorre na taça.
Nos lábios ofegantes que imploram pelo beijo surreal.
No gole, que impulsiona a vontade do corpo.
No corpo escaldado, encorpado.
Na tez, o suor eloquente.
E na mão que lambuza a minha solidez, escorre o desejo do inóspito.
Derrama no deleite irreal o sabor irreverente.
Desce, inflama, acende.
E prende, finca, trinca, distorce, contorce, no gozo sem razão.
E na língua arredia, viajam os anseios desfigurados na insensatez do toque.
Os dedos impregnados nos longos cabelos arrepiam n'alma o pulsar apertado.
Na rispidez dos seios, na pele que ferve ao passar a mão tão firme.
E no olhar irrepreensível, sem toque, sem lábios.
Apenas o brilho.
E na lágrima que escorre na face, relembro o beijo que adormece.
No último gole, o adeus!
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Ainda amo
Amo-te! Ainda. É no silêncio da minha amargura que cala a minha solidão. A saudade perpetua, sempre. É na dor que me refugio do que sinto e sinto! A música que canta, me encanta, me toca, me embala. Lembranças! Tuas. As ondas indo e vindo, se quebram, somem, se escondem. Meu mar! Não coube na imensidão. O amor não foi suficiente. Perderam-se todos os lampejos. A noite! Cálida. Fez-se obscura em mim. Ainda vejo! De longe observo os passos que seguiam o meu martírio. No meu pensamento moram todos os sonhos. No meu olhar só enxergo a ti. Ferve o que me foi reservado. Queima imensamente n'alma. Quantos beijos perdidos. Em vão. Quantos beijos beijados. Guardados. Restaurados em cada instante da lembrança. Não houve espaço, não houve tempo, não importa. Perdi o resto que possuía. O vazio nunca será reconstruído. Oculto, nada se contenta. A vida! Que vida? Na noite estrelada, faltam as estrelas; no dia ensolarado falta o sol. Nada faz sentido se dentro de mim tudo se desfez. É na tua ausência que se enclausura a minha angústia. Amo-te! Ainda. Com toda a pureza, com toda malícia. Somente isso. Somente amor.
👁️ 594
Dentro do meu silêncio
Ainda se prende em mim o gole amargo da solidão. Nada transpassa o que sinto e sinto em abundância. O toque se fez e rasgou até n'alma, o pecado se consumou no meu desejo. O pensamento traiu o corpo cálido, escorreu por entre as pernas o teu deleite tão puro e tentador. Sufoca-me o beijo não dado, o sussurro que ecoa no véu do meu delírio. Arrasa e fere, ataca essa dor que estrangula o meu suplício. A saudade que se instaurou na carne e fez-me condenada. O amor! Fútil, fugaz, mas que alenta a minha fuga. Apaga essa marca que manchou para sempre a minha cobiça. Arranca do meu peito essa paixão insolúvel. Nada resta! As lembranças se perderam no meu breu. O que findou se eternizou na minha languidez. Enxergo como uma miragem os teus olhos tão vastos, tão cheios de mim. E em mim adormecem na minha esperança. Muitos e único dentro do que me compõe. Tudo que em mim grita, clama por ti. O sonho! A mão que arranca a volúpia estampada na carne tão quente. O seio que alimenta a fúria ocultada na tua estupidez. O sangue que ferve, o fervor que atiça, o tudo que em ti me alucina. A soberbia que aflige e impede a vida que finge esquecer. Quero em todos os instantes pensar em ti. O teu tudo se fixou no que me contempla. Tua imagem tão nítida, teus dedos, o toque que esculpiu o desconhecido no meu desejo. Prendeu-se em mim o abandono, o ermo que habita dentro do meu gozo. A tua ausência se perdeu no que não consigo imaginar.
👁️ 724
Enigma
A falta que sinto. A ausência! O toque que entorpece, o corpo que encaixa, o sangue que ferve. O vinho que derrama, o pranto que clama, a fúria que encanta. O desejo sublime inebria a carne tão perversa, insensata. O teu corpo polido desmancha no meu prazer. Arrasa, embriaga o que te alucina. O sono que rouba adormece a voragem. Matas o que me destrói, destrói o que corrói, cegas o que não consigo enxergar. Queima o que me abrasa, assusta. Dispersa em mim o que te preenche.
Acalma a insanidade que invade. O que alucina, indefesso, voraz, ataca, indecomponível. Não feche os meus olhos. Não se deixe insensibilizar. Preciso do teu vestígio na minha estupidez. O sonho! Irreal. Vejo-te! A miragem que cessa o suplício. O doce, o amargo, o frio, o quente, o teu fervor, o teu calor, o meu fogo. O eflúvio do teu suor persegue a minha volúpia. O ar arquejante, a boca aquosa, a língua fatigante cessa o inexplicável. Adormeço! A realidade inescrupulosa.
Prende-se no sexo incompreensível, desconexo, o conjunto, que se junta, fascina, se atraca, se envolve, não devolve. A fugacidade da tua cena, o semblante, a interpretação se faz no meu palco imperfeito. A distância! Quanto mais longe, maior a presença da tua solidão que se instaura em mim. Sequiosa. No meu cilício, percorre as farpas do amor que morre em abundância e vive dentro do que chama. Mutila, insulta, cessa o inexorável. O que se enclausurou perdura na minha atimia.
Acalma a insanidade que invade. O que alucina, indefesso, voraz, ataca, indecomponível. Não feche os meus olhos. Não se deixe insensibilizar. Preciso do teu vestígio na minha estupidez. O sonho! Irreal. Vejo-te! A miragem que cessa o suplício. O doce, o amargo, o frio, o quente, o teu fervor, o teu calor, o meu fogo. O eflúvio do teu suor persegue a minha volúpia. O ar arquejante, a boca aquosa, a língua fatigante cessa o inexplicável. Adormeço! A realidade inescrupulosa.
Prende-se no sexo incompreensível, desconexo, o conjunto, que se junta, fascina, se atraca, se envolve, não devolve. A fugacidade da tua cena, o semblante, a interpretação se faz no meu palco imperfeito. A distância! Quanto mais longe, maior a presença da tua solidão que se instaura em mim. Sequiosa. No meu cilício, percorre as farpas do amor que morre em abundância e vive dentro do que chama. Mutila, insulta, cessa o inexorável. O que se enclausurou perdura na minha atimia.
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