Introspecto
MARINA SATIRO
Na pressa do coração apertado, vejo a tua imagem translúcida, da dúvida, tão sem mim.
Na chuva que molha minh' alma, mas não arranca o que se instaurou de ti.
No sol que amordaça o pensamento, mas que não apaga esse furor.
A angústia que pesa no olhar, o ar que não quer respirar.
Nos lábios a súplica do beijo. Ávido, fervoroso.
O corpo nasce e renasce, mas padece inconsolável.
Nos teus passos e tão distante.
A lágrima petrificada há tempos, enfim escorre no sorriso inflamado.
E quando vejo o rosto cru, nu, tão próximo, tão incabível no que me anseias.
Vontade do amor que não consome, que devora.
Do toque que atordoa o juízo.
Da mão que invade o avesso de mim.
Do olhar que persegue o domínio da insensatez.
O aperto sôfrego do pulsar insusceptível.
Do engano mais perfeito que minha inverdade, mas que alimenta a esperança inexistente.
Da tristeza infinda, que habita tão ferozmente o vazio abandonado.
Na mesma intensidade que o teu olhar preenche por completo a fúria insana.
Saudade do passado tão presente, tão vivo. Da memória que não se esvai.
De ti! Enfim! Todo e veemente na sombra do meu corpo desvario.
Do toque árduo e firme na tez incansante.
Do teu suor, que escorre ininterrupto sobre o desejo profundo.
E o fracasso do medo...
E a tua voz que adormeceu nos meus anseios.
No teu perfume sobrevive o meu martírio.
E enleva nas nuvens da solidão.
No beijo ferido, que amarga na boca. Ainda derrama o doce do teu mel.
Nas pequenas migalhas de ti, reconstruo aos poucos a quimera do que se perdeu.
Na chuva que molha minh' alma, mas não arranca o que se instaurou de ti.
No sol que amordaça o pensamento, mas que não apaga esse furor.
A angústia que pesa no olhar, o ar que não quer respirar.
Nos lábios a súplica do beijo. Ávido, fervoroso.
O corpo nasce e renasce, mas padece inconsolável.
Nos teus passos e tão distante.
A lágrima petrificada há tempos, enfim escorre no sorriso inflamado.
E quando vejo o rosto cru, nu, tão próximo, tão incabível no que me anseias.
Vontade do amor que não consome, que devora.
Do toque que atordoa o juízo.
Da mão que invade o avesso de mim.
Do olhar que persegue o domínio da insensatez.
O aperto sôfrego do pulsar insusceptível.
Do engano mais perfeito que minha inverdade, mas que alimenta a esperança inexistente.
Da tristeza infinda, que habita tão ferozmente o vazio abandonado.
Na mesma intensidade que o teu olhar preenche por completo a fúria insana.
Saudade do passado tão presente, tão vivo. Da memória que não se esvai.
De ti! Enfim! Todo e veemente na sombra do meu corpo desvario.
Do toque árduo e firme na tez incansante.
Do teu suor, que escorre ininterrupto sobre o desejo profundo.
E o fracasso do medo...
E a tua voz que adormeceu nos meus anseios.
No teu perfume sobrevive o meu martírio.
E enleva nas nuvens da solidão.
No beijo ferido, que amarga na boca. Ainda derrama o doce do teu mel.
Nas pequenas migalhas de ti, reconstruo aos poucos a quimera do que se perdeu.
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