Escritas

Lista de Poemas

DUALIDADE (MANOEL SERRÃO)






Poeta, aqui, "intoxicado" que escreve os condenados de cada noite e os sonhos de cada dia...

Poeta, aqui, "escravizado" que escreve em vestes esfarrapadas, versos engomados sob lençóis de cambraia...
As vezes "intoxicado", atravesso inteiro os rios dos meus eternos;
Outras, "crucificado", atravesso inteiro as paredes dos meus infernos. 
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GENESIS (MANOEL SERRÃO)




Como aquele que É, 
não sabendo ser o todo que não É!
Sei existir ser o desejo criador, onde Deus, todo ser habita,  poeta, É! 
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MANUEL, O AUDAZ (MANOEL SERRÃO)

 
E se de todo glorio venturoso sobre a terra que sangra, deu-te o céu preclaro dom?
Ó ide sê-lo quão mais bem faz sabê-lo vais, Audaz!
Qu'tua sorte na vida grassa-lhe o amor e assentei-lhe a alegria no coração.
Ó ide sê-lo quão mais bem faz sabê-lo vais, Audaz!
Sê-lo na vida o ser todo (O) Deus contigo imaginação a espalhar-te poesia!...

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APOSTOS (MANOEL SERRÃO)




O certo é que o certo e o errado existem tanto no céu como no inferno.
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DOMINUS (MANOEL SERRÃO)




Eia, os de tantas fortunas e abundantes distrações, acabaram-se! Ó vês! Traze-os de volta Dominus! Traze-os com as manhãs de luz e paz;
Traze-os com as tardes de sol e poesia.
Ó acabaram-se! Acabaram-se!
Eia, dominus, domingos de esperanças nunca mais brindarão...
Ó não vês, Dominus! O tempo levou-os e com ele nossos sonhos, deixando-nos, apenas os dias (de "branco") da semana  - apenas os dias escravos da semana  -  dias infectos de lucidez e antônimos. 
Ó vou dormir, Dominus! Desperte-me para o Julgo Final! Que domingos imaginários não voltarão!

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FALA-DORES (MANOEL SERRÃO)








Sou apenas um escuta-dor,

Num mundo de fala-dores.
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OSTENSÃO (MANOEL SERRÃO)


Não temo das igualhas assépticas dês-humana perfeição!
Não temo-os qu'eles meus sonhos não são;
Não temo-a qu'ela "inumana" malsina da minha imperfeição;
Não temo-o qu'ele malquis e ao mal prediz da minha insujeição;
Não temo-os qu'eu a sorte mereci do mundo eternecida gratidão; 
Não temo-os dos meus primitivos destruídos o mal "confesso" da solidão, 
Tampouco temo assaz meus males ocultos no porão.
Lá o tempo é noite e não há medo da escuridão. 
Ó não temo humanos.
Não temo-os qu'eles minha unção não são!!!




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VIDRAÇA PAIXÃO (MANOEL SERRÃO)




Entre bulhas de trovão e bolhas de sabão,
a tempestade posta contra a vidraça?
Desabou depois da paixão! 
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INSIGNIFICAÇÃO (MANOEL SERRÃO)








Saber?  Saber é o Mal.
O Malsim que liberta o Homem do desejo oculto na sua insignificância eterna. 
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FELICIDADE (MANOEL SERRÃO)





Felicidade! Digna-te, tu és um sonho...
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Comentários (1)

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321alnd
321alnd
2019-03-06

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.