Lista de Poemas

LÍNGUAS DE TRAPO [MANOEL SERRÃO]







Enquanto as línguas falam mal,

As bocas beijam bem!
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DORES & FLORES [MANOEL SERRÃO]






Há dias de dores mas ninguém repara nossas lágrimas.  

Há dias de flores mas ninguém repara nosso sorriso.
Ó experimente então escrever uma poesia?
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ARCAICODESUSADO (MANOEL SERRÃO)






A
tivista perdulário.
Bactéria anti-horário?
Bate o ponto otário!
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COMPLETA-AÇÃO MANOEL SERRÃO]








Mas do que um gesto de amor distraído?
Mas do que escrevinhar-se o Silênco que se compartilha.
A Poesia é completa Ação Espiritual.
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AMENDOEIRAS [MANOEL SERRÃO]


Lá onde se apara chuvas de estrelas na mão.
Lá onde no ocaso nunca se põe o luzente Sol.
Lá onde senhor do império serei dono do destino.

Mas como o todo, falta para ser?
A cada dia vivo, noites insones...

A cada noite? Esvazio-me, para ser apenas uma espera...
E assim, como os poetas catam cada palavra no espaço?

Como os Poetas existem em cada palavra escrita enunciadas nas poesias ao mundo endereçadas...
Colho o lixo das minhas ervas amargas!
E os pedaços dos instantes no tempo; e, 
Adubo-me as sementes das amendoeiras para as sombras do meu eterno.


Ó ei-las! Ei-las! São tantas belas borboletas amarelas.
Ó Ei-las! Ei-las! São tantas
libélulas azuis para o céu! Ó para o céu...
Aqui estão as minhas horas... Para o céu... Ó para os céus...


 
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MAR DE ROCHA [MANOEL SERRÃO]







Vela solta em mar de rocha.
Té que a vida esvaia sonhos?
É preciso! Navegar a todo o pano!

               
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[Assim seja senhor das letras] Por: Tarciana Valença .


[Assim seja senhor das letras]
[Ao poeta Manoel Serrão]
Por: Tarciana Valença em 19.11.2009.


"Sem pés de letras
Pensamentos encerram
Em tuas serras".
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ADJURAÇÃO [MANOEL SERRÃO]




Do coração?
Pede-se me o que quiseres se for amor!
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PARAFERNÁLIA (MANOEL SERRÃO)


Trash.
Tralha

Trust.
Traste.

Desentrave-se.
Desentranhe-se.
Desentralhe-se.

Diz que diz.
Diz desdiz.
Dês dez giz
Mas diz?
A vida é uma impermanência.
E um holding de parafernálias.









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A TAUTOLOGIA DO VERSO O NINISMO (MANUEL SERRÃO)


Sou assim, porque sou assim!... E assim sou!
O Ser aposto entre polos opostos.
O Ser vívido entre dois contrários.
O Ser malabares - o ser Um na destra com o Outro na sestra -,
Um Ser acima, o Outro um Ser abaixo a poder rejeitá-los.
Ora o ser Um dentro;
Ora o ser Outro fora que se afronta o mesmo com o mesmo e aflora:
O ser de dentro com o ser de fora.

Uno indivisíveis opostos entre dois falantes,
Onde a lingua de dentro em duas bocas não fala igual a língua de fora!
Ó não quero nem isto por dentro, tampouco aquilo por fora!
Ó D'us, muito pelo contrário? Os céus não são a terra, nem a terra os céus...
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Comentários (1)

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321alnd
2019-03-06

Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.