OSTENSÃO (MANOEL SERRÃO)


Não temo das igualhas assépticas dês-humana perfeição!
Não temo-os qu'eles meus sonhos não são;
Não temo-a qu'ela "inumana" malsina da minha imperfeição;
Não temo-o qu'ele malquis e ao mal prediz da minha insujeição;
Não temo-os qu'eu a sorte mereci do mundo eternecida gratidão; 
Não temo-os dos meus primitivos destruídos o mal "confesso" da solidão, 
Tampouco temo assaz meus males ocultos no porão.
Lá o tempo é noite e não há medo da escuridão. 
Ó não temo humanos.
Não temo-os qu'eles minha unção não são!!!




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