Lista de Poemas
A eterna ânsia do Amor Demais
A tua voz me fora suficiente. Fora.
Teus olhos me eram sossego, e hoje? Agora!
E me bastaria somente Um beijo. Beijei.
E beijei, e beijei e mais uma vez.
Sonhei em te tocar o corpo ternamente - E toquei.
Terna e desrespeitosamente. Como um bicho...
Bicho ingrato, inquieto, atormentado.
Rogava por teu peito, tua vida, tua alma! Rogava...
(Se tenho) anseio a áurea, o espírito, o cósmico.
Amada, anseio inteiramente ter-te. Ter-te.
Ter-te? Hoje não me basta ter-te!
Teus olhos me eram sossego, e hoje? Agora!
E me bastaria somente Um beijo. Beijei.
E beijei, e beijei e mais uma vez.
Sonhei em te tocar o corpo ternamente - E toquei.
Terna e desrespeitosamente. Como um bicho...
Bicho ingrato, inquieto, atormentado.
Rogava por teu peito, tua vida, tua alma! Rogava...
(Se tenho) anseio a áurea, o espírito, o cósmico.
Amada, anseio inteiramente ter-te. Ter-te.
Ter-te? Hoje não me basta ter-te!
👁️ 423
Elegia da Ode
Não sou homem, sou um poeta.
O poeta não sofre, morre.
O poeta não odeia,
se enoja e cospe e pisa,
calado e mudo e com sorriso nobre.
O poeta não ama, ele Ama.
Ama tanto que fere,
Ama tanto que sufoca,
Ama tanto que tanto Ama,
que mata e assim prefere.
O poeta não é feliz,
ele foge da felicidade,
a felicidade o corrói,
o aproxima da mediocridade.
O poeta não é triste,
ele invoca tristeza,
sem ela poesia com beleza
definitivamente não existe.
Não sou homem, sou O poeta.
Um poeta que ao ódio encobre
com abraço falso e sorriso nobre.
Um poeta que não ama. Ama
E sufoca e fere
e maltrata e mata
e assim prefere.
Que é voluvel,
a uma palavra, um olhar,
um espirro, um soprar,
instavel jamais estavel.
Poeta do desencanto.
Que baba sangue e rabisca féu
por vezes e mais vezes, cruel.
E que ao ver a menina e seu encanto
a amou tanto e tanto e tanto...
Que desenha agora sua lírica de céu,
e diz a sua amada palavras belas
e encherga nos teus olhos aquarelas
e ja não mais se deita co aquelas.
E ja não dissimula, faz o que sente
e age insensato, inconsequente
e quando olha, olha intensamente
e quando toca, toca indecente
e quando beija, faz-se incandecente.
E que ja não habita no sublime.
Que ja não é juíz do que é certo,
e que só quer decerto estar perto,
e quando não está se esvazia,
e sente-se isolado no deserto.
E que ama seu sorriso doce e fácil,
que ama seu cabelo lindo e frágil.
E que ama seu jeito louco,
que também ama teu seio pouco
e acha graça no balé torto
ama seu labio prequiçoso quase morto.
Perto da menina o inquieto poeta descansa
respira e faz ode e não se cansa
e então se faz completo, faz-se criança.
O poeta se emociona a cada instante.
O poeta emocionado neste instante.
Poeta, poeta...sempre inconstante.
No mar de variaveis habita uma constante,
Não sou homem, não sou poeta. Sou Seu.
Seu sórdido, celeste e eterno amante.
O poeta não sofre, morre.
O poeta não odeia,
se enoja e cospe e pisa,
calado e mudo e com sorriso nobre.
O poeta não ama, ele Ama.
Ama tanto que fere,
Ama tanto que sufoca,
Ama tanto que tanto Ama,
que mata e assim prefere.
O poeta não é feliz,
ele foge da felicidade,
a felicidade o corrói,
o aproxima da mediocridade.
O poeta não é triste,
ele invoca tristeza,
sem ela poesia com beleza
definitivamente não existe.
Não sou homem, sou O poeta.
Um poeta que ao ódio encobre
com abraço falso e sorriso nobre.
Um poeta que não ama. Ama
E sufoca e fere
e maltrata e mata
e assim prefere.
Que é voluvel,
a uma palavra, um olhar,
um espirro, um soprar,
instavel jamais estavel.
Poeta do desencanto.
Que baba sangue e rabisca féu
por vezes e mais vezes, cruel.
E que ao ver a menina e seu encanto
a amou tanto e tanto e tanto...
Que desenha agora sua lírica de céu,
e diz a sua amada palavras belas
e encherga nos teus olhos aquarelas
e ja não mais se deita co aquelas.
E ja não dissimula, faz o que sente
e age insensato, inconsequente
e quando olha, olha intensamente
e quando toca, toca indecente
e quando beija, faz-se incandecente.
E que ja não habita no sublime.
Que ja não é juíz do que é certo,
e que só quer decerto estar perto,
e quando não está se esvazia,
e sente-se isolado no deserto.
E que ama seu sorriso doce e fácil,
que ama seu cabelo lindo e frágil.
E que ama seu jeito louco,
que também ama teu seio pouco
e acha graça no balé torto
ama seu labio prequiçoso quase morto.
Perto da menina o inquieto poeta descansa
respira e faz ode e não se cansa
e então se faz completo, faz-se criança.
O poeta se emociona a cada instante.
O poeta emocionado neste instante.
Poeta, poeta...sempre inconstante.
No mar de variaveis habita uma constante,
Não sou homem, não sou poeta. Sou Seu.
Seu sórdido, celeste e eterno amante.
👁️ 450
Enfado de vida
O dia era tão lento,
o riso era tão pouco,
o gim era tão sóbrio,
o abraço era tão falso,
o beijo era tão morto,
já não havia amigos,
e não havia amores.
Não existia o pranto,
já não ouvia o canto,
e já não via cores,
murchavam-se meus versos,
morriam meus temores,
o dia era tão lento,
o tédio era latente,
o mundo era tão falso,
a cama era tão quente,
eu era tão covarde,
e o dia ia caminhando,
a vida se arrastando,
a vida era tão lenta,
e não dizia nada,
e não havia intento,
meu peito fatigando,
meu mundo ia morrendo,
meu pulso ia rasgando,
o pulso era tão lento,
a vida ia murchando,
os olhos se fechando,
meu tédio descansava,
e tudo era tão turvo,
voltaram meus temores,
mas era tão tardio,
meus órgãos em falência,
e veio o desespero,
e o nada se perdeu,
e parecia tudo,
mas era tão tardio,
e a vida enfim morreu.
o riso era tão pouco,
o gim era tão sóbrio,
o abraço era tão falso,
o beijo era tão morto,
já não havia amigos,
e não havia amores.
Não existia o pranto,
já não ouvia o canto,
e já não via cores,
murchavam-se meus versos,
morriam meus temores,
o dia era tão lento,
o tédio era latente,
o mundo era tão falso,
a cama era tão quente,
eu era tão covarde,
e o dia ia caminhando,
a vida se arrastando,
a vida era tão lenta,
e não dizia nada,
e não havia intento,
meu peito fatigando,
meu mundo ia morrendo,
meu pulso ia rasgando,
o pulso era tão lento,
a vida ia murchando,
os olhos se fechando,
meu tédio descansava,
e tudo era tão turvo,
voltaram meus temores,
mas era tão tardio,
meus órgãos em falência,
e veio o desespero,
e o nada se perdeu,
e parecia tudo,
mas era tão tardio,
e a vida enfim morreu.
👁️ 479
O passado vive em mim
Ouço ruídos na janela.
Não, Não é o vento.
É Ela. É a Vida rangendo.
Ao olhar meu rosto sulcado,
Intercala a pena e o riso,
ao ver o meu peito crivado,
ao ver o meu ser interciso.
Seu riso tem cuspe afiado,
ferindo com golpe inciso,
Gritando "Estas enfadado
fadado a tornar-se diviso".
A pena me ve atirado,
e logo me faz um aviso
"Precisa esquecer o passado".
Agradeço o conselho conciso.
Oh Vida ja estava avisado,
do oblio ja sei que preciso,
na noite me sinto açoitado,
no dia maquio o sorriso.
E a Vida responde irritada,
e brada "Isto é um motim!"
e chora "Estou sendo sugada"
Implora "Tem pena de mim!".
Diz que está ao meu lado,
mas teme por um estopim,
pra eu não viver de passado,
e que o passado é cupim.
Digo que tenho pensado,
e tenho resposta enfim,
Vida não vivo o passado,
o passado é quem vive em mim.
Não, Não é o vento.
É Ela. É a Vida rangendo.
Ao olhar meu rosto sulcado,
Intercala a pena e o riso,
ao ver o meu peito crivado,
ao ver o meu ser interciso.
Seu riso tem cuspe afiado,
ferindo com golpe inciso,
Gritando "Estas enfadado
fadado a tornar-se diviso".
A pena me ve atirado,
e logo me faz um aviso
"Precisa esquecer o passado".
Agradeço o conselho conciso.
Oh Vida ja estava avisado,
do oblio ja sei que preciso,
na noite me sinto açoitado,
no dia maquio o sorriso.
E a Vida responde irritada,
e brada "Isto é um motim!"
e chora "Estou sendo sugada"
Implora "Tem pena de mim!".
Diz que está ao meu lado,
mas teme por um estopim,
pra eu não viver de passado,
e que o passado é cupim.
Digo que tenho pensado,
e tenho resposta enfim,
Vida não vivo o passado,
o passado é quem vive em mim.
👁️ 453
A postuma do Falso Mendigo
Pobre morte minha - esquecida!
Também, pudera - Que mais esperaria um velho cujo a vida caminhou despercebida?
Cujas palavras eram escutadas, jamais ouvidas...
Certamente não haviam de interessar-se por meu ultimo suspiro.
Morri solitário, sereno, sem alarde.
Sem brados, lágrimas ou orações. Parti assim, ofuscado pelo breu.
Não houve túnel, não houve barco. Nem mesmo anjos.
Fui falecendo economicamente...
Nada de desmaios cinematográficos ou a tal da morte súbita, sabes?
Fui morrendo lentamente... Silencioso no gélido sofá da sala de estar.
Nem ao menos debati, ou murmurei, não resisti, nem me queixei...
A tempos a vida me dizia nada!
Mas ora, confesso - sonhei o pranto de meus pais, de alguns poucos amigos, da namorada...Mas nada
! Mesmo as lamentações vieram economicamente.
Enfim é morte que segue...
O amanhã haverá de ser agitado.
Vou comparecer ao meu velório econômico,
descer à minha cova econômica
, e rir de suas falsidades cômicas.
Também, pudera - Que mais esperaria um velho cujo a vida caminhou despercebida?
Cujas palavras eram escutadas, jamais ouvidas...
Certamente não haviam de interessar-se por meu ultimo suspiro.
Morri solitário, sereno, sem alarde.
Sem brados, lágrimas ou orações. Parti assim, ofuscado pelo breu.
Não houve túnel, não houve barco. Nem mesmo anjos.
Fui falecendo economicamente...
Nada de desmaios cinematográficos ou a tal da morte súbita, sabes?
Fui morrendo lentamente... Silencioso no gélido sofá da sala de estar.
Nem ao menos debati, ou murmurei, não resisti, nem me queixei...
A tempos a vida me dizia nada!
Mas ora, confesso - sonhei o pranto de meus pais, de alguns poucos amigos, da namorada...Mas nada
! Mesmo as lamentações vieram economicamente.
Enfim é morte que segue...
O amanhã haverá de ser agitado.
Vou comparecer ao meu velório econômico,
descer à minha cova econômica
, e rir de suas falsidades cômicas.
👁️ 419
Verão em São José dos Campos
No verão de São José dos Campos
O sol, soberano, escalda a população.
A cortina de nuvens se escancara
E as pessoas, aflitas, buscam formas de refrigeração.
Ar condicionado, ventiladores, piscinas,
Corpos desnudos, chuveiros gelados. Vão.
O sol, soberano, escalda os corpos da população.
Picolé, chocolate, chinelo, madeiras, metais,
Carros, casas, edifícios.
Corpos: vestidos, despidos, vivos, falecidos.
O sol, soberano, escalda a matéria da população.
Somente a matéria. Quanto as almas, não!
Estas seguem intactas, gélidas, esquecidas...
Pelo sol, pelas nuvens, pelos corpos, pela vida e enfim
Por tudo que aquece o rígio verão
Da cidade de São José dos Campos.
No infindável inverno das almas de São José dos Campos
O sol, impotente, observa a frieza e a zumbicidade da
população.
O sol, soberano, escalda a população.
A cortina de nuvens se escancara
E as pessoas, aflitas, buscam formas de refrigeração.
Ar condicionado, ventiladores, piscinas,
Corpos desnudos, chuveiros gelados. Vão.
O sol, soberano, escalda os corpos da população.
Picolé, chocolate, chinelo, madeiras, metais,
Carros, casas, edifícios.
Corpos: vestidos, despidos, vivos, falecidos.
O sol, soberano, escalda a matéria da população.
Somente a matéria. Quanto as almas, não!
Estas seguem intactas, gélidas, esquecidas...
Pelo sol, pelas nuvens, pelos corpos, pela vida e enfim
Por tudo que aquece o rígio verão
Da cidade de São José dos Campos.
No infindável inverno das almas de São José dos Campos
O sol, impotente, observa a frieza e a zumbicidade da
população.
👁️ 339
Dom-luCasmurro
Quanta falta me faz a solidão!
Sofro meus inúmeros fantasmas,
que deturpam penar em meu plasma.
disseminando sua infecção.
Seus brados arrancam-me o sono,
e as miragens sempre tão reais,
corrompem meu ultimo entono,
irrigando-me com fel, com bílis.
A dúvida transborda-me aflição,
todo colapso, taquicardia
defrontam-me em desintegração.
Eterna trova de perfídia,
nodoa de dor e humilhação.
Eco de pranto e poesia.
Sofro meus inúmeros fantasmas,
que deturpam penar em meu plasma.
disseminando sua infecção.
Seus brados arrancam-me o sono,
e as miragens sempre tão reais,
corrompem meu ultimo entono,
irrigando-me com fel, com bílis.
A dúvida transborda-me aflição,
todo colapso, taquicardia
defrontam-me em desintegração.
Eterna trova de perfídia,
nodoa de dor e humilhação.
Eco de pranto e poesia.
👁️ 458
Ouço a Marcha fúnebre da paixão
"No início, flores.
Risos, versos,
palavras eternizadas,
beijos pecaminosos - vão.
Com o tempo tudo é branco, brando, fenecido.
Restam espinhos - nada além de espinhos.
Nada além da dor de saber-se impotente
ante a ação do tempo (vilão da ânsia de quem ama)."
E quando a última poeira apaixonada esvai-se, de repente,
partem com ela a flor, o espinho e todo sentimento que reside neste mundo.
Aos amantes? Nada além de amor,
na expressão mais pura e celeste da palavra.
Risos, versos,
palavras eternizadas,
beijos pecaminosos - vão.
Com o tempo tudo é branco, brando, fenecido.
Restam espinhos - nada além de espinhos.
Nada além da dor de saber-se impotente
ante a ação do tempo (vilão da ânsia de quem ama)."
E quando a última poeira apaixonada esvai-se, de repente,
partem com ela a flor, o espinho e todo sentimento que reside neste mundo.
Aos amantes? Nada além de amor,
na expressão mais pura e celeste da palavra.
👁️ 577
Carta-confessa
Atraso de vida é o que resume!
Todos estes anos que fui teu
foram anos de estagnação, oh Ancora!
Me afundaste na mesquinhez de tua vida
repleta de desilusões e realidade.
Hoje liberto de tuas garras,
bebo diariamente minha dose de sonhos,
convivo com doutores respeitados,
me deito com donzelas fartas,
freqüento palacetes acarpetados.
E eu, que pensara ingenuamente...
Que tu Berenice, me bastaria.
Que beber de tua boca minha sede mataria
que teus olhos iluminariam qualquer escuridão,
e que aquele nosso quartinho dois por dois,
aquele que chamávamos "nosso mundo",
seria como nosso éden, paraíso na terra.
Quanto atraso de vida Berenice!
Meu mundo agora é como Big bang,
se expandindo a cada dia...
Cada dia mais moedas, orgasmos,
reconhecimento, futuro...
Ilusões, lembranças e saudade, quanta saudade!
A verdade Berenice,
é que vivo sedento por tua boca,
te procuro perdido em vielas no breu,
e que quando olho ao meu redor
contemplando tudo aquilo sonhara;
fecho os olhos regressando ao nosso mundo,
e me tranco no velho quartinho dois por dois.
Berenice, a verdade é que eu te amo
e tudo em mim suplica para que regresses.
Todos estes anos que fui teu
foram anos de estagnação, oh Ancora!
Me afundaste na mesquinhez de tua vida
repleta de desilusões e realidade.
Hoje liberto de tuas garras,
bebo diariamente minha dose de sonhos,
convivo com doutores respeitados,
me deito com donzelas fartas,
freqüento palacetes acarpetados.
E eu, que pensara ingenuamente...
Que tu Berenice, me bastaria.
Que beber de tua boca minha sede mataria
que teus olhos iluminariam qualquer escuridão,
e que aquele nosso quartinho dois por dois,
aquele que chamávamos "nosso mundo",
seria como nosso éden, paraíso na terra.
Quanto atraso de vida Berenice!
Meu mundo agora é como Big bang,
se expandindo a cada dia...
Cada dia mais moedas, orgasmos,
reconhecimento, futuro...
Ilusões, lembranças e saudade, quanta saudade!
A verdade Berenice,
é que vivo sedento por tua boca,
te procuro perdido em vielas no breu,
e que quando olho ao meu redor
contemplando tudo aquilo sonhara;
fecho os olhos regressando ao nosso mundo,
e me tranco no velho quartinho dois por dois.
Berenice, a verdade é que eu te amo
e tudo em mim suplica para que regresses.
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Lamento
Conto-lhes agora a mesma história que o pobre garoto contaria e adormeceu.
Mas...
Ó garoto como invejo-te
feliz és tu que no sono
podes agora de tudo esquecer-te.
Quisera eu dormir assim,
adormecido poderia encontrar
essa paz que tanto busco,
e por um instante, olvidar.
Ah, como queria tudo esquecer,
mas a cada esforço vão,
vejo seu doce semblante,
tatuado na retina e no coração.
A paz me foi arrancada, ai de mim!
Ela.. sempre ela, me corroendo
A noite sou madeira, ela cupim
Pensando bem, de que me vale o sono?
Ela voltará logo no alvorecer
"Meu Deus, vós que estás no trono
melhor que dormir. Deixe-me morrer!"
Mas...
Ó garoto como invejo-te
feliz és tu que no sono
podes agora de tudo esquecer-te.
Quisera eu dormir assim,
adormecido poderia encontrar
essa paz que tanto busco,
e por um instante, olvidar.
Ah, como queria tudo esquecer,
mas a cada esforço vão,
vejo seu doce semblante,
tatuado na retina e no coração.
A paz me foi arrancada, ai de mim!
Ela.. sempre ela, me corroendo
A noite sou madeira, ela cupim
Pensando bem, de que me vale o sono?
Ela voltará logo no alvorecer
"Meu Deus, vós que estás no trono
melhor que dormir. Deixe-me morrer!"
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