O passado vive em mim
Ouço ruídos na janela.
Não, Não é o vento.
É Ela. É a Vida rangendo.
Ao olhar meu rosto sulcado,
Intercala a pena e o riso,
ao ver o meu peito crivado,
ao ver o meu ser interciso.
Seu riso tem cuspe afiado,
ferindo com golpe inciso,
Gritando "Estas enfadado
fadado a tornar-se diviso".
A pena me ve atirado,
e logo me faz um aviso
"Precisa esquecer o passado".
Agradeço o conselho conciso.
Oh Vida ja estava avisado,
do oblio ja sei que preciso,
na noite me sinto açoitado,
no dia maquio o sorriso.
E a Vida responde irritada,
e brada "Isto é um motim!"
e chora "Estou sendo sugada"
Implora "Tem pena de mim!".
Diz que está ao meu lado,
mas teme por um estopim,
pra eu não viver de passado,
e que o passado é cupim.
Digo que tenho pensado,
e tenho resposta enfim,
Vida não vivo o passado,
o passado é quem vive em mim.
Não, Não é o vento.
É Ela. É a Vida rangendo.
Ao olhar meu rosto sulcado,
Intercala a pena e o riso,
ao ver o meu peito crivado,
ao ver o meu ser interciso.
Seu riso tem cuspe afiado,
ferindo com golpe inciso,
Gritando "Estas enfadado
fadado a tornar-se diviso".
A pena me ve atirado,
e logo me faz um aviso
"Precisa esquecer o passado".
Agradeço o conselho conciso.
Oh Vida ja estava avisado,
do oblio ja sei que preciso,
na noite me sinto açoitado,
no dia maquio o sorriso.
E a Vida responde irritada,
e brada "Isto é um motim!"
e chora "Estou sendo sugada"
Implora "Tem pena de mim!".
Diz que está ao meu lado,
mas teme por um estopim,
pra eu não viver de passado,
e que o passado é cupim.
Digo que tenho pensado,
e tenho resposta enfim,
Vida não vivo o passado,
o passado é quem vive em mim.
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