Elegia da Ode
Não sou homem, sou um poeta.
O poeta não sofre, morre.
O poeta não odeia,
se enoja e cospe e pisa,
calado e mudo e com sorriso nobre.
O poeta não ama, ele Ama.
Ama tanto que fere,
Ama tanto que sufoca,
Ama tanto que tanto Ama,
que mata e assim prefere.
O poeta não é feliz,
ele foge da felicidade,
a felicidade o corrói,
o aproxima da mediocridade.
O poeta não é triste,
ele invoca tristeza,
sem ela poesia com beleza
definitivamente não existe.
Não sou homem, sou O poeta.
Um poeta que ao ódio encobre
com abraço falso e sorriso nobre.
Um poeta que não ama. Ama
E sufoca e fere
e maltrata e mata
e assim prefere.
Que é voluvel,
a uma palavra, um olhar,
um espirro, um soprar,
instavel jamais estavel.
Poeta do desencanto.
Que baba sangue e rabisca féu
por vezes e mais vezes, cruel.
E que ao ver a menina e seu encanto
a amou tanto e tanto e tanto...
Que desenha agora sua lírica de céu,
e diz a sua amada palavras belas
e encherga nos teus olhos aquarelas
e ja não mais se deita co aquelas.
E ja não dissimula, faz o que sente
e age insensato, inconsequente
e quando olha, olha intensamente
e quando toca, toca indecente
e quando beija, faz-se incandecente.
E que ja não habita no sublime.
Que ja não é juíz do que é certo,
e que só quer decerto estar perto,
e quando não está se esvazia,
e sente-se isolado no deserto.
E que ama seu sorriso doce e fácil,
que ama seu cabelo lindo e frágil.
E que ama seu jeito louco,
que também ama teu seio pouco
e acha graça no balé torto
ama seu labio prequiçoso quase morto.
Perto da menina o inquieto poeta descansa
respira e faz ode e não se cansa
e então se faz completo, faz-se criança.
O poeta se emociona a cada instante.
O poeta emocionado neste instante.
Poeta, poeta...sempre inconstante.
No mar de variaveis habita uma constante,
Não sou homem, não sou poeta. Sou Seu.
Seu sórdido, celeste e eterno amante.
O poeta não sofre, morre.
O poeta não odeia,
se enoja e cospe e pisa,
calado e mudo e com sorriso nobre.
O poeta não ama, ele Ama.
Ama tanto que fere,
Ama tanto que sufoca,
Ama tanto que tanto Ama,
que mata e assim prefere.
O poeta não é feliz,
ele foge da felicidade,
a felicidade o corrói,
o aproxima da mediocridade.
O poeta não é triste,
ele invoca tristeza,
sem ela poesia com beleza
definitivamente não existe.
Não sou homem, sou O poeta.
Um poeta que ao ódio encobre
com abraço falso e sorriso nobre.
Um poeta que não ama. Ama
E sufoca e fere
e maltrata e mata
e assim prefere.
Que é voluvel,
a uma palavra, um olhar,
um espirro, um soprar,
instavel jamais estavel.
Poeta do desencanto.
Que baba sangue e rabisca féu
por vezes e mais vezes, cruel.
E que ao ver a menina e seu encanto
a amou tanto e tanto e tanto...
Que desenha agora sua lírica de céu,
e diz a sua amada palavras belas
e encherga nos teus olhos aquarelas
e ja não mais se deita co aquelas.
E ja não dissimula, faz o que sente
e age insensato, inconsequente
e quando olha, olha intensamente
e quando toca, toca indecente
e quando beija, faz-se incandecente.
E que ja não habita no sublime.
Que ja não é juíz do que é certo,
e que só quer decerto estar perto,
e quando não está se esvazia,
e sente-se isolado no deserto.
E que ama seu sorriso doce e fácil,
que ama seu cabelo lindo e frágil.
E que ama seu jeito louco,
que também ama teu seio pouco
e acha graça no balé torto
ama seu labio prequiçoso quase morto.
Perto da menina o inquieto poeta descansa
respira e faz ode e não se cansa
e então se faz completo, faz-se criança.
O poeta se emociona a cada instante.
O poeta emocionado neste instante.
Poeta, poeta...sempre inconstante.
No mar de variaveis habita uma constante,
Não sou homem, não sou poeta. Sou Seu.
Seu sórdido, celeste e eterno amante.
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