Lista de Poemas
Quando eu morrer
como a paixão que ,em vida,ardeu em meu peito
quero ao menos uma lágrima daquele que me ama
e não façam do cemitério meu derradeiro leito.
Quero palavras de um amigo poeta,
que november rain possa soar
como alento para emoção mais discreta
e que maiores prantos se façam calar.
E o que sobrar (as cinzas)
que estas se espalhem
em meio as arvores mais lindas.
E para as coisas que não se escolhem,
que sejam sinceras e dignas
então chegarei as estrelas que me acolhem.
Quadras para Ele
quero junto de ti sonhar meu amor,
descansa em meus braços
vivamos uma noite de puro fervor!
quero pela primeira vez te olhar nos olhos
e ao te abraçar sentir palpitar teu coração
quero beber o néctar do amor em teus lábios,
tremer e suspirara de paixão.
meu amor é meu martírio,meu bem
amo tua face teu sorriso
sinto meu coração preso em culpa
mas apesar de tudo eu te preciso.
Tens no peito de mármore
indiferente, cruel e gélido coração
que vive a me fazer prisioneira
e vibra enquanto morro de paixão!
Ando há muito sofrendo dessa saudade
tanto que à noite m'escapa um grito de dor
é por esse teu maldito coração
cego...não vê quem te tens tanto amor?!
só contigo em minhas noites fui ditosa
onde andas, meu bem? que só me resta saudade
amei-te muito e só recebi desprezo
por isso sofro tamanha infelicidade.
minha vida desfolhei nesse delírio,
gelou-se em teu coração meu último canto
como pequenas pétalas de amargura
eram meus versos pra'quele que amei tanto!
A poesia
Nessas ruas desertas e melancólicas
Nas florestas iluminadas
Nas campinas bucólicas
Sim, eu vejo poesia.
E ela se estente
Poeticamente, pelos corações
Ridicularmente, para quem não a entende.
E o que seria, se não
Essa poética patética um presente
Da natureza para os homens
Para que preencham o vazio
De suas almas?
E a poesia vem da Alma
O poema é a poesia transcrita
O poeta é um abençoado
Não pela graça divina
Mas pela Poesia...
Sim, amigos poetas! cantemos!
Não ria de mim, caro confidente
Eis meu caderno aberto
Leia-o todo se for capaz
Talvez minhas tolas palavras
Te façam perder a paz
No meu caderno jazem
Meus versos humildes
Liras que cantam
Dor, amor e saudades
Sinto que fui destinada
Desde o dia da criação
A ter o caderno como único amigo
Ou talvez seja só imaginação
Meu caderno aberto é meu oponente
Que diz: "Anda, escreve-me!
E depois carregue este fardo
De poeta que te cabe!"
E o digo pois
Que poeta não sou, não
Sou apenas uma alma solitária
Com a sorte de um caderno à mão
O romântico
Vivendo arrebatador sentimento
Derramando o pranto do sofrimento
Eis o Romântico em seu canto de amor
E em suas noites de puro terror
Noites estas, que envolto em mistério
Chega às portas do cemitério
E lá, em meio às covas sombrias
O Romântico compõe suas liras
Sua vida boêmia de mil amores
Rende ao Romântico inúmeras dores
As noites frias: a pneumonia
Os dias de tédio: a melancolia
Quem sois, ó Romântico?
Aquele que espalhou seu canto
Aquele que de amor sofria
E entoava palavras d'agonia!
Quem sois, ó Romântico?
Sois Álvares, Alves e Castelo Branco
Que não viveram em vão
Escreveram prazeres e dores do coração
Estou certa de que o Romântico não morreu
O Romântico sou eu
És tu, e nossa ilusão
De que o romantismo vive, em nossa geração.
Não é você
Não é você, meu bem, sou eu...
É só meu o fardo de viver comigo
É muito triste dizer isso
Queria tanto amar, mas não consigo
Não é você... a culpa é toda minha
Você é leve, é livre, é inteiro
Eu que sou vazia, complicada, quebrada
Não mereço você como companheiro
Não posso dar-te mais do que tenho
E já não tenho quase nada em mim
Pouco me resta para oferecer
Só um amor escasso, quase no fim.
E você merece mais, alguém completo,
Alguém dono de si, de alma nua...
Não pertenço nem a mim mesma
Então, como poderei ser tua?
Olhar
'Mas nem negros nem azuis
são teus olhos meu amor...
seriam da cor da mágoa,
se a mágoa tivesse cor.” (Florbela Espanca)
Nos teus olhos não vejo mais carinho
Estão frios e me olham com desdém,
Parece que meu coração ama sozinho
E vive a esperar que ainda me queiras bem
E eu acordo do sonho dolorida,
Eu que te amei como a ninguém!
É o fim da esperança, fim da vida...
Fico a chorar o afeto que não vem
Onde está todo o amor que me prometeste?
Afinal era tudo paixão volátil?
As promessas de felicidade tão vazias...
Agora em ruínas, como o castelo que ergueste
Era feito de areia, matéria frágil...
Desconcerto
Tua ausência me desconcerta, de tal jeito
Que não sei se cabe mais vazio em mim,
Ando perdida, quase enlouquecida
Temendo que este seja o nosso fim.
Busco-te incessantemente, de um jeito insano
Mas o silêncio vem de todos os lados...
Mais um minuto sem ti e aqui estou
Pagando por todos os meus pecados
Já pensei em todas as formar de lidar
Com essa dor, que é saudade infinda
Mas essa agonia, só tua presença alivia...
Só o timbre confortante da tua voz linda
A saudade castiga como nunca fez antes
Neste momento, o silêncio grita
E tua falta, já me tirou quase tudo...
Longe de ti
Talvez tu precises de mim
E talvez eu fizesse bem pra tua vida
Quem sabe, seria só tua minha boca carmesim,
E eu seria a única pra curar tua ferida.
Me dói o coração estar longe de ti
E logo de ti, que eu amo tanto…
Queria que soubestes o carinho que sempre senti,
Estou muito longe, entretanto.
Há muito tempo sofro, meu amor,
Depois de tantos anos ainda não te encontrei
Mas ainda te amo com o mesmo fervor
E é por esse amorantigo que não posso abandonar
De ti, mesmo longe, eu sempre cuidei
Longe de ti...e nascida pra te amar.
Comentários (3)
Que profundo! É verdade, sem amor de nada vale tudo.
Oh Larissa, meu Deus, não acredito que tu tens um gosto pelo Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, esse poeta maravilhosamente corajoso, livre... Sou novo aqui, claro...tenho 4 dias nem isso e dei de caras logo contigo, uma linda senhora de ocolos tão elegante a gostar do Bocage. UM ABRAÇO DE PORTUGAL :D ESPERO QUE AINDA ESTEJA POR AQUI...
Português
English
Español