Lista de Poemas
Ballerina
Ela é um anjo na ponta dos pés
Ela é um anjo, de asas fortes e elegantes,
Com movimentos belos e graciosos
Em cima do palco, ela tem olhos brilhantes.
Ela é um anjo que pode dançar
Tem o poder de encantar toda a gente
Com seus saltos e piruetas, está quase a voar
E nada nunca a fez tão contente!
Entrega
Para V.
No teu abraço forte e quente
Se dissipam todos os meus medos,
Minhas lágrimas se fazem segredo
Eu poderia viver assim eternamente...
Fora do teu laço, sou menina,
Que triste e desamparada, chora
As perdas e mágoas de outrora,
Mas nos teus braços minha dor termina.
E como encontrei teu abraço,
O melhor de toda minha vida!
Agora me vejo aqui rendida
Ao amor que achei no teu regaço
Persistência
Luto contra o tempo aliado à distância
Pois o tempo sem ti passa impiedoso
E para tornar tudo mais doloroso
Ainda há tua habitual inconstância
E porque teu amor me é essencial
Prefiro acreditar que tudo vai dar certo
Que um dia vou te ter por perto
Luto porque te amo de um jeito visceral
Esta luta incansável simplesmente me assusta
Tuas palavras me deixam hesitante
E não acho a luta nem um pouco justa
Luto contra o risco iminente de te perder
Tenho medo de que me esqueças
Pois sei que nunca vou te esquecer.
A louca
Desde o dia que te vi partir
Ando feito louca na rua
Vivo quase sem existir
E tudo isso é culpa tua!
Enlouqueci ainda na flor da idade
Sei que não foi tua intenção me magoar
Mas me diz como manter a sanidade
Se não posso mais te amar?
Ando com a alma atormentada
E ainda escuto tua voz na minha cabeça
Não me deixes aqui abandonada
Se não queres que eu enlouqueça
Passo o dia encolhida pelos cantos
E ouço dizer: “pobrezinha, enlouqueceu!”
Quando os outros me veem aos prantos
Entre soluços a chamar o nome teu
Lagrimas inundam os olhos meus
Quando sozinha na escuridão
Lembro-me do teu último “adeus”
Aquele que me fez perder a razão!
Obituário
Causa da morte: Melancolia profunda
Devido a um grave trauma de amor
Congelando todo sangue que o coração inunda
Levando embora tudo, exceto a dor!
Assim quero escrito em meu papel de morte:
Que por amor fui tirada da vida
Até me foi negada a sorte
De um beijo de despedida.
Preparem os documentos de antemão
Pois faz tempo que só o corpo me restou
Primeiro foi-se a calma, o riso e então,
Por fim a alma me abandonou...
Quando te vi, tive como certeza,
Desde aquele dia enlouqueci
E não pude mais enxergar com clareza...
Data da morte: dia em que te conheci !
Lacrimosa
Se for pra ser assim, que seja o melhor pra ti,
Deve ser... Tu escolheste desse jeito
Quanto a mim? Morro em silêncio
Minha boca sufoca os gritos do meu peito.
Luto contra meu instinto natural
Não quero voltar a ver-te (a quem tento enganar?)
Mas se te vejo aqui na minha frente,
Exaure-se em mim toda a vontade de lutar!
As vozes da ópera cantam sobre algo trágico...
E nossa tragédia está aqui, querido:
Embebedar-se em doce ilusão,
Morrer de amor sem dele ter vivido!
Por quanto tempo viveremos assim?
Sempre que me aproximo, acabo ferida.
Mas aceitaria novamente outra chance
Nem que esta custasse minha própria vida!
O ramo de flores
Em que tu trouxeste para mim
Um lindo ramo de crisântemos
Unidos por uma fita de cetim?
E eram tão coloridos e alegres...
Os cor-de-rosa eram teus lábios perfumados
Os brancos eram tua pele macia
E os amarelos, teus cabelos dourados.
Eu era leiga nos assuntos do coração
Tão jovem e apaixonada por ti
Aceitei-os de bom grado,
Naquele tempo não percebi
O quanto o ramo se parecia
Com aquele amor maldito
O buquê não passava de flores mortas
Todas juntas num arranjo bonito.
Eu te amo
Ouso chamar teu nome com carinho
E pronuncio baixinho
Eu te amo!
A noite é testemunha silenciosa
De minha confissão medrosa
Eu te amo!
Sonhando em tocar teu coração
Sussurro como uma oração
Eu te amo!
São três palavras proibidas
Que mudariam nossas vidas
Eu te amo!
Sei que o mesmo não deves sentir
Por favor, perdoe-me por repetir
Eu te amo!
Imagino se nesse instante
Respondes-me com um distante
Eu te amo.
Um sonho lindo
Que dele não queria despertar
Estava junto de ti...foi mágico,
Tão real que quase pude te tocar.
E sonhando por entre a noite
Suspiros meus lábios vertem,
Oh raios de luz do sol
Por favor, não me despertem!
Foi tão bom contigo sonhar
Que para o sonho impossível
Quem me dera regressar!
Provar outra vez do que aconteceu
No sonho pálido e tangível
Em que, um dia, fostes meu.
Às vezes me aborrece falar de amor
Às vezes me aborrece falar de amor
O problema é que eu amo
Demasiado e inconsequentemente,
Tanto que mesmo magoada
Posso cantá-lo alegre a toda gente.
Falar de amor não é um desejo meu
É simplesmente
Minha maneira de encontrá-lo.
Quanto menos amor tenho eu,
Vê que tolice... Mais dele falo!
Não é um mero capricho
Nem ser poeta minha vaidade,
Tampouco ser lembrada é minha ambição
Falar de amor, isso faz qualquer um.
Mas não o fará com tanta emoção.
Falar de amor é o que tenho
Única coisa que sei fazer
Poderia fazê-lo a noite inteira...
Sina que minh’alma recebeu
Este é meu martírio:
Falar de um amor que nunca foi meu!
Comentários (3)
Que profundo! É verdade, sem amor de nada vale tudo.
Oh Larissa, meu Deus, não acredito que tu tens um gosto pelo Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, esse poeta maravilhosamente corajoso, livre... Sou novo aqui, claro...tenho 4 dias nem isso e dei de caras logo contigo, uma linda senhora de ocolos tão elegante a gostar do Bocage. UM ABRAÇO DE PORTUGAL :D ESPERO QUE AINDA ESTEJA POR AQUI...
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