Escritas

Olhar

Larissa Rocha

'Mas nem negros nem azuis

são teus olhos meu amor...

seriam da cor da mágoa,

se a mágoa tivesse cor.” (Florbela Espanca)

Nos teus olhos não vejo mais carinho

Estão frios e me olham com desdém,

Parece que meu coração ama sozinho

E vive a esperar que ainda me queiras bem

E eu acordo do sonho dolorida,

Eu que te amei como a ninguém!

É o fim da esperança, fim da vida...

Fico a chorar o afeto que não vem

Onde está todo o amor que me prometeste?

Afinal era tudo paixão volátil?

As promessas de felicidade tão vazias...

Agora em ruínas, como o castelo que ergueste

Era feito de areia, matéria frágil...

Quando de esperança o peito me enchias

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Comentários (2)

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Ana
Ana
2015-11-30

Bela poesia , cara poeta. Pois se ele te prometeu, ele ainda te ama não perca as esperanças. ;)

Ana
Ana
2015-11-30

Não é você Não é você, meu bem, sou eu... É só meu o fardo de viver comigo É muito triste dizer isso Queria tanto amar, mas não consigo Não é você... a culpa é toda minha Você é leve, é livre, é inteiro Eu que sou vazia, complicada, quebrada Não mereço você como companheiro Não posso dar-te mais do que tenho E já não tenho quase nada em mim Pouco me resta para oferecer Só um amor escasso, quase no fim. E você merece mais, alguém completo, Alguém dono de si, de alma nua... Não pertenço nem a mim mesma Então, como poderei ser tua? Ana Bela poesia , cara poeta. Pois se ele te prometeu, ele ainda te ama não perca as esperanças. ;)