Lista de Poemas
(Pequena suíte)
com olhar destemido
e pés devolutos
sigo tangendo
a solidão das estradas
um pequeno risco
que não cabe no horizonte.
e pés devolutos
sigo tangendo
a solidão das estradas
um pequeno risco
que não cabe no horizonte.
👁️ 254
(Frisson)
há um quê
de encanto
nesse seu grito
de espanto
de encanto
nesse seu grito
de espanto
👁️ 380
(Que tao?)
que tao?
atalho
vereda
caminho
ponte
montanha
mente
sol
clave de fogo
serpente
luz
cor
corpo
caos transcendental.
o tempo
se dissolve
a vida
se eterniza.
atalho
vereda
caminho
ponte
montanha
mente
sol
clave de fogo
serpente
luz
cor
corpo
caos transcendental.
o tempo
se dissolve
a vida
se eterniza.
👁️ 341
(Neuroses e anseios)
em meio ao turbilhão de ideias
neuroses e anseios
a corda da vida balança
se distende e parte
o amanhã desespera
e nos cobre de sonhos.
neuroses e anseios
a corda da vida balança
se distende e parte
o amanhã desespera
e nos cobre de sonhos.
👁️ 258
(Sonhos)
sonhos
:mãos calejadas
dedos mergulhados numa incógnita.
:mãos calejadas
dedos mergulhados numa incógnita.
👁️ 336
(Amor sem ter fim)
guitarras sonolentas
vinhos envelhecidos
vozes desafinadas
bardos enlouquecidos,
apocalipse de festim.
em meio ao temporal
sopra um vento arruaceiro
raios despencam do astral
num vaivém traiçoeiro
o mundo acaba no botequim,
entre farras e fossas
entre sambas e bossas
os nossos sonhos voam
nossos corações doam
amor sem ter fim.
vinhos envelhecidos
vozes desafinadas
bardos enlouquecidos,
apocalipse de festim.
em meio ao temporal
sopra um vento arruaceiro
raios despencam do astral
num vaivém traiçoeiro
o mundo acaba no botequim,
entre farras e fossas
entre sambas e bossas
os nossos sonhos voam
nossos corações doam
amor sem ter fim.
👁️ 273
(Fina aparência)
nós somos
velhos rios assoreados
debilitados de águas.
o que é a nossa existência?
uma fina aparência
ou o que ninguém viu
ou o que não podemos deter.
o acaso não é destino
é o silêncio ganindo solidão
em línguas de lança e fogo
a dissolver verdades.
um dia ouviremos o sol.
velhos rios assoreados
debilitados de águas.
o que é a nossa existência?
uma fina aparência
ou o que ninguém viu
ou o que não podemos deter.
o acaso não é destino
é o silêncio ganindo solidão
em línguas de lança e fogo
a dissolver verdades.
um dia ouviremos o sol.
👁️ 250
(Sede)
sede de sal e sol
bocas ávidas
línguas salivam e se abrasam
visgo
&
gozo
vertigem
bocas ávidas
línguas salivam e se abrasam
visgo
&
gozo
vertigem
e
mel.
👁️ 285
(Coisas boas de lembrar)
caminhos me levam
onde o passado esconde
coisas boas de lembrar.
são memórias
guardadas em linho,
teias
estendidas no tempo,
ânforas
do mais puro vinho.
são velhas palavras
plantadas no ar
a trescalar
nobres perfumes,
são histórias de amor
contadas
na língua dos sonhos.
são caminhos...
que me levam à você.
onde o passado esconde
coisas boas de lembrar.
são memórias
guardadas em linho,
teias
estendidas no tempo,
ânforas
do mais puro vinho.
são velhas palavras
plantadas no ar
a trescalar
nobres perfumes,
são histórias de amor
contadas
na língua dos sonhos.
são caminhos...
que me levam à você.
👁️ 340
(Desalento)
sou
um sol oculto
que afronta manhãs.
um sol oculto
que afronta manhãs.
👁️ 327
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