Lista de Poemas
(Bicho urbano)
bicho urbano
sem nenhum traquejo
para contato humano
rato desbaratado
sem rota de fuga
trajado de fome
couraça sem nome
malogro sinistro
sem pose, sem posse
sem registro
bicho esquisito
vive morto-vivo
mais um na manada
sem voz, sem poder
sem amor... sem nada.
sem nenhum traquejo
para contato humano
rato desbaratado
sem rota de fuga
trajado de fome
couraça sem nome
malogro sinistro
sem pose, sem posse
sem registro
bicho esquisito
vive morto-vivo
mais um na manada
sem voz, sem poder
sem amor... sem nada.
👁️ 362
(Sabor de romã)
não deixe o beijo
amargar na boca.
quando o olhar se casa
saliva tem sabor de mel
mas quando a indiferança vaza
negras nuvens
se espalham no céu.
não sei se é o tempo que corre
ou se é o meu amor que dorme.
deliro em prosa
linda rosa de azul florado
tenho meu peito magoado
sem você sou um vazio,
lembro do exótico sabor de romã
que perfuma seus lábios...
...sonho com você em Teerã.
amargar na boca.
quando o olhar se casa
saliva tem sabor de mel
mas quando a indiferança vaza
negras nuvens
se espalham no céu.
não sei se é o tempo que corre
ou se é o meu amor que dorme.
deliro em prosa
linda rosa de azul florado
tenho meu peito magoado
sem você sou um vazio,
lembro do exótico sabor de romã
que perfuma seus lábios...
...sonho com você em Teerã.
👁️ 366
(Haikai)
livro fechado
palavras em silêncio
natureza morta.
palavras em silêncio
natureza morta.
👁️ 331
(Mapa da vida)
quem tem o mapa da vida
gravado na alma
não esquece os caminhos.
gravado na alma
não esquece os caminhos.
👁️ 361
(Quebra-cabeças ou Fausto redivivo)
da mente retorcida
desaninharam-se as serpentes.
tecido espiritual cercado de abutres. luxúria faustiana.
os deuses perderam a fé.
desaninharam-se as serpentes.
tecido espiritual cercado de abutres. luxúria faustiana.
os deuses perderam a fé.
👁️ 276
(Caligramas)
na liturgia do mar
uma lua líquida
deságua dos meus olhos.
sargarços fazendo-se de renda
lembra-me os sonhos de Li Po
onde os barcos carregam os rios.
desiludido louco perdido
soterro sonhos roubados
em caligramas etílicos.
é a poesia em sua plenitude
perdida no absurdo.
voar com os olhos
na ousadia do decote
é mordida sem dente.
pegou fogo no meu dicionário
queimando palavras recentes
e o velho latim ganhou forças
na trama perversa dos carbonários.
desiludido louco perdido
soterro sonhos roubados
em caligramas de luz.
uma lua líquida
deságua dos meus olhos.
sargarços fazendo-se de renda
lembra-me os sonhos de Li Po
onde os barcos carregam os rios.
desiludido louco perdido
soterro sonhos roubados
em caligramas etílicos.
é a poesia em sua plenitude
perdida no absurdo.
voar com os olhos
na ousadia do decote
é mordida sem dente.
pegou fogo no meu dicionário
queimando palavras recentes
e o velho latim ganhou forças
na trama perversa dos carbonários.
desiludido louco perdido
soterro sonhos roubados
em caligramas de luz.
👁️ 390
(Te amo)
te amo
com a liberdade
dos deuses em festa.
sigo a retidão do olhar.
se há desvios
desfaço os laços
que enfeitam a paisagem.
minha boca
não se afoga em silêncios
mesmo quando tropeço
em teus beijos.
já não posso viver
sem o calor
dos teus braços.
te amo
e esse sentimento
me basta.
com a liberdade
dos deuses em festa.
sigo a retidão do olhar.
se há desvios
desfaço os laços
que enfeitam a paisagem.
minha boca
não se afoga em silêncios
mesmo quando tropeço
em teus beijos.
já não posso viver
sem o calor
dos teus braços.
te amo
e esse sentimento
me basta.
👁️ 307
(Ave sem par)
tardo, sombrio
sinuoso como um rio
voo desgarrado de ave sem par.
sinuoso como um rio
voo desgarrado de ave sem par.
👁️ 354
(Quebranto)
quero sim quero não
maré cheia da indecisão
coloca o amor
num barco à deriva
em rota de colisão.
vindo do mar
rebuscado olhar
luz derretida em clarão
lua deserta
banha o meu
ser
e a minha solidão.
já não sei mais viver
já perdi a razão
quebranto de lua cheia
amarra minha alma ao sofrer
estraçalha o meu coração.
maré cheia da indecisão
coloca o amor
num barco à deriva
em rota de colisão.
vindo do mar
rebuscado olhar
luz derretida em clarão
lua deserta
banha o meu
ser
e a minha solidão.
já não sei mais viver
já perdi a razão
quebranto de lua cheia
amarra minha alma ao sofrer
estraçalha o meu coração.
👁️ 338
(Haikai)
livro fechado
palavras em silêncio
natureza morta.
palavras em silêncio
natureza morta.
👁️ 345
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