Escritas

(Amor sem ter fim)

José_Carlos_de_Souza
guitarras sonolentas
vinhos envelhecidos
vozes desafinadas
bardos enlouquecidos,
apocalipse de festim.

em meio ao temporal
sopra um vento arruaceiro
raios despencam do astral
num vaivém traiçoeiro
o mundo acaba no botequim,

entre farras e fossas
entre sambas e bossas
os nossos sonhos voam
nossos corações doam
amor sem ter fim.
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