Lista de Poemas
Escravo
Não acredito mais em solidão
Ninguém nunca nasceu sozinho
E jamais morrerá; mesmo que há de morrer consigo mesmo
A verdade é que somos
Escravos de sensações, iludidos pela máquina
E pelo fim do mundo, a corrupção humana
A memória imaculada e irrestrita criando realidades,
Todos são artífices e peões da consciência
Continuo andando
Pensando em tudo, não olho para o caminho que segue
Meus olhos fitam o chão, procurando degraus
Para eu não tropeçar
Pois eu Sou O Senhor
O qual ajoelham perante tamanho poder
De transformar palavras em sensações
Irreais azul
Eu Sou O Senhor Azul
Que formas euclidianas te limitam a entender
Acorde, e não perpetue o sonho
Pois o sonho, em algum, momento tornar-se-á real
Ninguém nunca nasceu sozinho
E jamais morrerá; mesmo que há de morrer consigo mesmo
A verdade é que somos
Escravos de sensações, iludidos pela máquina
E pelo fim do mundo, a corrupção humana
A memória imaculada e irrestrita criando realidades,
Todos são artífices e peões da consciência
Continuo andando
Pensando em tudo, não olho para o caminho que segue
Meus olhos fitam o chão, procurando degraus
Para eu não tropeçar
Pois eu Sou O Senhor
O qual ajoelham perante tamanho poder
De transformar palavras em sensações
Irreais azul
Eu Sou O Senhor Azul
Que formas euclidianas te limitam a entender
Acorde, e não perpetue o sonho
Pois o sonho, em algum, momento tornar-se-á real
👁️ 224
A face humana
Quando a face humana torna-se invisível para ti
Percebes que humano não és
És uma coisa singular, completamente nova
E terrivelmente macabra
Pois és incapaz de ver as cores do mundo
És mau em sua natureza
Provedor do sal jogado na terra
Tornam-se ainda mais terríveis suas ações
Quando admites o que faz- e repete, perpetua
Sua maldita ação no mundo
Perceba então, que se te julgo, é porque sou o artífice da justiça
O flagelo e a vingança, torno-me a cruz
E você que toma as faces por invisíveis
Percebe que humano não és
E ajoelha pedindo perdão
Percebes que humano não és
És uma coisa singular, completamente nova
E terrivelmente macabra
Pois és incapaz de ver as cores do mundo
És mau em sua natureza
Provedor do sal jogado na terra
Tornam-se ainda mais terríveis suas ações
Quando admites o que faz- e repete, perpetua
Sua maldita ação no mundo
Perceba então, que se te julgo, é porque sou o artífice da justiça
O flagelo e a vingança, torno-me a cruz
E você que toma as faces por invisíveis
Percebe que humano não és
E ajoelha pedindo perdão
👁️ 229
A face do homem
Fico calado
Reservo-me o direito de ficar quieto, pois o mundo percebeu
Que tomei por invisível a face humana
A falta de compaixão, as ruas desertas, refletem
Noites barulhentas, extermínio de cães na sarjeta
Tabaco reutilizado, aguardente destilada em um intestino grosso
A marca que ainda está na segunda geração
A eterna marcha de Roma
O sangue derramado que salgou a terra
A amarga água da chuva, o pó desse chão
O Juiz, entre o céu e o mar, que com o cajado em sua mão direita e a espada na esquerda, ordena que os mortos voltem a andar.
E os homens, em sua mais plena consciência
Ainda querem me punir
Por tomar como invisível
A sagrada face humana
Reservo-me o direito de ficar quieto, pois o mundo percebeu
Que tomei por invisível a face humana
A falta de compaixão, as ruas desertas, refletem
Noites barulhentas, extermínio de cães na sarjeta
Tabaco reutilizado, aguardente destilada em um intestino grosso
A marca que ainda está na segunda geração
A eterna marcha de Roma
O sangue derramado que salgou a terra
A amarga água da chuva, o pó desse chão
O Juiz, entre o céu e o mar, que com o cajado em sua mão direita e a espada na esquerda, ordena que os mortos voltem a andar.
E os homens, em sua mais plena consciência
Ainda querem me punir
Por tomar como invisível
A sagrada face humana
👁️ 193
jeito de chuva
chove chove chove chove chove chove chove
e chove chove e chove
chove chove chove
e
chove chuva sem parar
chove até o dia que o sol raiar
novamente
e mostre o céu azul
novamente
chove até molhar
essa terra
e esse povo
igualmente
seco chove chove e chove
e chove chove e chove
chove chove chove
e
chove chuva sem parar
chove até o dia que o sol raiar
novamente
e mostre o céu azul
novamente
chove até molhar
essa terra
e esse povo
igualmente
seco chove chove e chove
👁️ 207
Caim
Nessa cidade de anjos;
Voando raivosos no meio
De prédios, antenas e asfalto
Não param nos semáforos flamejantes.
Desligando nosso sono em prol do veneno
Tremem de dor, perdendo a esperança.
Os anjos que desprezam pão e vinho
São aqueles mesmos
Que parvos e incautos
Olham para o Céu e gritam:
"Meu Deus!"
👁️ 270
animal qualquer
que agir de maneira misteriosa
representa um alívio imediato à minha obra
disso eu sei
pois dou-lhes o abono da dúvida
não sabes quem é, e me julgas responsável
por essa sua falha, por essa sua incoerência
essa sua maldita inquietação que lhe foi imposta
e desafiam, incrédulos, acreditam na misericórdia
e matam e roubam e violam
todas as horas gastas nesse meu primeiro ato
e como velas que se apagam, questionam, por fim
porque eu os rejeito
representa um alívio imediato à minha obra
disso eu sei
pois dou-lhes o abono da dúvida
não sabes quem é, e me julgas responsável
por essa sua falha, por essa sua incoerência
essa sua maldita inquietação que lhe foi imposta
e desafiam, incrédulos, acreditam na misericórdia
e matam e roubam e violam
todas as horas gastas nesse meu primeiro ato
e como velas que se apagam, questionam, por fim
porque eu os rejeito
👁️ 241
Artes da semana
I
Aconteceu na época em que eu andava
Pelas ruas tentando esquecer meu nome
Tudo ainda está meio nebuloso
E as ideias parecem desconexas
Lembro-me de estarmos sentados
E eu, não consigo enxergar direito o que está escrito;
E ele, liga a lâmpada, ta aí do seu lado;
Então eu liguei o interruptor que estava ao meu lado
E houve luz, assim disseram.
II
Que solidão, exclamei, era meio dia
A luz iluminava o palco
As portas de uma civilização, era o que me parecia
Mas não havia ninguém no mundo
E eu, ninguém para gozar de minha obra,
os palcos vazios, as ruas vazias, os prédios vazios;
Eu e ele sentados com os papéis em mãos
E eles, vimos que acenderam a luz, viemos até aqui;
Deixei-os entrar e apresentei-lhes o primeiro ato
Mas como eu sou uma sombra ambulante
Fui embora e não disse o porquê.
III
E o fogo continuou se apagando.
E as chamas, enfim, tornaram-se brasas frias.
E o pó levantou-se da terra,
Cobrindo os edifícios.
É o fim, gritou o povo,
É o fim, gritei-lhes,
Apontando o caminho;
Asfaltando as ruas para que povo
Pudesse caminhar.
E abri pedágios
Para aqueles que enxergassem pudessem atravessar
E, também, para que os cegos ficassem em seu devido lugar.
Sozinhos e perdidos e
Desesperados,
Como era no princípio
Agora
E sempre
Amém!
Aconteceu na época em que eu andava
Pelas ruas tentando esquecer meu nome
Tudo ainda está meio nebuloso
E as ideias parecem desconexas
Lembro-me de estarmos sentados
E eu, não consigo enxergar direito o que está escrito;
E ele, liga a lâmpada, ta aí do seu lado;
Então eu liguei o interruptor que estava ao meu lado
E houve luz, assim disseram.
II
Que solidão, exclamei, era meio dia
A luz iluminava o palco
As portas de uma civilização, era o que me parecia
Mas não havia ninguém no mundo
E eu, ninguém para gozar de minha obra,
os palcos vazios, as ruas vazias, os prédios vazios;
Eu e ele sentados com os papéis em mãos
E eles, vimos que acenderam a luz, viemos até aqui;
Deixei-os entrar e apresentei-lhes o primeiro ato
Mas como eu sou uma sombra ambulante
Fui embora e não disse o porquê.
III
E o fogo continuou se apagando.
E as chamas, enfim, tornaram-se brasas frias.
E o pó levantou-se da terra,
Cobrindo os edifícios.
É o fim, gritou o povo,
É o fim, gritei-lhes,
Apontando o caminho;
Asfaltando as ruas para que povo
Pudesse caminhar.
E abri pedágios
Para aqueles que enxergassem pudessem atravessar
E, também, para que os cegos ficassem em seu devido lugar.
Sozinhos e perdidos e
Desesperados,
Como era no princípio
Agora
E sempre
Amém!
👁️ 256
Visões de sal
Nessa folha em branco me parece estar escrito
Qualquer coisa que eu estivesse a fim de ler
Mas no momento quando eu olho pela janela
Infelizmente tudo que vejo
É o fim do mundo- olhem para a China!
Eu sou o vetor da destruição
O velho, o novo, o passado, o futuro
Não
O futuro não me pertence, pois lá não chegarei
olhem para MIM!
Castrados e marcados na cara com ferro quente
O escravo ocidental chora a perda do nome e da propriamente dita
ação
Eu vi...
Garotas suecas correndo histéricas nuas pelas ruas de Estocolmo tremendo de medo
pois sabem que estão prestes a serem violentadas- olhem para a América
Lá está o rei inglês implorando perdão para Deus
Uma cidade contaminada com dengue, malária e febre amarela
Meu Deus, enquanto eu ando por essas ruas,
Ando como se fossem minhas, as ruas que eu ando,
O Sol bate nas minhas costas
E minha sombra ilumina meu caminho
Ando questionando essa minha pontualidade
A chuva sempre começa
No instante que eu ponho os pés em casa
Me sinto insignificante
Indigno até
De me molhar
Qualquer coisa que eu estivesse a fim de ler
Mas no momento quando eu olho pela janela
Infelizmente tudo que vejo
É o fim do mundo- olhem para a China!
Eu sou o vetor da destruição
O velho, o novo, o passado, o futuro
Não
O futuro não me pertence, pois lá não chegarei
olhem para MIM!
Castrados e marcados na cara com ferro quente
O escravo ocidental chora a perda do nome e da propriamente dita
ação
Eu vi...
Garotas suecas correndo histéricas nuas pelas ruas de Estocolmo tremendo de medo
pois sabem que estão prestes a serem violentadas- olhem para a América
Lá está o rei inglês implorando perdão para Deus
Uma cidade contaminada com dengue, malária e febre amarela
Meu Deus, enquanto eu ando por essas ruas,
Ando como se fossem minhas, as ruas que eu ando,
O Sol bate nas minhas costas
E minha sombra ilumina meu caminho
Ando questionando essa minha pontualidade
A chuva sempre começa
No instante que eu ponho os pés em casa
Me sinto insignificante
Indigno até
De me molhar
👁️ 209
Noite de calafrios
quando nos atacam em nossas próprias casas
mandando na nossa vida e na nossa morte
dizem que dois e dois são quatro
quando na verdade todos sabemos que são cinco
negamos até a morte qualquer verdade
saída da boca imunda desses triviais
agentes do futuro e qual passado vemos
nos vemos na mesma posição de carrasco de nós mesmo
mas no futuro pois somos nós mesmos no futuro
eis a verdade; não queres olhar no espelho pois o que é visto é
uma imagem de um ser violento e com uma raiva interna
capaz de matar qualquer um que pergunta
"como foi seu dia", não dormiu bem e desconta
essa raiva nos outros que não têm nada a ver com os seus problemas
não reconhecem a natureza e negam portanto a violência que és
violento por essência por essência no fim irá matar para poder
simplesmente viver e morrer em nome de Deus meu deus
por que me deu a morte tão longe de mim e me fez
ouvir o som da tormenta?
A minha visão leva para cima
o olhar de todo o mundo que eu percebo
torna-se difícil de entender
nessa noite em que sinto numerosos calafrios
causados pelas drogas e pensamentos
sinto que o ser humano precisa deixar
de ser humano se quiser continuar a escrever
uma história marcado por indecisões e erros e
ideias que deram errado e falsos mensageiros
de uma nova era que está por vir
mandando na nossa vida e na nossa morte
dizem que dois e dois são quatro
quando na verdade todos sabemos que são cinco
negamos até a morte qualquer verdade
saída da boca imunda desses triviais
agentes do futuro e qual passado vemos
nos vemos na mesma posição de carrasco de nós mesmo
mas no futuro pois somos nós mesmos no futuro
eis a verdade; não queres olhar no espelho pois o que é visto é
uma imagem de um ser violento e com uma raiva interna
capaz de matar qualquer um que pergunta
"como foi seu dia", não dormiu bem e desconta
essa raiva nos outros que não têm nada a ver com os seus problemas
não reconhecem a natureza e negam portanto a violência que és
violento por essência por essência no fim irá matar para poder
simplesmente viver e morrer em nome de Deus meu deus
por que me deu a morte tão longe de mim e me fez
ouvir o som da tormenta?
A minha visão leva para cima
o olhar de todo o mundo que eu percebo
torna-se difícil de entender
nessa noite em que sinto numerosos calafrios
causados pelas drogas e pensamentos
sinto que o ser humano precisa deixar
de ser humano se quiser continuar a escrever
uma história marcado por indecisões e erros e
ideias que deram errado e falsos mensageiros
de uma nova era que está por vir
👁️ 173
morte e vida se explicam sim eu estava errado
apareceu para mim um tal de allen ginsberg
então eu tive um insight e percebi
que bêbado eu era melhor apesar de tudo
contemplei o jazz
e resolvi fazer análise com psicólogos
mas no fim eu já sabia que era louco
que nada nesse mundo me salvaria
que já tentatara cortar os pulsos
que escrevia pra ninguém ler
que não sabia amar
que morria de fome
que tinha erros de digitação
e que já não aguentava mais
que quando eu disse
"me deram três dias
mas vivi três décadas de sorte'
eu vivia o remorso de ter mandado pra puta que o pariu
e tentei suicídio alguns dias atrás
que os homens tem culpa
que eu sou só mais um
que eu não pedi pra nascer
que aprendi a ser sozinho
que eu não me conformo em ser sozinho
que eu não gosto de pessoas
que eu preciso de pessoas para não enlouquecer
que os músicos morrem de fome
e que precisam pagar uma pensão de 15 reais para fumar crack
então eu tive um insight e percebi
que bêbado eu era melhor apesar de tudo
contemplei o jazz
e resolvi fazer análise com psicólogos
mas no fim eu já sabia que era louco
que nada nesse mundo me salvaria
que já tentatara cortar os pulsos
que escrevia pra ninguém ler
que não sabia amar
que morria de fome
que tinha erros de digitação
e que já não aguentava mais
que quando eu disse
"me deram três dias
mas vivi três décadas de sorte'
eu vivia o remorso de ter mandado pra puta que o pariu
e tentei suicídio alguns dias atrás
que os homens tem culpa
que eu sou só mais um
que eu não pedi pra nascer
que aprendi a ser sozinho
que eu não me conformo em ser sozinho
que eu não gosto de pessoas
que eu preciso de pessoas para não enlouquecer
que os músicos morrem de fome
e que precisam pagar uma pensão de 15 reais para fumar crack
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Comentários (3)
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wilson1970
2020-09-23
Parabéns pela tua poesia !
thaisftnl
2020-04-09
Gostei muito da sua escrita, magnífico!
petit_bateaux
2019-10-28
voce eh fera dms, vamos ser amigos ?
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