Há palavras que nos beijam



Há palavras que nos beijam com ternura
Que sugam da alma mais que a esperança e brandura
Uma fé tamanha que eternamente depois perdura

Há palavras que nos beijam com tanta lisura
Vasculham o código postal dos silêncios inconsumíveis
Dormitam entre os lençóis dos lamentos imprevisíveis

Há palavras que nos beijam quando hipnotizadas e
Se entrelaçam às emoções assustadoramente escravizadas
Onde cada verso jorra uma imensidão de palavras apaixonadas

Frederico de Castro
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