Lista de Poemas
Refluxos da maresia

Desliza silenciosamente pelas bermas do tempo
Uma maresia refrescante, harmónica e vibrante
Indiferente o dia asfixia acetinado, colorido e purgante
Com seus refluxos a jusante a maré espraia-se tão frisante
Em cada brisa reflete-se a miragem de uma carícia abrasante
Em cada onda apazigua-se aquela hora eternamente revigorante
Reprimida e deprimida a solidão naufraga além quase extenuante
No ancoradouro da vida cada prece pulsa e flameja trepidante
Assim se embriaga o silêncio, consolado, confortado, tão abundante
Frederico de Castro
👁️ 54
Pixel-a-Pixel
Pixel-a-pixel as palavras desenham a silhueta da
Escuridão tão negra, notívaga e sempre desejada
Em flagrante delito a luz algema uma hora felina e amuada
Pixel-a-pixel cada sorriso acetina uma carícia mais rogada
Contempla a profana solidão inerte sob o turíbulo da paz tão grada
Degeneradas caem todas as lágrimas flébeis, sensíveis e embalsamadas
FC
👁️ 67
À distância...

Encontro no vazio do tempo um vácuo de emoções escleróticas
Na distância até um adeus refrata e rasura minhas orações mais osmóticas
Até as manhãs confinam o espectro das ilusões subtis e tão procarióticas
Palavras sempre hospitaleiras aclamam desejos e sonhos metódicos
Alimentam o lauto e eflúvio lirismo proveniente de versos tão exógenos
São como devaneios relaxantes, extravagantes, vorazes e alucinógenos
À distância as marés reencontram suas ondas viris e apaziguadas
Obstinadas navegam a bordo de corriqueiras brisas desamparadas
Ali medirão forças com esperanças tonificantes, delicadas e lubrificantes
Frederico de Castro
👁️ 101
Antes de dizer adeus...

Antes de dizer adeus saiu a noite pela
Porta discreta do silêncio majestoso
Sem intervalo o tempo reduzido a um
Montão de segundos desdenhosos
Hibernou camuflado em palavras virulentas,
Mortíferas, dolorosas e tão opulentas
Antes de dizer adeus consumo num trago
Estas escuridões fiéis e facciosas
Esquadrinho cada ai clamando no leito das
Lágrimas intensas e viscosas
Ali resistem tantas horas silenciosas, apáticas
E absolutamente assintomáticas
Frederico de Castro
👁️ 91
Devagar...devagarinho

Devagar…devagarinho o tempo vadia e converge no
Meio de palavras flamejantes, síncronas e extravagantes
Em fuga o silêncio naufraga junto às maresias tão fragrantes
Devagar…devagarinho a solidão inspira um verso ofegante
Um clamor ou louvor orquestra aquele cântico quase delirante
Nos beirais da memória estendem-se preces prazerosamente exaltantes
Devagar…devagarinho o poente devorará a noite que chega possante
Ao longe a nostalgia varre o horizonte com ondas de desejos tão insinuantes
Além cada eco represa o mais bem urdido dos silêncios quase intimidantes
Frederico de Castro
👁️ 90
Pixel-a-Pixel
Pixel-a-pixel as palavras desenham a silhueta da
Escuridão tão negra, notívaga e sempre desejada
Em flagrante delito a luz algema uma hora felina e amuada
Pixel-a-pixel cada sorriso acetina uma carícia mais rogada
Contempla a profana solidão inerte sob o turíbulo da paz tão grada
Degeneradas caem todas as lágrimas flébeis, sensíveis e embalsamadas
Frederico de Castro
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Sombras dançantes

Sombras dançantes abeiram-se do cume deste silêncio
Inócuo, inofensivo e sempre absurdamente extensivo
Em degradé a escuridão pintalga-se de breus tão erosivos
Além os lamentos fazem a necropsia da solidão adesiva
Suas odoríferas palavras perfumam uma carícia decisiva
Dormitam no mausoléu das minhas preces intensas e efusivas
Sombras dançantes renascem no lajedo das emoções conclusivas
Evocam memórias incoercíveis e platonicamente excessivas
Abreviam meus versos trajados de esperanças e rimas sucessivas
Frederico de Castro
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Foi-se embora o poente

Foi-se embora o poente e ficou somente
A solidão na sua corte esbelta e suprema
Rabisco palavras que se afogam além junto à
Maresia de rimas e gestos quase blasfemos
Foi-se embora o poente e a noite assim chegará
Inspirada, apaziguante e tão descomedida
Inverosímeis serão as gargalhadas bem urdidas
Nos céus rumando ao finito vão escuridões tão iludidas
Frederico de Castro
👁️ 68
Ornato dos silêncios

No ornato dos silêncios brilha esta fluorescência cativa
Ali cada esdrúxula prece alimenta toda a fé apreciativa
A manhã enfeitiçada esboroa-se em mil pétalas supurativas
Na derme da luz sussurra uma eufórica paz tão aglutinativa
Palavras prenhes e perfumadas penetram numa lânguida rima paliativa
Como trepida cada caricia jorrando do cântaro da vida fluindo apelativa
Frederico de Castro
👁️ 101
Liberta-me

Liberta-me e voarei para além do além do céu itinerante
Perfumarei cirros e cumulonimbus coloridos e exuberantes
Ostentarei na alma palavras fluindo desvairadas e refrescantes
Liberta-me das algemas destes silêncios prenhes e abundantes
Para que a vida inteirinha, desate suas gargalhadas sempre vibrantes
E a luz cativa aconchegue de vez requintados berros e afagos abrasantes
Liberta-me desta solidão tentadora apocalíptica e cativante para
Que as memórias consagrem e se dispersem nas saudades possantes
E nos vitrais do tempo cada verso se desnude em lágrimas mais fragrantes
Frederico de Castro
👁️ 90
Comentários (3)
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asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
ania_lepp
2017-11-04
Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!
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