Lista de Poemas
Por fim...um atalho para a solidão

Por fim late a esperança tão gritante, coesa, ferida escorregando
Pela escuridão ainda mais prepotente desnudando pra sempre a
Suave e delicada manhã lacrimosa que me afaga a solidão entre
Os atalhos de um sonho permanentemente resistente
Por fim olho para a noite despindo todos os seus breus
Perdida em tantas horas aladas resilientes até que, por fim o
Oceano se recoste na margens das minhas maresias,
Repenicando um onda feliz e conivente
Traz o silêncio consigo o tempero de cada pujante perfume
Cozinhado nos instintos mágicos dos nossos desejos
Sugando o ténue latido do amor minudente, saboroso...em festejos
Penetra pelos olhos dentro uma colorida fatia
De solidão em clausura alimentando lentas carícias
Ao dia que desponta entre os cílios da manhã mais vitalícia
Frederico de Castro
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Uma côdea de silêncios

Entre quatro paredes caio teu retrato
A giz e carvão emoldurando o sorriso
Que trazes grávido de emoção
Endoidecidos andam os ventos com os perfumes
Estendidos no naperon da paixão tão propícia engalanando
Uma vitalícia hora tinindo nesta paixão quase homicida
Incendiei o silêncio sempre mais enriquecido com
As sombras do teu ser musicado e enobrecido
Até que a noite adormeça feliz imprescindível e enlouquecida
Depois de algum tempo deixo obcecado um lamento agora
Mais reabastecido que nasceu vagabundo entre as alquimias
Do amor que namorisco na comunhão de sonhos tão fecundos
Grão a grão amassei o pão de todos os sacrifícios levedados
Mastiguei a côdea dos mesmos silêncios carpindo uma hora serva
Esquecida que afunda nesta solidão, mais consolidada e rejuvenescida
FC
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@ Silêncio.com

Em @ silêncio.com escondi minha solidão estética
Até que dia desponte computando a caligrafia
Das minhas inspirações divagando tão cibernéticas
Informatizei a existência das palavras que
Digito no écran do tempo alimentando o domínio
Do silêncio que ilude a tristeza ainda sob escrutínio
Servidor da realidade virtual realojo-me no fórum
Dos eventos mais banais deixando em span cada
Mensagem vulnerável...textual
E assim migrei procurando outros servidores
Checando este e-mail em @ silencio.com
Protocolo da solidão escondida nos meus bastidores
Por fim formato o portal onde codifiquei a esperança
Usuária de tantas e tamanhas ilusões em tempo real
Pregão anexo ao perfil de um hacker desbloqueando
A chave do amor definitivamente tão viral
Frederico de Castro
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Clausura no tempo

Derrubo as grades do meu silêncio
Deixo a prisão do tempo acorrentado à
Muda e queda solidão quase requintada
Em clausura pernoitam as madrugadas
Alimentando o degredo de cada lamento
Onde se acoitam as palavras mais apoquentadas
Ficou condenado todo o meu silêncio limando
As arestas de toda a solidão ardilosa bem condimentada
Rendida agora ao sabor desta ilusão vagabunda e assustada
Embalo o catre inerte e vazio onde repousa uma oração
Suplicante, desabotoando minha fé sempre abnegada
Temperamental, incessante...aconchegada
Na cela dos meus isolamentos sucumbe pujante
Esta solitária ilusão quase insinuante deixando como
Arguido aquele silêncio que pressinto num eco tão possante
Escancara-se a liberdade desalgemando a alma de uma
Escravidão tão excitante tão indulgente, regando aquela afável
Serventia de prazeres condenados ao amor, ávido, esfomeado...inescusável
Os sonhos algemados no cárcere da perpétua solidão alimentam o ergástulo
Silêncio onde pernoito na inópia penitenciária das ilusões forasteiras, janela
Por onde defenestro deste cativeiro cada verso mais aventureiro
Frederico de Castro
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Meiose apoteosis

Com pingos de mel adocicas o palato
Dos meus silêncios
Amamentas o imperativo desejo tão evidente
Naquela gargalhada vadiando furtivamente
Escorres adocicante dos favos da minha solidão
Onde ocorre a metamorfose gratificante de tantos
Beijos em comunhão
Polinizas as pétalas das ilusões mais tonificantes
Entreabrindo os estames dos meus desejos onde
Fecundo os esporos ávidos...germinando refrescantes
Reproduzes a vida que acontece expressivamente
Aguda, vorazmente...herança explicita qual meiose
Das nossas células apaixonadamente expeditas
Quero-te assim satisfeita, ígnea, halófita desaguando
Nas minhas maresias solícitas até que uma onda
Prodigiosa nos cubra numa fusão de marés tão graciosas
Frederico de Castro
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Silêncios e simbioses

Mato todos os desejos invadindo a textura
Deste silêncio, ousado e atrevido enquanto decifro
A noite contorcendo-se na escuridão saturada e invisível
Deslizando pelo ventre do tempo quase desfigurado...intangível
Recolho-me neste sonho privado advertindo a noite que agora
Fenece em queda livre flagelando todas as luminescências que fluem
Pela hemorrágica solidão tentadora e imutável deixando meus versos
Entre quatro paredes alimentar a procissão deste silêncio tão permeável
Assim deslizam absolutos os dias marcando cada hora insaciável
Que acontece na simbiose de tantos, tantos beijos irrefutáveis, qual lânguida
Saudade tatuando este umbilical momento de amor quase inexplicável
Fragilizada a madrugada embebeda-se com novos perfumes lavrados nestes
Versos diria adestráveis, pois o silêncio de vez apossou-se das nossas heréticas
Deambulações frenéticas, qual arpejo de muitas,tantas, cumplicidades mais fanáticas
Frederico de Castro
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Meu vício é você

- para Alcione, voz enorme, tamanha, absolutamente brutal,
toda nos emaranha
O que sustinha o silêncio explodiu numa
Delicadeza de ecos festivos escapando apaixonados
Deixou na soleira do tempo uma assoalhada que me vira
A cabeça de prazeres viçando alegres...bem validados
Faz uma loucura por mim num gole voraz ao embebedares
As brasas daquela paixão tão insubordinada...que sufoco,
Indeferindo todos os sonhos indecifráveis colorindo
A contra capa desta ilusão ao abandono...quase depravada
Sem recursos ficou a noite emigrando na escuridão
O que faço amanhã, pouco importa, pois deixo em jejum nossos
Desejos sempre ludibriados onde se desenrola uma hora de raiva
Incubada desassossegada...quase sempre negligenciada
Sem fim a madrugada surda patrulha minha solitária ilusão
Quedando-se sequiosa e enfeitiçada pois enquanto houver a saudade
Dispo cada momento, depois do prazer ,entrando pela fresta matutina
Daquelas nossas emoções descarrilando fiéis e tão repentinas
Vou ausentar-me para além do além deixando na lonjura do tempo
Um naipe de memórias resguardadas, telepáticas massacrando o pandeiro
- Esse é meu nome, qual loucura incrédula, ostentando uma hora atarantada
Onde me embriago no frisson de um vicio sedento, apaixonado...bem requintado
Na hora da raiva escrevinho um simples verso quase atarantado pedindo
Simplesmente...não deixe o samba morrer, pois meu vicio é você e
Enquanto houver a saudade...fico assim que nem um menino sem juízo
Gizando estes versos onde saciado em ti ternamente me sincronizo
Frederico de Castro
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Ser vadio

Embriagou-se a manhã bebericando a luz
Vindimada num florido crepúsculo excepcional
Alimentou o dia com gotículas de vinho doce,lubrificando
A terra ávida, aliciada...cordialmente inebriada
Deixo entrar os segredos da noite vadia em mim
E depois converto-os em folias retemperantes que
Procuram ávidas a serenidade de um abraço tão revigorante
E ao perder-me nas escuridões invisíveis onde gesticula toda
Minha solidão amarfanhada naufrago na lagoa das tuas lágrimas
Deixando muitas, tantas aguilhadas de dor rendidas à
Amordaçada madrugada infestada de ilusões tão acanhadas
E sem que o dia se refaça de toda escuridão persistente, açoito aquela
Nuvem que destapa o gomo de luz desavergonhado e prepotente acendendo
A manhã arrebatada, debicando a esperança que resiste, assim...omnipotente
Frederico de Castro
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Privado silêncio

Varri da madrugada tantas visões suspirando tão subjugadas
Ornando a matiz da solidão cada vez mais vergada
Recostei-me no travesseiro do tempo até que este me vista a saudade
Dormitando ao colo de uma solidão comutativa...bem petiscada
Ao longe chora um violão deixando no ar acordes
Tristes reféns de uma lauta desilusão empoleirada
Na pauta destes versos quase renegados que destilo
Timbrando a manhã pintada de emoções tamanhas e empertigadas
E a noite desfragmenta-se boiando na maresia da escuridão
Tão bem massajada embebida num punhado de rumores festivos
Boémios, bailando na luminescência trépida de um desejo tão coercivo
Descarrilando casualmente num poente enamorado e privativo
Nas águas dos meus silêncios cavalgam ondas majestosas
Desaguando em ti devagarinho mugindo cada finada hora
Sedenta, pastorando esta descuidada solidão...aparatosa
Constantemente consecutiva...sempre tão escrupulosa e interativa
Frederico de Castro
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Emoções descarriladas

O que sustinha o silêncio explodiu numa
Delicadeza de ecos festivos escapando apaixonados
Deixou na soleira do tempo uma assoalhada
De prazeres que viçam alegres...bem validados
Tragou a solidão num gole voraz ao embebedar
As brasas daquela paixão tão insubordinada
Indeferindo todos os sonhos indecifráveis colorindo
A contra capa desta ilusão ao abandono...quase depravada
Sem recursos ficou a noite emigrando na escuridão
Sempre tão indisciplinada deixando em jejum nossos
Desejos sempre ludibriados onde se desenrolam outros
incubados desassossegos...quase sempre negligenciados
Sem fim a madrugada patrulha minha solitária ilusão
Quedando-se sequiosa e enfeitiçada perante aquele instantâneo
Momento de tempo despindo a luz entrando pela fresta matutina
Das nossas emoções descarrilando fiéis e tão repentinas
Vou ausentar-me para além do além deixando na lonjura do tempo
Um naipe de memórias resguardadas, telepáticas massacrando a
Saudade incrédula, ostentando uma hora atarantada onde me
Embriago no frisson de um sedento e alagado beijo requintado
FC
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Comentários (3)
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asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
asdfgh
2018-05-07
BOA TARDE...lindo e sublime.parbns.att.
ania_lepp
2017-11-04
Poeta...li e reli vários de teus poemas e só tenho que te agradecer por compartilhar teu talento...muito obrigada!
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