Escritas

Por fim...um atalho para a solidão

Frederico de Castro



Por fim late a esperança tão gritante, coesa, ferida escorregando
Pela escuridão ainda mais prepotente desnudando pra sempre a
Suave e delicada manhã lacrimosa que me afaga a solidão entre
Os atalhos de um sonho permanentemente resistente

Por fim olho para a noite despindo todos os seus breus
Perdida em tantas horas aladas resilientes até que, por fim o
Oceano se recoste na margens das minhas maresias,
Repenicando um onda feliz e conivente

Traz o silêncio consigo o tempero de cada pujante perfume
Cozinhado nos instintos mágicos dos nossos desejos
Sugando o ténue latido do amor minudente, saboroso...em festejos

Penetra pelos olhos dentro uma colorida fatia
De solidão em clausura alimentando lentas carícias
Ao dia que desponta entre os cílios da manhã mais vitalícia

Frederico de Castro
322 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment