Escritas

Quanto à solidão...

Frederico de Castro



Quanto à solidão...apregoei-a quando ainda era saltimbanca
Reabilitei-a depois de muitas gargalhadas briosas vestindo
A manhã encarcerada num lambuzante, majestoso
E esmerado sorriso tão aromatizante

Quanto à solidão...embrulhei-a numa sombra que pasta no meu
Silêncio mais energizante quando a ilusão da noite, chegando
De mansinho, apazigua a vida, revelando-nos um sonho
Vassalo bordado com cores suaves, aprazíveis e gratificantes

Quanto à solidão...desempacotei-a de vez alimentando omissas
Páginas desta desilusão exorbitante e ditatorial deixando
Frente a frente nossos desejos, teimosos egotistas...mas essenciais

Quanto à solidão...alimentei-a, submeti-a aos prazeres mais radicais
Até que os ecos mágicos do amor nos sufoquem num marginal e
Psicotrópico momento desta serena existência tão crucial

Frederico de Castro
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