Escritas

Lista de Poemas

FRANQUEOU-ME A ENTRADA EM SEU PURO CORAÇÃO

Quero voltar e te encontrar sempre aqui para realizarmos os nossos sonhos. Não quero partir. Já pensei em desistir, deixar tudo para atrás, mas aliás, você é a minha razão de existir. Sempre que penso em nós me alegro com o meu coração sentindo o seu coração acelerado, como se estivéssemos a sós entrelaçados num leito iluminado. A nossa senda é linda, a nossa jornada não finda enquanto não provarmos e dedicarmos a recíproca do nosso amor. Afinal não há excelsa luz sem esplendor. O brilho do sol, a luz da lua, a resplandecência das estrelas, tudo é claridade para iluminar a terra, mas você meu amor se encheu de luz e quando eu carregava uma cruz iluminou o meu caminho não me deixando levá-la sozinho, batalhando comigo na minha guerra. Assim pude ver nitidamente por sua luz resplandecente a porta que não se erra. De toda dor despojado, pela porta do amor eu havia entrado, em você, no seu coração, um lugar puro onde o meu coração nunca havia habitado. Por esta razão é a mulher que me guia, seja noite ou dia para estar ao seu lado.

 Erimar Lopes.
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SEM EIRA NEM BEIRA

Uma erva, uma pílula, um doce, uma pedra, ou um pó, que sejam diluidos, adolescentes, jovens, meia idade, e velhos usam sem dó e de qualquer maneira. Na mente do espírito, pensamentos, vozes, alucinações, emulações, incapacitações, e loucuras num ser sem eira  nem  beira.

Erimar Lopes.
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CARTAS A UM RICO PATRÃO

Sequazes, debrucem sobre a mesa e escrevam das mazelas e desgraças dos pobres e miseráveis, das suas vidas detestáveis, escrevam com tinta vermelha, encham a caneta com o sangue deles derramado que mancha a terra sulcada pela relha e que clama até o céu pois rasgado se encontra o véu. Escrevam dos atos de fé e dignidade que não os deixam se corromper. Escrevam com o suor deles que se transforma em sangue por tanto sofrer, falem da fome que não tem nome, cor, raça, etnia, ou religião. Escrevam sobre servidão e servidão, malogro e assolação.  Debrucem sobre os anais da miséria que os matam de forma tão séria. Escrevam mesmo com o sangue deles, vermelho, rubro, carmesim, que enquanto houver este mundo essa miséria há de não ter fim. Debrucem e escrevam com sangue nos olhos, com sentimentos de compaixão, porque o sangue deles que clama, não clama em vão. Debrucem sobre a inanição, peles e ossos, mortes sem razão. Escrevam da injustiça, debrucem sobre a cobiça e a ambição desmensurada, que mói o pobre a quase nada. 

Erimar Lopes.

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DIA DO JULGAMENTO EFICAZ

Nenhuns poderão prevalecer 
Se não crerem fielmente 
Nenhuns poderão retroceder 
A acontecimentos de repente. 

O sol há de se escurecer 
E a lua em sangue se converterá 
As estrelas cairão a perecer 
E o céu como cortina se enrolará.

É o dia do Senhor determinado 
Contra as nações inimigas 
Os que aceitaram o pecado 
Em conformidades amigas.

Todos os joelhos se dobrarão 
E todos hão de se confessar 
Que Jesus Cristo é o bordão 
Que vida dá a quem nele se apoiar. 

Dia terrível de densas trevas 
Dia de pura assolação veraz
Dia da grande ira em reservas 
Dia do julgamento eficaz. 

Erimar Lopes. 


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DE SOL A SOL NA ESPERANÇA

Encontrar um adorável amor é tarefa fácil ou difícil não sei. Na verdade em todos estes anos eu nunca o encontrei. Claro que já vivi grandes momentos, todavia neles enganos provei. Mesmo assim com sofrimentos admito que amei. A minha alma tem provado dias de angústias e tristezas. Há muitos anos ela tem absorvido a amargura dos entreveros da vida nas durezas pelas escolhas erradas, sendo levada por momentos de emoções, de extremas carências não dominadas. Quando se prende a alguém na esperança de viver mais feliz do que triste, uma coisa não convêm: travar uma guerra para se estabelecer uma falsa paz sabendo que ela não existe. E os anos se passam, e o que mais cede na paciência sofre os desgastes na esperança de que haja uma solução ou uma mudança em toda a existência, todavia os anos se arrastam, as flores se murcham e as pétalas caem. Nascem os sóis, vão ao ocaso e os dias se esvaem na resiliência. 

Erimar Lopes.
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FRIALDADE DA TERRA

A dor pela morte, a perda, um medo forte. A fria terra e seu porte, a cova, o coveiro não erra. Na casa do velório vemos que o espírito se foi e no cemitério a matéria se encerra.
A terra não se cansa, alimenta mansa dos que se tombam na guerra. A morte uma sensação de angústia funesta, apaga a luz dos olhos, desliga o coração, e a única solução é o sepulcro que te resta.
A morte anda vagando, seu consorte é o ódio figadal, e as chagas malignas também tem seu pódio corroborando com ela de forma parental. Nos acidentes ela entra de forma fatal.
Ninguém sabe quando ela virá, alguém em sonho, visão, ou revelação Deus até mostrará. O são, o doente, e o moribundo, ela vaga espreitando pelos quatro cantos do mundo.

Erimar Lopes.

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SEM VOCÊ

Aonde vai o meu amor tão sozinha nesta noite de solidão? Eis aqui o nosso cantinho para nos amarmos de coração. 

O seu nome chamei entre tantas outras, porque o seu nome é canção e canta em meu coração a paz, o amor, e infinita consolação. 

Aonde vai? Tenho medo que não volte tão cedo, esteja comigo, seja o meu abrigo, não tenha segredo, pois neste enredo corro grande perigo.

De perder-te não consigo nem pensar, pois me fez te amar de forma tão linda, e mesmo assim fugindo te amo tanto ainda. 

És a mulher melhor, és encantadora, adorável companheira, por que foge assim de mim? Perdoa-me, sabes que não sou um homem ruim.

Volta e diga onde pequei, me humilho, já sabes o tanto que chorei por ti, fica comigo meu amor, por favor, não saia daqui.

Não é drama o que faço, é tão difícil conter a emoção, por mais que eu esteja preso em seu laço, não faça assim comigo não. 

Não vá por favor, fica e me dê o seu amor, não diga que acabou o nosso sonho, ainda há luz em nosso caminho, e naquele brilho do seu rosto risonho.

Quando nos encontrávamos no princípio era belo, era santo, eu caracterizando seu castelo e tu eras meu manto, felizes não havia em nós lugar para pranto. 

O que houve com o seu coração? Mudou de repente, ficou diferente, eis a questão. Já não há mais lugar para mim no seu mundo, na sua vida, sinto sua fuga como uma despedida e de palavras desprovida. 

Diga alguma coisa, mesmo que me mate no profundo, se assim ousa destruir toda minha vida e o meu mundo, arranque logo o meu coração para que eu morra num segundo.

Sem você, sem você, choro, sem você, sem você, sofro. Para aonde irei, onde encontrarei outra mercê? Definharei sem você. Ainda estarei aqui por muito tempo me agonizando, se perdida ficar é neste nosso lugar que estarei sempre te esperando.
Erimar Lopes.
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O SENHOR JESUS TE CHAMA

Venham para Jesus todos os que estão cansados e oprimidos, clamem a Deus que ouvirá os seus gemidos. Deixem o pecado do mundo e sigam a Sua luz, há Nele um imenso amor profundo que para glória te conduz. Não duvide Ele é a verdade, o Sumo Pastor das ovelhas, o Deus de santidade que faz novas as vidas velhas. Ele te quer salvar através do arrependimento, também te libertar e te dar livramento. Vá a quem te chama, Jesus Cristo que a sua alma ama, ainda é tempo aceitável, antes da ira tu não serás detestável. Se a Ele se entregar te fará inabalável. Creia no Evangelho do Senhor, fará firme os seus artelhos para te levar ao lar de amor.

Erimar Lopes.
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EM TEMPOS TRABALHOSOS

Em tempos trabalhosos
Sobrevirão ânsias de morte
Por causa de homens duvidosos
O fraco terá que ser mais forte.

Erimar Lopes

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DAQUI DO MEU BANGALÔ

Daqui do meu bangalô dá para ver o mar, como está chovendo nesta cidade, neste lugar. Daqui fico a imaginar e sentir a tristeza que me ronda, por causa da ausência do sol e já do frio que me sonda para preparar um cobertor, pois estou longe do meu querido amor. Resta apenas neste momento esperar que o tempo mude, mas a chuva não dá tréguas caindo no solo rude. A rede me sustenta e balança, sem ter ondas no mar que fazem aquela dança. Continuo a observar na esperança de o tempo mudar. Já faz dois dias que assim está, chove chuva fina que me dá saudades da minha menina. O lugar é bom, gostoso de se estar, praia tropical, mas ao invés de sol, é somente chuva e mar. Isso tudo grande coisa me ensina, que o tempo é independente, seja sol, seja neblina em tudo devo estar contente. Que maravilha o sol apareceu, brilhando resplandecente num apogeu, nos aquecendo. Trazendo de volta a alegria neste lugar, fazendo despertar os que tem prazer em estar no mar. Quanto a mim não basta o calor do sol, sem meu amor, sem seu calor debaixo do lençol. A solidão me desgasta e a tristeza me arrasta olhando para aquele farol.

Erimar Lopes.
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Comentários (3)

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parabéns
parabéns
2024-11-11

amei parabéns

Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi
2022-09-20

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

lagazaz
lagazaz
2020-09-12

Belo poema