Lista de Poemas
DAQUI DO MEU BANGALÔ
Erimar Lopes.
VEDE O QUANTO TE QUERO
Vede o quanto quero envelhecer ao Teu lado
Vede o quanto quero a sua companhia
Vede quantos sonhos bons quero te realizar
Vede em meus olhos quanta sinceridade
Prometo te amar aqui ou em qualquer cidade
Vede, não serão as dificuldades presentes
Ou as que estão por vir que nos farão desistir um do outro
Vede o quanto eu te amo
Pois o meu coração entreguei a você
Vede o quanto isso me faz feliz
Amar você com toda a minha alma
Vejo em você, sinto em você, e está em você
A grandeza excelente que é o amor.
Erimar Lopes.
O SENHOR É O MEU REGOZIJO
Erimar Lopes.
AINDA HÁ O DITO OLHO POR OLHO
No corpo grande estupor
Nos olhos uma vista fosca
O vergalho do torturador.
Um soldado lhe expõe o dorso
Para o tronco se é conduzido
Maniatado se é sem remorso
Dá-se início ao terror produzido.
Vil e vigoroso se é o algoz
Imponente, mal, e impiedoso
Desfere açoites de forma veloz
A dor atroz no íntimo nervoso.
Vergões surgem feito sulcos
Em terra fértil seca lavrada
O sangue mina em seus cursos
Misto no suor da pele dilacerada.
Instantes de trevas densas
No fraco e combalido espírito
Que gane com vozes extensas
Pela sanção do duro veredito.
Ainda há o dito olho por olho
Dente por dente, pé por pé, e mão por mão
Sem tronco ou sem ferrolho
O vergalho ainda canta funesta canção.
Erimar Lopes.
NUM DIA SEM SOLUÇÃO TUDO SE ESPERA
Vou voar sem asas, mas não irei cair
Porque pularei de um precipício
Não posso voltar e não desistir
Porque levantar voo é meu sacrifício.
Embora a minha alma esteja aflita
Por causa dos males de cada dia
Sentindo as fraquezas meu coração palpita
Muitas vezes de que me serve a alegria?
Porque às vezes com uma mesa farta
O desejo de comer vai-se embora
Também numa noite o sono descarta
Sem paz minha alma sonha com outrora.
Outrora havia o convívio com a solidão
Agora um amargo de fel me incita
Uma adaga atravessa o meu coração
Um cálice misturado em mim vomita.
Uma humilhação e uma expectação de derrota
Num dia sem solução tudo se espera
Erguido pelas orelhas um cão bravo denota
Desejo de rasgar sua carne que nele persevera.
Erimar Lopes
TUDO PODE O SALVADOR
Tudo pode o Salvador
Jesus o Rei da vida
Tem por mim excelso amor
Sarou minha ferida.
Estava perdido e aflito
Seguindo o meu coração
Dentro de mim um conflito
Vivendo grande aflição.
Era uma ovelha perdida
Em meio a um rebanhão
Seguindo morta em vida
Entregue à perdição.
O bem que fazia não justificava
O mal implícito que consentia
Mentir e enganar eu aceitava
Mas a consciência me inquiria.
Jesus me lavou e purificou
Com Seu sangue expiador
Com Seu perdão me justificou
Vivo a verdade do Criador.
Erimar Lopes.
AMOR DE DESCARTE
Não mais irei te procurar, sei que já não me quer mais. Jamais irei me conformar com todos os meus ais. Não sou assim tão descartável para você ter feito do jeito exacerbado que você me fez, apesar de um conjunto memorável, reina em ti não somente a soberba, mas também a insensatez. Nunca sentiu meu coração quando pulsava pelo seu amor, apenas te importava a questão de eu estar contigo me fazendo um favor. Descartou-me feito uma embalagem vazia, aniquilando o que havia dentro sem se importar com o que por você eu realmente sentia. Agora estou ferido e sangrando, me fez um corte cirúrgico com o seu desprezo, deixou ele aberto, mas o estou suturando ponto a ponto com uma agulha de menosprezo. Um dia talvez se farte do seu próprio ego, e encontre quem te descarte fingindo ser cego, deixando o seu coração à parte encravando nele como me fez a pontiaguda e cortante espada do peixe espadarte, oxalá lembre-se de mim com nitidez.
Erimar Lopes.
PELO FRUTO SE CONHECE A ÁRVORE
Em todo o tempo tenho esperança
Na vida que vivo e que busco também
Cada dia procuro guardar na lembrança
As coisas boas que me levam além.
A cada dia uma labuta se levanta
Em minha conduta a luta surge
Pela Paz absoluta, Pura e Santa
Que minha alma por Ela urge.
Muitas coisas são sombras
Daquilo que não parecem ser
Muitos são os feitos em obras
Para que nós as possamos ver.
Porque por um fruto que preste
Uma árvore se é conhecida
Assim falou o Divino Mestre
Então acautelai-vos nesta vida.
Frutos bons em árvore boa
Frutos maus em árvore ruim
Difícil fazer o bem não é à toa
Mas no bem a justiça é o fim.
Sujeitar o que é aborrecimento
A nossa alma sofre amargurada
Um fruto bom trás bom sentimento
Mas um mal a deixa conturbada.
O amor e o ódio são contrários
O bem e o mal são existentes
Para ambos existem salários
Bênçãos e maldições consistentes.
Erimar Lopes.
PORQUÊ A TRISTEZA INSISTE
Quero tanto enxugar meu pranto
Afastar de mim a tristeza
Quero sim deixá-la num canto.
Ando deveras consolado
Todavia a alegria me falta
Às vezes choro angustiado.
Tenho sido um homem triste
Com o coração desgostoso
Com uma angústia que insiste.
Ela pousou e não foi embora
Até na alegria se faz presente
Para me fazer chorar não tem hora.
Ela rompeu a porta do meu peito
Deixei-a entrar pois parecia alegria
Não consigo deixá-la de nenhum jeito
Em meu coração produz sangria.
Ela é forte e antiga dominadora
Esteve em Caim filho de Adão
Apegou-me assaz desdenhadora
A suporto, mas tenho uivado feito um cão.
Erimar Lopes
É TÃO DIFÍCIL VIVER SEM VOCÊ
Sem te ter ao meu lado
É tão complicado o por que
De você ter me deixado.
Mais um dia e uma noite
Devorado pela solidão
Sua falta se tornou um açoite
No dorso do meu coração.
Ele dói e muito chora
Fechado sem o seu amor
Um instante se faz uma hora
Sem sua presença e seu calor.
Perdido estou a te procurar
Pelas ruas da cidade
Onde sei que foi morar
Para te falar o que é a verdade.
Num rosto parecido fico paralisado
Surjo como um intruso
Mas com o coração acelerado
Dou conta que estou confuso.
Por favor apareça
E ouça a verdade de mim
Por mais solidão que eu padeça
Ainda não foi decretado meu fim.
A ausência do seu aconchego
Consigo suportar feito um louco
Mas me dê uma esmola de cego
Para que eu suporte mais um pouco.
Erimar Lopes.
Comentários (3)
amei parabéns
Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio
Belo poema
1971
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