Lista de Poemas
Amores
Não digas que amas em vão,
abre a tua emoção, não sejas mesquinho,
mostra e ama com todo o teu coração,
não tem perdão um amor pequenino.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração"
abre a tua emoção, não sejas mesquinho,
mostra e ama com todo o teu coração,
não tem perdão um amor pequenino.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração"
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Amar
Amar...
Quero inventar contigo
Recuperar tempo
perdido de tormenta
Quero namorar contigo
Retornar teus sentidos do tempo afastado
Quero cheirar teu corpo
Saciar meus desejos
Afagar teus seios
Quero namorar contigo
Numa praia deserta
Com escuro cúmplice sem sombra de dor
Dois amantes enamorados
Quero reacender a chama
Afastar as cinzas
traiçoeiras
Dum amor latente sempre presente
Quero respirar pela tua boca
Doce muito docemente
Como a brisa afaga e penetra no mar
Quero te amar
perdidamente
Emílio Casanova, Coisas do Coração
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Triste
Triste...
Nesta triste e vil situação que atravesso
sinto o seu abraço de ternura
que me conforta...
No tumulto tortuoso dum quotidiano amargo
reavivo o seu cheiro perfumado
que me reanima...
Num viver sem vida, desértico e sombrio
reaprendo o seu amor quente e húmido
que me alimenta...
Até quando ... Até quando...
Emilio Casanova, "Coisas do Coração"
Nesta triste e vil situação que atravesso
sinto o seu abraço de ternura
que me conforta...
No tumulto tortuoso dum quotidiano amargo
reavivo o seu cheiro perfumado
que me reanima...
Num viver sem vida, desértico e sombrio
reaprendo o seu amor quente e húmido
que me alimenta...
Até quando ... Até quando...
Emilio Casanova, "Coisas do Coração"
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outro tempo
No teu perfume cobri-me de odores de mil e uma noites
Fluí nas ondas étereas da magia de tua cama feita tapete
Percorri florestas incandescentes pelos raios de sol do meio dia
Borboleteei entre pétalas douradas com mil cores
Abri minhas veias aos raios prateados da lua
Cobri-me de mantos e mantos de véus da via látea
Estrelados no deserto da escuridão com vaga lumes
Naveguei por entremares pelo sonho pela ilusão
Voei sem asas nas ondas da tua louca inspiração
Entreguei-me nas tuas mãos trémulas sôfregas de desejo
Gozei sofrido perseguindo um tempo cruel desumano
Fomos felizes no momento de outros tempos.
Emílio Casanova
Fluí nas ondas étereas da magia de tua cama feita tapete
Percorri florestas incandescentes pelos raios de sol do meio dia
Borboleteei entre pétalas douradas com mil cores
Abri minhas veias aos raios prateados da lua
Cobri-me de mantos e mantos de véus da via látea
Estrelados no deserto da escuridão com vaga lumes
Naveguei por entremares pelo sonho pela ilusão
Voei sem asas nas ondas da tua louca inspiração
Entreguei-me nas tuas mãos trémulas sôfregas de desejo
Gozei sofrido perseguindo um tempo cruel desumano
Fomos felizes no momento de outros tempos.
Emílio Casanova
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Noite
Noite
O dia hoje tem cor de noite
instável inseguro prenuncia
chuva relâmpagos trovões
fica-se assim como criança
limitada na sua liberdade de
infância.
Desagua-se então como
formigueiro no shopping
das fantasias onde não há
dinheiro mas luzes e alegrias.
Pseudo, falsas sim. As verdadeiras
só nos olhos das crianças...
miram ... remiram
brinquedos doces . Lembranças.
quem veste a veste de pai
natal neste e noutros natais
quem ainda, haverá quem
à meia noite espere ansioso
pelo sapatinho.
A noite fez-se dia só criança
sorria.
Emílio Casanova
O dia hoje tem cor de noite
instável inseguro prenuncia
chuva relâmpagos trovões
fica-se assim como criança
limitada na sua liberdade de
infância.
Desagua-se então como
formigueiro no shopping
das fantasias onde não há
dinheiro mas luzes e alegrias.
Pseudo, falsas sim. As verdadeiras
só nos olhos das crianças...
miram ... remiram
brinquedos doces . Lembranças.
quem veste a veste de pai
natal neste e noutros natais
quem ainda, haverá quem
à meia noite espere ansioso
pelo sapatinho.
A noite fez-se dia só criança
sorria.
Emílio Casanova
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Navego
Navego...
sem chama navego...
navegar eu preciso...
com chama naufrago...
naufragar não preciso...
com tanto vento e tanto mar...
vou navegar...navegar eu preciso !
Emílio Casanova, in "ninguém compra
sem chama navego...
navegar eu preciso...
com chama naufrago...
naufragar não preciso...
com tanto vento e tanto mar...
vou navegar...navegar eu preciso !
Emílio Casanova, in "ninguém compra
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Copa minha
acordei com o sol brincando com meus cabelos
na cama,
senti seus longos dedos matinais primaveris,
acariciando meus olhos
sonolentamente preguiçosos, bocejei.
Decididamente larguei lençóis e almofadas,
sai para a calçada mais pisada da
adorada Copacabana...
Misturei-me com caríocas apressados
em caminhar, caminhar por caminhar,
muitos sem olhar
para a beleza do mar,
como carreiros humanos de formigas,
rotinados autómatos...
e as belas ondas do mar ali,
tão perto do olhar.
Passei por Drummond eternamente
sentado... por Dorival carregando seu violão,
poeta e músico que se deliciaram
com as curvas das belas e da princezinha do mar...
Levantei meu olhar até ao Pão d'Açúcar
invocando deuses e Iemanjá ,
lamentando a vã ilusão humana ... quando não temos
queremos quando temos não vemos...
Copa bela Copa
beleza como a tua não há...
Emílio Csanova, in "ninguém compra"
na cama,
senti seus longos dedos matinais primaveris,
acariciando meus olhos
sonolentamente preguiçosos, bocejei.
Decididamente larguei lençóis e almofadas,
sai para a calçada mais pisada da
adorada Copacabana...
Misturei-me com caríocas apressados
em caminhar, caminhar por caminhar,
muitos sem olhar
para a beleza do mar,
como carreiros humanos de formigas,
rotinados autómatos...
e as belas ondas do mar ali,
tão perto do olhar.
Passei por Drummond eternamente
sentado... por Dorival carregando seu violão,
poeta e músico que se deliciaram
com as curvas das belas e da princezinha do mar...
Levantei meu olhar até ao Pão d'Açúcar
invocando deuses e Iemanjá ,
lamentando a vã ilusão humana ... quando não temos
queremos quando temos não vemos...
Copa bela Copa
beleza como a tua não há...
Emílio Csanova, in "ninguém compra"
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Copa minha
acordei com o sol brincando com meus cabelos
na cama,
senti seus longos dedos matinais primaveris,
acariciando meus olhos
sonolentamente preguiçosos, bocejei.
Decididamente larguei lençóis e almofadas,
sai para a calçada mais pisada da
adorada Copacabana...
Misturei-me com caríocas apressados
em caminhar, caminhar por caminhar,
muitos sem olhar
para a beleza do mar,
como carreiros humanos de formigas,
rotinados autómatos...
e as belas ondas do mar ali,
tão perto do olhar.
Passei por Drummond eternamente
sentado... por Dorival carregando seu violão,
poeta e músico que se deliciaram
com as curvas das belas e da princezinha do mar...
Levantei meu olhar até ao Pão d'Açúcar
invocando deuses e Iemanjá ,
lamentando a vã ilusão humana ... quando não temos
queremos quando temos não vemos...
Copa bela Copa
beleza como a tua não há...
Emílio Csanova, in "ninguém compra"
na cama,
senti seus longos dedos matinais primaveris,
acariciando meus olhos
sonolentamente preguiçosos, bocejei.
Decididamente larguei lençóis e almofadas,
sai para a calçada mais pisada da
adorada Copacabana...
Misturei-me com caríocas apressados
em caminhar, caminhar por caminhar,
muitos sem olhar
para a beleza do mar,
como carreiros humanos de formigas,
rotinados autómatos...
e as belas ondas do mar ali,
tão perto do olhar.
Passei por Drummond eternamente
sentado... por Dorival carregando seu violão,
poeta e músico que se deliciaram
com as curvas das belas e da princezinha do mar...
Levantei meu olhar até ao Pão d'Açúcar
invocando deuses e Iemanjá ,
lamentando a vã ilusão humana ... quando não temos
queremos quando temos não vemos...
Copa bela Copa
beleza como a tua não há...
Emílio Csanova, in "ninguém compra"
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Gosto
Gosto
Noite de agosto
ondas vão
ondas vêm
sol já posto.
Ela beija-me
Eu gosto
Lábios de fogo
Corpo ardente.
Beijo os ternos seios
Um desejo potente
Ela beija-me o membro
Eu lambo-a profundamente.
Galopo a imensidão
Mergulho no rio aberto
Venho-me no orgasmo
Dilacerante da comunhão.
Afaga-me com arrepios
Sorri brilhando os olhos
Sussura meu nome
Apertando meu coração.
Noite de agosto
ondas vão
ondas vêm
sol já posto.
Ela beija-me
Eu gosto
Lábios de fogo
Corpo ardente.
Beijo os ternos seios
Um desejo potente
Ela beija-me o membro
Eu lambo-a profundamente.
Galopo a imensidão
Mergulho no rio aberto
Venho-me no orgasmo
Dilacerante da comunhão.
Afaga-me com arrepios
Sorri brilhando os olhos
Sussura meu nome
Apertando meu coração.
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Dor
Dor...
do nosso mar fiz colchão ... belo... étereo ...
do luar espelho...de recordações...
da brisa... poemas de amor...
tudo agarrei nas
minhas mãos ...
olhei...mirei... esperei...
teu rosto de Yemanjá apareceu...
sorriu ... e disse
...amor de amor não tem dor...
e disse... dor da dor do amor é o maior amor...
e disse...por amor...por dor... vive a
eternidade...
sorri ...acreditei
a dor não foi embora...
Emílio Casanova, "Coisas do Coração"
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