Lista de Poemas
A Festa do Silêncio
A Festa do silêncio
Sinto os sons que me rodeiam
Na alvura dos silêncios das nuvens
Na espuma líquida do mar
Procuro vales do silêncio
Onde o sol costuma mergulhar.
A música do pensamento
Vem em festa o silêncio festejar
No ar espreguiço meus braços
Agarro os sons do momento
Na esperança de os ver dançar.
Sobem folhas rodopiam folhas
Crianças silenciam jogos de agarrar
Flores calam fundo amores
Reina o silêncio na hora
Beijos silenciam dores.
Calai-vos, chegou o silêncio
Da bela aurora.
Emílio Casanova, "Ninguém Compra"
Sinto os sons que me rodeiam
Na alvura dos silêncios das nuvens
Na espuma líquida do mar
Procuro vales do silêncio
Onde o sol costuma mergulhar.
A música do pensamento
Vem em festa o silêncio festejar
No ar espreguiço meus braços
Agarro os sons do momento
Na esperança de os ver dançar.
Sobem folhas rodopiam folhas
Crianças silenciam jogos de agarrar
Flores calam fundo amores
Reina o silêncio na hora
Beijos silenciam dores.
Calai-vos, chegou o silêncio
Da bela aurora.
Emílio Casanova, "Ninguém Compra"
👁️ 794
amor amor amor
amor amor amor
de que tu és feito?
brigas zangas amuas
tão imperfeito amor..
esqueces voltas perdoas
tão perfeito...só tu amor
que sabor teria a vida
sem ti...AMOR
Emílio Casanova. in "Coisas do Coração"
de que tu és feito?
brigas zangas amuas
tão imperfeito amor..
esqueces voltas perdoas
tão perfeito...só tu amor
que sabor teria a vida
sem ti...AMOR
Emílio Casanova. in "Coisas do Coração"
👁️ 517
Amar
Amar
Morre-se lentamente por não amar
Vive-se eternamente na esperança duma paixão
Ardentemente se espera pela primavera
Procura-se entusiasmadamente um amor de verão
E porque não porque não
Um amor de inverno sem canseira
Onde os corpos se unem numa construção
Inigualável doce entrega de maneira
Que o amor renasça na primavera
Frutifique no verão
Transforme a vida acenda a paixão
Emílio Casanova Coisas do Coração
Morre-se lentamente por não amar
Vive-se eternamente na esperança duma paixão
Ardentemente se espera pela primavera
Procura-se entusiasmadamente um amor de verão
E porque não porque não
Um amor de inverno sem canseira
Onde os corpos se unem numa construção
Inigualável doce entrega de maneira
Que o amor renasça na primavera
Frutifique no verão
Transforme a vida acenda a paixão
Emílio Casanova Coisas do Coração
👁️ 777
Tudo
Tudo trago no meu peito
Todas as pessoas que conheci
Todas as ambições que sonhei
Todos os erros que cometi
Todas as paixões que adorei
Todos os lugares por onde passei
Todos os portos onde desembarquei
Todas as ilusões que alimentei
Todas e todos estão sempre em mim
Bem dentro do coração
Tão cheio que está sempre aberto
Emílio Casanova, in " Coisas do Coração"
Todas as pessoas que conheci
Todas as ambições que sonhei
Todos os erros que cometi
Todas as paixões que adorei
Todos os lugares por onde passei
Todos os portos onde desembarquei
Todas as ilusões que alimentei
Todas e todos estão sempre em mim
Bem dentro do coração
Tão cheio que está sempre aberto
Emílio Casanova, in " Coisas do Coração"
👁️ 466
Limites
O céu não tem limites
Não tem esquinas
Nem retas
Só curvas
Dizem os poetas
(Emílio Casanova, "Coisas da Mente")
Não tem esquinas
Nem retas
Só curvas
Dizem os poetas
(Emílio Casanova, "Coisas da Mente")
👁️ 757
amei-te uma noite
amei-te uma noite...
quando a janela se abriu estilhaçando
silêncios monotonias e pausas...
corri apressadamente com inimigo
vento na mente,
a calma da aurora queria silenciosamente
sossegar a agitada noite dos amantes,
deixei-te enleada na alvura de lençóis
amarrotados pelo esforço caloroso
da noite comungada nos nossos corpos
vivos de alegres amorosos,
fechada a janela como quem guarda
um segredo ...
voltei a ti voltei a mim
na procura do silêncio descansado
do amor partilhado,
reencontrei-te na encruzulhada de uma paz
de repouso, e de ãnsia de uma nova refrega.... entregámo-nos como se o dia fosse acabar,
nem os vidros estilhaçados da janela
que o vento matinal primaveril,
quebrou união poderosa de dois corpos em extâse
Emílio Casanova, in "Maria
quando a janela se abriu estilhaçando
silêncios monotonias e pausas...
corri apressadamente com inimigo
vento na mente,
a calma da aurora queria silenciosamente
sossegar a agitada noite dos amantes,
deixei-te enleada na alvura de lençóis
amarrotados pelo esforço caloroso
da noite comungada nos nossos corpos
vivos de alegres amorosos,
fechada a janela como quem guarda
um segredo ...
voltei a ti voltei a mim
na procura do silêncio descansado
do amor partilhado,
reencontrei-te na encruzulhada de uma paz
de repouso, e de ãnsia de uma nova refrega.... entregámo-nos como se o dia fosse acabar,
nem os vidros estilhaçados da janela
que o vento matinal primaveril,
quebrou união poderosa de dois corpos em extâse
Emílio Casanova, in "Maria
👁️ 450
Insónia
Insónia
no silêncio das minhas noites claras
faço longas travessias sem destino
nas esquinas escuras do meu quarto
revejo caras e corpos
uns familiares outros opacos
deformados por nunca vistos
galopam sentimentos ritmados
ao compasso do brilho
dos néons iluminados
que penetram as frestas das janelas
dobras de lençol ondulam meu corpo
almofadas envolvem meu rosto
tac tic tic tac dança o tempo
noite branca sem rosto quente
que aspiras da minha insónia
angústias arrependimentos
remorsos por falta de coragem
não sabes que a humana liberdade
é prisioneira da minha mente
odeio teu poder que me impede
de adormecer
no silêncio das minhas noites claras
faço longas travessias sem destino
nas esquinas escuras do meu quarto
revejo caras e corpos
uns familiares outros opacos
deformados por nunca vistos
galopam sentimentos ritmados
ao compasso do brilho
dos néons iluminados
que penetram as frestas das janelas
dobras de lençol ondulam meu corpo
almofadas envolvem meu rosto
tac tic tic tac dança o tempo
noite branca sem rosto quente
que aspiras da minha insónia
angústias arrependimentos
remorsos por falta de coragem
não sabes que a humana liberdade
é prisioneira da minha mente
odeio teu poder que me impede
de adormecer
👁️ 488
Avião de lata 1950
Brinquedo de lata digno de pequeno príncipe
avião colorido de meninice
asas largas cinzentas de prata
riscas largas amarelas e verde
da cor da mata.
Sentado nele piloto garboso
capacete castanho óculos redondos
bigode fino sorriso vaidoso
piloto garboso.
Ele volta e rodopia
com seu trem de rodas grossas
na cauda esbelta a cruz vermelha pintada
na ponta das asas bolas encruzadas.
Trumtremtrumtrimtrum
roda a chave da manivela da corda
zumrzumzumrzumrrrzum
descola meu sonhado monomotor
rodando as hélices mágicas.
Ensaia saltos sobre voltas
que voltas...meu pai
como desesperei para o ter
quantas saudades tenho para o ver...
Emílio Casanova
👁️ 797
sem título
Sufocas-me com teus sentidos
absorventes
vigilantes desconfiados incrédulos
caminhas no sentido da contramão
interiorizaste nos propósitos a postura
inflexível dono patrão.
Coloca os inversos na tua mente
percorre-te pelo teu consciente
passado o labirinto terás a coragem
assumir os erros passados
passar adiante confiante.
Não te percas no ciúme
na posse
no só para mim.
Terás eternos amores
se acolheres a dádiva do perdão
liberdade dos sentimentos
frontalidade da verdade,
se não enganares teu coração.
Emílio Casanova
absorventes
vigilantes desconfiados incrédulos
caminhas no sentido da contramão
interiorizaste nos propósitos a postura
inflexível dono patrão.
Coloca os inversos na tua mente
percorre-te pelo teu consciente
passado o labirinto terás a coragem
assumir os erros passados
passar adiante confiante.
Não te percas no ciúme
na posse
no só para mim.
Terás eternos amores
se acolheres a dádiva do perdão
liberdade dos sentimentos
frontalidade da verdade,
se não enganares teu coração.
Emílio Casanova
👁️ 455
Perdeu
Acordei com pressentimento de quem perdeu,
Amargo sabor de estado desejado,
Inalcansado.
Sentimentos cruzados num labirinto fechado
Qual fervor imaterial que pereceu.
Partiste musa minha,
Alicerce de meus devaneios poéticos,
Âncora de amor querido,
Partiste pelos caminhos da realidade,
Rompendo a magia de flashes de felicidade.
Te encontrar não preciso,
Existes no meu sangue
Circulas em mim em espirais eternas
Que florescem em renovadas primaveras.
Quem te perdeu...não sei, sei que não fui eu.
Emílio Casanova, in "Graça"
Amargo sabor de estado desejado,
Inalcansado.
Sentimentos cruzados num labirinto fechado
Qual fervor imaterial que pereceu.
Partiste musa minha,
Alicerce de meus devaneios poéticos,
Âncora de amor querido,
Partiste pelos caminhos da realidade,
Rompendo a magia de flashes de felicidade.
Te encontrar não preciso,
Existes no meu sangue
Circulas em mim em espirais eternas
Que florescem em renovadas primaveras.
Quem te perdeu...não sei, sei que não fui eu.
Emílio Casanova, in "Graça"
👁️ 551
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