Lista de Poemas
Liberdade
Liberdade...
Ao me permitires passear no teu mundo
No teu território
Na tua pele
Na tua casa
Abri meu coração.
Adorei cada momento
Cada onda
Cada porta que abriste.
Prometo nunca te invadir
Adoro quem és
Quero a liberdade que há em ti
Para sempre.
(Emílio casanova, "Coisas do Coração" )
Ao me permitires passear no teu mundo
No teu território
Na tua pele
Na tua casa
Abri meu coração.
Adorei cada momento
Cada onda
Cada porta que abriste.
Prometo nunca te invadir
Adoro quem és
Quero a liberdade que há em ti
Para sempre.
(Emílio casanova, "Coisas do Coração" )
👁️ 917
setembros
setembros
manto solar estende desenrola
seus raios
espreguiçando seus membros
em ruas da cidade
joga o claro escuro das janelas
das portas num esconde
esconde de amanhecer
como convite ao acordar
adormecer
enleiam-se braços
trocam-se corpos numa
simbiose formal de encontro
sem chama num ato de
despedida da cama
maria reticente bem acordada
de insónias visitada
aguarda não por amor
por nada
baila na cabeça madrugadas
de incertezas
criança, livros, escola
roupa
vai e vem estelar que
certezas
iluminam
suas alvoradas
pão carne batatas
feijão
casa gás
luz
que cava a insónia
para lá da televisão
que tudo se reduz
sentir a vida em contramão
saber o josé desempregado
anita sem abono
salário em redução
diário malfadado
josé não tenho não
amor foi guardado
em armários de aflição
resta rezar a fátima
que me segure o patrão
Emílio Casanova, in "ninguém compra"
manto solar estende desenrola
seus raios
espreguiçando seus membros
em ruas da cidade
joga o claro escuro das janelas
das portas num esconde
esconde de amanhecer
como convite ao acordar
adormecer
enleiam-se braços
trocam-se corpos numa
simbiose formal de encontro
sem chama num ato de
despedida da cama
maria reticente bem acordada
de insónias visitada
aguarda não por amor
por nada
baila na cabeça madrugadas
de incertezas
criança, livros, escola
roupa
vai e vem estelar que
certezas
iluminam
suas alvoradas
pão carne batatas
feijão
casa gás
luz
que cava a insónia
para lá da televisão
que tudo se reduz
sentir a vida em contramão
saber o josé desempregado
anita sem abono
salário em redução
diário malfadado
josé não tenho não
amor foi guardado
em armários de aflição
resta rezar a fátima
que me segure o patrão
Emílio Casanova, in "ninguém compra"
👁️ 835
Sonho
Sonho...
Da paixão, dos afetos,
dos teus sorrisos,
construo um sonho.
Caminho no tempo de horizontes,
vividos, limados, escurecidos,
de enlouquecidos fantasmas
que subjugaram o consciente,
adormecendo sentimentos,
calcando emoções de percursos tortuosos,
foragidos da sedução da vida.
Sonho o caminho das tuas mãos,
a maciez do teu peito,
a rigidez dos teus mamilos
sobre o meu rosto.
Solto os diabos enraivecidos,
os fantasmas carcomidos,
ateio fogo à floresta
e voo na brancura alva
do teu ventre, passado,
futuro e presente.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração"
Da paixão, dos afetos,
dos teus sorrisos,
construo um sonho.
Caminho no tempo de horizontes,
vividos, limados, escurecidos,
de enlouquecidos fantasmas
que subjugaram o consciente,
adormecendo sentimentos,
calcando emoções de percursos tortuosos,
foragidos da sedução da vida.
Sonho o caminho das tuas mãos,
a maciez do teu peito,
a rigidez dos teus mamilos
sobre o meu rosto.
Solto os diabos enraivecidos,
os fantasmas carcomidos,
ateio fogo à floresta
e voo na brancura alva
do teu ventre, passado,
futuro e presente.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração"
👁️ 918
De mim
Tive uma avó como toda a gente,
uma bisavó como ninguém
tinha saias até ao chão,
cheirava rapé,
nasceu no século desanove
e não tinha vintém.
Ensinou-me a acreditar
que deus não existe,
os santos também não,
que o diabo atenta,
e que fátima só
acredita o cristão.
Pediu-me pra
não roubar,
pra não matar,
pra não maldizer,
e nunca humanos, animais e plantas
desconsiderar.
Abriu-me portas de catedrais
palácios de conviver,
deu-me asas de longo alcance,
visão de pássaros urbanos,
iluminou-me os vales do saber,
contando-me histórias
de quem não sabia ler.
Amou-me como minha mãe,
despediu-se como se voltasse,
encontro-a vezes e vezes
nas retas da decisão,
Maria foi seu nome,
vai e vem nas vagas do tempo
nas curvas do coração.
Emílio Casanova, in "ninguém compra".
👁️ 479
Rosto
Gosto do teu gosto,
das palavras desafiadoras
do rosto do teu rosto,
espelho do teu eu,
das emoções duradouras,
vizinhas completas
das viagens de pombas
guerreiras, na caminhada
para o teu céu...longe de
assédios irracionais,
frutos instintos
de históricos ancestrais,
de espinhos que a beleza traz.
Emílio Casanova, in "ninguém compra".
das palavras desafiadoras
do rosto do teu rosto,
espelho do teu eu,
das emoções duradouras,
vizinhas completas
das viagens de pombas
guerreiras, na caminhada
para o teu céu...longe de
assédios irracionais,
frutos instintos
de históricos ancestrais,
de espinhos que a beleza traz.
Emílio Casanova, in "ninguém compra".
👁️ 585
Poesia II
Janela entreaberta no instante ,
flash do momento ,
rompe de improviso
flui absorvente
ocupa o pensamento.
Perene e viva
joga na essência das palavras
poder das emoções,
dos sentimentos dos ódios
das mágoas,
dos amores das desilusões.
Atravessa tempos
continentes gerações
num mundo sem servidões
sem tropas armas canhões.
Constrói uma teia,
avessa a multidões
abraça o sonho a magia
a imaginação e toca-nos docemente
na vida de cada dia.
Emílio Casanova, in "Coisas do Coração"
👁️ 565
Foste
Foste
Partiste na altivez
Porte armado
Olhar certeiro
Anti fagueiro
Contra a paz domingueira
Deixei-te voar
Nesse teu ar seguro
De certeza das causas vencidas
Entreabri conventual portão
Dum amoroso casulo
Coração cansado de heroínas
Cobertas de vento
De espuma
Seguras de recantos
Ressabiados
Amores passados
Emílio Casanova, Coisas do Coração
Partiste na altivez
Porte armado
Olhar certeiro
Anti fagueiro
Contra a paz domingueira
Deixei-te voar
Nesse teu ar seguro
De certeza das causas vencidas
Entreabri conventual portão
Dum amoroso casulo
Coração cansado de heroínas
Cobertas de vento
De espuma
Seguras de recantos
Ressabiados
Amores passados
Emílio Casanova, Coisas do Coração
👁️ 789
De mim III
tive um "Zé" como vô
pequeno magro e teimoso
tinha um olho castanho outro esverdeado
nutria amor pela república
era laico por fervor
anticristo sem temor
e odiava salazar ditador,
fazia sapatos
plantava couves cenouras e batatas
andou pelas linhas da
ferrovia,
enviuvou d'uma viúva
com quem se juntou
que lhe dizia...Zé faz isto...
faz aquilo...Zé não fazia...
fez-lhe três filhos uma vez
como quem diz...aqui tens...
morreu feliz aos noventa e seis
apertando-me a mão
como quem pede perdão
por males que não fez...
Emílio Casanova, in "Coisas do Coração"
👁️ 425
Oásis
Oásis...
Nas curvas do teu corpo
Dunas de praia deserta
Busco eterno oásis secreto.
Entro em ondas de maré cheia
Espumas de mar salgado
Árvore de amor maduro
Fruto ancestral proibido
Perpétuo jardim de sonhos
Onde me enredas na tua teia.
Paraíso de orgias dádivas
Entregas nunca acabadas
Porque me levas em teus orgasmos
Me tornas escravo desse jardim
Me prendes ao eterno fim.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração".
Nas curvas do teu corpo
Dunas de praia deserta
Busco eterno oásis secreto.
Entro em ondas de maré cheia
Espumas de mar salgado
Árvore de amor maduro
Fruto ancestral proibido
Perpétuo jardim de sonhos
Onde me enredas na tua teia.
Paraíso de orgias dádivas
Entregas nunca acabadas
Porque me levas em teus orgasmos
Me tornas escravo desse jardim
Me prendes ao eterno fim.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração".
👁️ 902
ilusão
trago em minha mão
na palma gravado
curvas lidas
por sinasde incompreensão
sulcos de solidão
trago no meu rosto
rugas de cansaço
que inundam meus olhos
buscando no seu traço
leitos de rios navegados
cúmplices de prazeres
na memória do tempo
trago na minha boca
o sabor amargo doce
dos teus lábios
feridos de solidão
marcados de ilusão
em ilusão
Emílio Casanova, in "Coisas do Coração"
na palma gravado
curvas lidas
por sinasde incompreensão
sulcos de solidão
trago no meu rosto
rugas de cansaço
que inundam meus olhos
buscando no seu traço
leitos de rios navegados
cúmplices de prazeres
na memória do tempo
trago na minha boca
o sabor amargo doce
dos teus lábios
feridos de solidão
marcados de ilusão
em ilusão
Emílio Casanova, in "Coisas do Coração"
👁️ 447
Comentários (0)
Iniciar sessão
ToPostComment
NoComments
Português
English
Español