Lista de Poemas
Timor cantar d'agua
qual ser humano descalço e confiado
como quando nos foi dado assim viver
ali e além
aonde a montanha
beija o céu distante
e os rios são qual o mar
ao voltar a se ver
- nem doce nem salgado -
água que nos embala
esse algo em todo o lado...
como quando nos foi dado assim viver
ali e além
aonde a montanha
beija o céu distante
e os rios são qual o mar
ao voltar a se ver
- nem doce nem salgado -
água que nos embala
esse algo em todo o lado...
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Nós Ideais
se gostava de te encontrar
se caísse a minha miragem no teu olhar...
se tantas possibilidades fossem ecos reais:
melodia secreta que nos faz procurar sempre mais
se desta condicionalidade encontrasse uma palavra simples
um eco sem noção de nação ou idade... um eco de verdade
um grito secreto que se pudesse cantar e ser musica serena
nesta forma de caminhar...
marés de gentes...
tantos seres iguais;
e desde as nossas humanidades,
ficar à espera de outras realidades
que nos reunissem mais e mais!
neste canto de desespero, neste labirinto de medo
neste lugar... há sempre esperança para se voltar...
a começar...
pela letra mais simples...
"a" de "amar"...
e descobrir caminhos velados
que nos levem para outros lados
aonde o ser simples importa
e o amar não tem mais volta
aonde ainda existam
paraísos terrenais
e pessoas cheias
de humanidades a mais
e se ainda estamos
condicionados
pelos medos que nos vigiam
mascarados...
então abrir asas e voar
e no voo,
nesse trilho secreto
abraçar novos (e ternos) ideais...
se caísse a minha miragem no teu olhar...
se tantas possibilidades fossem ecos reais:
melodia secreta que nos faz procurar sempre mais
se desta condicionalidade encontrasse uma palavra simples
um eco sem noção de nação ou idade... um eco de verdade
um grito secreto que se pudesse cantar e ser musica serena
nesta forma de caminhar...
marés de gentes...
tantos seres iguais;
e desde as nossas humanidades,
ficar à espera de outras realidades
que nos reunissem mais e mais!
neste canto de desespero, neste labirinto de medo
neste lugar... há sempre esperança para se voltar...
a começar...
pela letra mais simples...
"a" de "amar"...
e descobrir caminhos velados
que nos levem para outros lados
aonde o ser simples importa
e o amar não tem mais volta
aonde ainda existam
paraísos terrenais
e pessoas cheias
de humanidades a mais
e se ainda estamos
condicionados
pelos medos que nos vigiam
mascarados...
então abrir asas e voar
e no voo,
nesse trilho secreto
abraçar novos (e ternos) ideais...
👁️ 36
Em cada Batimento
Em cada batimento desse coração
Que por opção bem clara e assumida
Nos abraça e envolve ao longo da vida
E nos faz sentir a voltar ao nosso lar
Esse momento fugidio
Entre outono e estio…
Esse algo puro e singelo
Que preenche o vazio
De cor e vida qual elo
Simples melodia…
que nos anima a voltar
Em cada momento
Algo simples desse ser atento
Desse algo a nos humanizar
Que por opção bem clara e assumida
Nos abraça e envolve ao longo da vida
E nos faz sentir a voltar ao nosso lar
Esse momento fugidio
Entre outono e estio…
Esse algo puro e singelo
Que preenche o vazio
De cor e vida qual elo
Simples melodia…
que nos anima a voltar
Em cada momento
Algo simples desse ser atento
Desse algo a nos humanizar
👁️ 217
Mens@gem
esperar... que me leias...
que nestas páginas cheias
possa haver espaço para mais
palavras de sonho e ideais...
reencontrar, rumo entre vagas de gente a caminhar
descobrir, plantas e mundos de sonho por colorir
partilhar, a luz da tua presença o silencio no teu olhar
e ir, para aonde ainda exista tempo para se unir...
sentir, essa maré eterna sempre a subir
vogar, no imenso imaginário e voltar
a crer, a estar, a viver no esperar...
e assentir... sem mais nada;
dizer sim em cada curva da estrada
pensar que estás em cada dedada neste poema
e em cada melodia desse teu imenso tema...
ouvir, as tuas peugadas ao chegar...
e sentir que este coração volta a acelerar...
se me lês qual por terra adentro
qual ria desse oceano sem fim...
se ouves os versos,
palavras partilhadas
por ti e por mim...
recriadas...
que nestas páginas cheias
possa haver espaço para mais
palavras de sonho e ideais...
reencontrar, rumo entre vagas de gente a caminhar
descobrir, plantas e mundos de sonho por colorir
partilhar, a luz da tua presença o silencio no teu olhar
e ir, para aonde ainda exista tempo para se unir...
sentir, essa maré eterna sempre a subir
vogar, no imenso imaginário e voltar
a crer, a estar, a viver no esperar...
e assentir... sem mais nada;
dizer sim em cada curva da estrada
pensar que estás em cada dedada neste poema
e em cada melodia desse teu imenso tema...
ouvir, as tuas peugadas ao chegar...
e sentir que este coração volta a acelerar...
se me lês qual por terra adentro
qual ria desse oceano sem fim...
se ouves os versos,
palavras partilhadas
por ti e por mim...
recriadas...
👁️ 31
Certa Incerteza
quando voamos, por entre ruas e estrados
vários e variados com gentes sorrindo
por entre espaços vedados...
quando é subtil o fino fio
entre o inverno e o frio
e ainda voltamos
a crer
e regressamos, com outro olhar
outro querer estar, e voltar...
a ser feliz, por um instante
eco desse sonhar inquietante...
vários e variados com gentes sorrindo
por entre espaços vedados...
quando é subtil o fino fio
entre o inverno e o frio
e ainda voltamos
a crer
e regressamos, com outro olhar
outro querer estar, e voltar...
a ser feliz, por um instante
eco desse sonhar inquietante...
👁️ 223
Madrid
Os gostos, as texturas, as emoções e os montes de pedras tão belas... tão duras!
As gentes, no seu olhar, mergulho entre ondas e ondas que se repetem sem cessar!...
As ruas, exatas, as praças que neste vagar eterno
reluzem como pratas... calor de inverno
Tão longe e com tanta vontade de se estar perto!
E o renascer, em cada dia alimentar esp'ranças e voltar a crer!
E o definhar, em cada momento no que a névoa cega o teu olhar...
Pontes que unem margens, sem rios para se parar...
docas secas... sem barcas... sem novas águas por onde se navegar...
Artérias pesadas de gentes que vogam ao som de um mesmo cantar
Coração de nação, entre tantos corações a palpitar!...
As gentes, no seu olhar, mergulho entre ondas e ondas que se repetem sem cessar!...
As ruas, exatas, as praças que neste vagar eterno
reluzem como pratas... calor de inverno
Tão longe e com tanta vontade de se estar perto!
E o renascer, em cada dia alimentar esp'ranças e voltar a crer!
E o definhar, em cada momento no que a névoa cega o teu olhar...
Pontes que unem margens, sem rios para se parar...
docas secas... sem barcas... sem novas águas por onde se navegar...
Artérias pesadas de gentes que vogam ao som de um mesmo cantar
Coração de nação, entre tantos corações a palpitar!...
👁️ 41
Rebentos de Esperança
na teia sossegada
aonde tudo bule
e não se nota nada
em cada passo dado:
seja caminho ou estrada
ao passar tantos lado a lado
procurando o ser compassado
o ser assim... animado...
o regressar ao seu lugar
tantos seres que vogam
voltando sempre a voltar...
aonde tudo bule
e não se nota nada
em cada passo dado:
seja caminho ou estrada
ao passar tantos lado a lado
procurando o ser compassado
o ser assim... animado...
o regressar ao seu lugar
tantos seres que vogam
voltando sempre a voltar...
👁️ 36
O teu lugar
se dos teus braços abertos soubesse
se o teu olhar o meu visse e entendesse
se dos ecos de maravilha ouvisse
a melodia do teu sentir o meu sentisse
e se de tantos fossemos poucos - unidos
entre-tantos nos tempos jamais vazios...
lugares de sempre aonde sempre encontrar
uma voz eloquente que fale simples qual andar
lado a lado, aonde quer que fosse o teu ser...
estaríamos encontrados pelo facto de viver...
e do olhar, um sol pôr, poisados...
quais seres alados depois de voar
num lugar sempre novo,
sempre nosso;
sempre lar...
se o teu olhar o meu visse e entendesse
se dos ecos de maravilha ouvisse
a melodia do teu sentir o meu sentisse
e se de tantos fossemos poucos - unidos
entre-tantos nos tempos jamais vazios...
lugares de sempre aonde sempre encontrar
uma voz eloquente que fale simples qual andar
lado a lado, aonde quer que fosse o teu ser...
estaríamos encontrados pelo facto de viver...
e do olhar, um sol pôr, poisados...
quais seres alados depois de voar
num lugar sempre novo,
sempre nosso;
sempre lar...
👁️ 34
Curvas sec retas
ir e voltar
e em cada nova vaga
o ser que não se para
recomeça a caminhar...
e vamos e vemos e voltamos
em cada espaço, em cada novo passo
um silêncio a desafiar... e em cada nova pisada
nesta via, nesta moderna estrada... seguir sem hesitar
pulsátil, ágil, volátil... qual o sonho que nos foi dado a cuidar
essa promessa de flor mais bela que se encontra à janela do nosso olhar
essa luz estranha que nos ilumina em cada novo instante desse ser humano inquietante...
esse ser efervescente que nasce e renasce entre a gente quando se junta para celebrar
esse algo efémero que se desprende qual um cabelo para vogar no sopro belo dessa vida a palpitar
e no cinzento escreve poemas ao vento e espalha pétalas de prosa entre azul e rosa...
essa inquietude que não nos larga mais, essa longitude sem medidas iguais
loucuras a horas incertas, por entre as certezas, sempre secretas
compassos sem linhas rectas... e réguas com riscos a mais...
e nessa explosão saborosa
nessa imensidão glamorosa
nesse momento... tu vais!...
descobres florestas abertas entre os beirais
encontras lumes acesos nas pedras dos locais
fazes festas quando não é tempo das tais...
e o tempo voga para lá seus segundos iguais...
e em cada nova vaga
o ser que não se para
recomeça a caminhar...
e vamos e vemos e voltamos
em cada espaço, em cada novo passo
um silêncio a desafiar... e em cada nova pisada
nesta via, nesta moderna estrada... seguir sem hesitar
pulsátil, ágil, volátil... qual o sonho que nos foi dado a cuidar
essa promessa de flor mais bela que se encontra à janela do nosso olhar
essa luz estranha que nos ilumina em cada novo instante desse ser humano inquietante...
esse ser efervescente que nasce e renasce entre a gente quando se junta para celebrar
esse algo efémero que se desprende qual um cabelo para vogar no sopro belo dessa vida a palpitar
e no cinzento escreve poemas ao vento e espalha pétalas de prosa entre azul e rosa...
essa inquietude que não nos larga mais, essa longitude sem medidas iguais
loucuras a horas incertas, por entre as certezas, sempre secretas
compassos sem linhas rectas... e réguas com riscos a mais...
e nessa explosão saborosa
nessa imensidão glamorosa
nesse momento... tu vais!...
descobres florestas abertas entre os beirais
encontras lumes acesos nas pedras dos locais
fazes festas quando não é tempo das tais...
e o tempo voga para lá seus segundos iguais...
👁️ 29
Voltaremos a Avançar
quando se juntam, dois ou três
quais crianças que sentes e vês
seres humanizados, pelos trilhos vivos e os campos sonhados
pelas veredas mais cheias de vidas, ora assim estando vazias:
onde punhas o olhar vias a tua força de vida voltar a germinar
onde colocavas tempo, dedicação era aonde se ouvia coração;
a sós proclamando que mão em mão, amando, voltaremos a nos juntar
nesse recanto - remanso - aonde havia todo o tempo para se voltar...
quais crianças que sentes e vês
seres humanizados, pelos trilhos vivos e os campos sonhados
pelas veredas mais cheias de vidas, ora assim estando vazias:
onde punhas o olhar vias a tua força de vida voltar a germinar
onde colocavas tempo, dedicação era aonde se ouvia coração;
a sós proclamando que mão em mão, amando, voltaremos a nos juntar
nesse recanto - remanso - aonde havia todo o tempo para se voltar...
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