Lista de Poemas

caminhos

Sentir o caminho sentir que não vais só andar entre o tempo

Sempre assim qual a  voz que se lança

esse caminho avança em ecos distantes

faz cores entre os amigos

eleva os momentos mais vivos e nos faz assi

 tao grandes que se estremece o tempo ao passar

Lento ora de repente o ser silente volta a cantar

E nesse tema nos inspiramos que por vezes

– às vezes - ainda nos vamos

Encontrando sentido ou vibrando

abrindo novas vias onde antes as não as havia

esse algo que se descreve quando se chegar a achegar

esse sentimento ao mesmo tempo leve comovido vivo por se chegar

A abraçar
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Caminhos que seguimos

Nesse sentido

Seguimos

Perseveramos

 

Por motivos

Inimaginados

 

E se

nos encontramos

 

Nos caminhos

Que seguimos

 

Se nos abraçamos

Porque conseguimos

 

Assim chegar

 

A nos aproximar

Quem sabe

 

Em boa verdade

Talvez

Nos tocar

 

Nesse centro candente

Nesse algo pungente

 

Que voga por ti adentro

Que marca a pauta

do sentimento

E dá alegria

á vida

anima o momento

 

Da despedida

Que se faz mais perto

 

Com uma certa

Forma

De magia

Essa que paira no ar

 

Alegoria perdida

De volta

ao se encontrar
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ser e crer

Ouvir o som do mar

A se achegar

Devagar

De mansinho

Até se tocar

Esse algo

Imenso

Tão comezinho

Que se deixou escrever

 

Na simples areia

Uma teia ao orvalho

Cheia de pérolas

Terno agasalho

Sempre tão queda

E leda ao alento

Dessa sua suavidade

Ao ser transparecida

Pela melodia de vida

Pelo alento de verdade…
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Caminos

Nesse se achegar

Nesse chegar a encontrar

Semelhante essência

No ser a descobrir

Devagar

Esse véu transparecido

Entre o que se crê

O que se tem vivido

 

E nessa estranha altura

Na que a linha mais fina

Fica qual se fosse escura

 

Definida

 

Até se transpor

Nessa alegria comezinha

Nesse algo que se avizinha

Nesse ir andando

Qual semelhante

ser se encontrando

Espelho bafejado

Por esse alento dado

Por tudo

o que nos tem levado

E bem chamado

A nos voltar a encontrar

 

Esse algo mais simples

Esse ser humildes

Ao caminhar

Ao partilhar

O sorriso velado

O olhar ainda iluminado

Por essa natura

tão generosa

Que se faz intensa

Se não fermosa

 

E nessa prosa entrelaçada

Em gestos

De textura humanizada

Qual se fossemos pintando

Essa tela antes vazia

Esse caminho em branco

 

Entre lagos e poças

de ecos transpostos

Por todos os que antes

Se deixaram dispostos

 

A bem chegar

A se encontrar

A estender pontes

Ao caminhar

 

Ao se achegar

a essa meta

distante

secreta

Intimo alento

Chamada

inquietante

Essa alegria

Que se despia

Para ser renovada

 

Essa história

Mais bem antiga

Que era peso

Que se aliviava

 

E se se transforma

Essa humana forma

De se transcender

De se elevar

De as aprofundar

 

De novo o ser

Tão próximo

Tão cercano

Tão íntimo

nessa semelhança

Que na diferença

Sempre a nosso lado

Se tem complementado

 

Até se encontrar

Essa crença

Que se tem idealizado

 

E nesse abraço contido

Tantas vezes além do pensar

 

Esse calor entre o frio

Esse voltar-se a encontrar

Essa alegria bizarra

Que se estende e nos agarra

Essa leveza ao se deixar

 

O que por dentro

Nos estaria pesar

 

E nesse encontro

Sendo aceite

O que estava por dentro

Ainda bem presente

Ainda

entre o futuro

anunciado

 

E no passar

Desse passado

Que entre tantos

é bem partilhado

 

Rios

Estendidos

Ramagens

sem findar

Folha que paira

Dentro de ti e de mim

E nos leva a vogar

A viajar

Até ao mais extenso mar

 

terras não sonhadas

A lugares de encantar

Entre os montes

As praias e as fragas

 

E nesses lugares distantes

Sendo quais encontrados

 

Encontramos esses ecos

Fascinantes… esses lugares

Não sonhados

 

Esses lamentos

De saudade

Desse encontro

a se levar

 

Água e sal

Desse mesmo

ser de amar

 

E nesse oceano

Imenso

além do que sei

do que penso

 

Mergulhar

E se o lume da vida

Se acende na perspetiva

E nos ilumina de novo olhar

 

Seria por se ter deixado

O peso transformado

Transportado

para se fazer levar

nessas parais agrestes

Esses jeitos que entre nós

Nos destes…

Para se deixar entretecer

Devagar

E chegar a viver

Quando sua chama

se avivar

Fagulhas no ar

Dançando

Ao som da luz do luar

E das estrelas

Nesse firmamento

…cintilando…
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Uma história de Encantar

Desde esse momento

No que chegamos a ver

Desde a dança antiga

Sempre viva

Dessa harmonia

Em nós levada

Reconhecida

Nessa terna alegria

Que se anuncia

Ao ser abeirada

Desse coração

Enternecido

Desse algo

Bem puro e vivo

Nesse sentido

Claro e assumido

De se voltar a plantar

Gotas de estio

Desse algo transparecido

Arcos de vida

Em pleno ar a vogar

Nesse momento

Enternecido

No que o olhar

Encontrou quem olhar

E nesse algo jamais visto

Esse outro ser

A nos acolher

Sem duvidar

 

E nesse abraço

Entre todos os abraços

partilhados

Esse regaço

Esse peito sossegado

Esse sorriso

Mistério encontrado

Entre todo o ser vivo

Entre o bem nascido

Quando estamos

lado a lado

Essa terna confiança

Além do tempo

a se estender

Esse voltar

a ser criança

Na sua pura

 forma de ser

Chegar a crer

Nesse mundo cheio de vida

Nesse tempo que se não sabia

Nesse lugar

Preenchido

Com esse sentido

Tão esguio

Como peculiar

Esse algo tão vivo

Tão cheio de vida

Sempre a se partilhar

Esse jogo novo

No silêncio

Entrelaçado

Esse algo

que se tenha entregue

Ao de leve

Sem se ter tocado

 

Esse o silêncio

Sem palavra dada

Esse aconchego

Entre o segredo

De quem encontrava

 

Esse caminho

Tão longo e distante

Que se revive

Nesse ser amante

Dessa vida

Dessa natura

Desse gesto simples

Que vem e assegura

Essa próxima identidade

Entre o sonho e a realidade

Esse caminhar

Em simplicidade

Trazendo ecos desse campo aberto

Ao entorno de qualquer cidade

E nesse deserto

Ainda chegar a plantar

Encontrando

Esse lugar

Onde a água de vida

Segue jorrando

 

E nesse lago

Tão espelhado

Olhar

Ver e crer

sem se ter afundado

E vagar

No sopro do vento

Tudo a seu tempo

Sendo revelado

 

Esse fino véu estendido

Entre tudo o crido

Ou esquecido

Assim transparece

Nesse calor

De amor de luz

Desse algo

Que em nós cresce

E não se desvanece

E encontrar momento

Para cultivar

Esse amor

que levamos

por dentro

Esse lugar

ao sol

E ao vento

 onde voltar

a sentar

e ver o mundo passar

 

No seu ar sorrateiro

Nesse algo estreito

Nesse algo de aconchego

Nesse íntimo fundamento

 

E se ao lado

Se encontrar

Caminho

Vida

Ou lugar

Para se abeirar

Voltar a acender

Chamas de ensonho

Esse mundo novo

Que sabemos

Assim levar

 

Um gesto simples

Puro e desmedido

Nesse algo

Que tem

seu eterno sentido

 

Gerações

ecos de devoções

Corações entrelaçados

Nesses fios finos

Que são entretecidos

Á medida

que somos encontrados

Nesse caminho

Nessa via aberta

Nessa praia

ao som do tempo

Encontrar

o fundamento

plantar assim

O intento

Onde parecia deserta
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Way Inside

Nesse caminho perdido… 

nesse recanto deixado

Nesse intimo sentido

Nesse algo

por dentro guardado

 

Esperando

Passo a passo

se achegando

Nessa distância

Que se fez infância

Para ser

reencontrado




Nesse abraço

Imaginário

Entre o ser diário

E o que ainda

em nós nos faz

Ser esse algo

extraordinário

Que se vai 

acendendo




Qual diário

Descrito




Desde esse silêncio

Desde o mais profundo

E o mais elevado

Livro discreto

Deixado ao teu lado

Esse libro aberto

Que no caminho

Bem tens partilhado




Com que contigo ia

Com quem também ouvias




Nesse calor bem humano

Nesse ser fraterno

Caminhando lado a lado




Nesse encontrar

A aspiração no ar

Que te leva a inspirar

Ar renovado

Solto

Aberto

Desperto

Novo

Bem-amado

E de asas abertas

Nessas alturas incertas

Vogar além

do que se pensa

Ser definido

E encontrar

Portas abertas

Onde a razão perde sentido




Nessa humilde hospitalidade

Nesse acolher em verdade

Nesses braços abertos

Ainda em ti estendidos

Nesses que assim são cuidados

Pelos mais antigos fados

Que nos têm entretecido

Como tecido vivo

Ser vivente

Que traz em si a luz

O calor

A vida desse ser gente…
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No primeiro Olhar

Se nesse sentido levado

Nesse algo procurado

Nesse lamento

Nesse sustento

Nesse canto

Suave e lento

Desenhado

Por dentro

Esse quadro

Essa tela

Vazia

Que no dia

Se estendia

Para ser tocada

Lavrada

Pela luz

Desenhada

E se rasgada

Assim

Deixar entrar

Como na janela aberta

Essa luz do teu lar

A irradiar

Rua afora

Entre os que chegam

Os que se achegam

Os que chegaram

a ir-se embora

E nesse apelo

Simples aconchego

Ver de novo

 O voltar

A esse estranho

Segredo

Olhar

Sem saber olhar

Ver

Sem descrever

E crer

Sem saber

A mar

Esse algo

De água sal

Entretecido

Entranhado

No humano vestido

 

Tão bem levado

E sendo assim

qual na areia

sem fim

tempo

qualificado

dentro de

ti e de mim

 

Assim contado

Até esse jardim

Que jaz em ti e mim

Baixo céu estrelado

Ainda ancorado

o barco

Que nos é segredado

Pelas vagas

Sempre silentes

Dessas humanas palavras

Que na gente

Ainda são ecos candentes

Dessa memória viva

Quase avivada

ao se entre-tocar

Essa letra comovida

Que se desprende e anuncia

Ao bem se chegar a achegar

 

Desse lume

Fogo brando

Estranho pranto

De se alumiar

Esse faro

Nesse estranho claro

Que se desvanece

E se estremece

à luz do luar

Essa melodia

Que jamais se esquece

e mais se enriquece

Quando nos voltamos

A encontrar

 

Primeiro olhar

Primeiro abraço

Quando te deixaram

No materno regaço…
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A poesia de vida...

A poesia

nasce no dia a dia,

 provém desse algo

mais além...

aquém do almejado..

e estende pontes finas...

finos fios... desse brio

que se fez bem humano...
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Poemas como um só...

Se o caminho

Suave e subtil

Depois desses

recantos

Inspirados

Depois desses jardins

Em nós levados

Desses momentos

partilhados

Entretecidos

Quando revividos

Quando mão em mão entregues

Quando ainda segues essa linha

Tão fina

Que se vai fiando

Que se estica

Ou se deixa

Para ir levando

Nessa melodia

Que se anuncia

Para se chegar a tocar

Nesse algo ao fim do dia

Para chegar a entregar

Essa terna melancolia

Esse algo que se prenuncia

Que vibra

Que é viva

Que se estende

Pelo ser afora

Que ilumina o olhar

Que se deixa levar

E não se deixa ir embora

Faz do momento

O sustento

Que alimenta

qualquer hora

 

No teu íntimo

Se enamora

E mora ai nesse ademão

De mão estendida

Onde o calor

Desse ser humano

Ainda irradia

Nesse abraço

Desde o peito lançado

Que põe dois corações

A latejar

Lado a lado

E nesse compasso

Bem afinado

De se ter estado

Tempo amado

assim com quem

Também

Se sentia

Se deixava

Se abria

Ao que a vida

nos segredava

E nesse passo

A passo

Descoberto

Esse traço

Entre o destino

incerto

Qual almejar

Esse céu aberto

Cheio de estrelas

Tão finas

Luzes tão belas

Alinhadas

Em orlas

Peroladas

Em ondas

Enlevadas

Nesse suave ébano

aveludado

Onde tu tens olhado

Por onde tens

Entre a realidade

e o sonho

caminhado

Nesse trilho

Comezinho

Simples

Não sozinho

E nessa maior verdade

Nessa humilde lealdade

Ao se perseverar

Devoção

além razão

desse crer

que paira no ar

 

E essa leveza

Suave e subtil

Essa real certeza

Inspirando encantos mil

Esse mergulhar profundo

Nesse oceano

que impregna o mundo

E o faz vagar

Essa onda solitária

Que não se deixa domar

Até chegar em suavidade

Doce saudade

A essa praia imaginária

Em ti sendo ancorada

a barca dos sonhos

Que ainda poderá

Chegar a  vogar

E esse segredo

no encanto ledo

Desse mar

De amar a inspirar

 

Entre a mais pequena fagulha

Desse fogo

Entre a areia mais fina

Desse ensonho

A se deixar levar

Pela melodia

das ondas que ouvias

Pelos passos

que se iam deixando

Pelas peugadas

entre as ondas

que se iam entretecendo

à medida

que ias caminhando

Luz dos teus dias

Nuca antes vista

Levada

Sublimada

Assim espelhada

e espalhada

pelo oceano imenso

Que vai mais além

do que sei e penso…

 

esse que te vai chamar

Ness fim de caminho

Estrela do mar

Que se fixa

Nesse olhar

Que te ilumina

Nesse peito a palpitar

 

Que se entrega

Quando a maré chega

A se elevar

 

E te leva

A suave maresia

Que se sente

Que se aspira

Nesse canto terno

Que sempre

Em ti

se ouvia por dentro…

 

 

Chamaradas de luz cor e vida - sopro que nos convida…  a dar alegria e beleza ao caminho que nos foi dado a partilhar

 

Nesse caminho

entretecido

No que sentes

No que tens vivido

 

Nessa estrela solitária

Iluminando o teu dia

Imaginária

se a deixas levar

Incendiária

se a voltas a iluminar

 

Esse algo que te comove

Que te mexe

Que se move

Contigo

ao voltar a andar

Nesse trilho solitário

Onde vais encontrando

o ser solidário

Que um dia

Sem mais

Vogava

entre esses espaços

ideais

Nunca vedados

Entre sinais

sempre doirados

A marcar

O lugar

O acontecer

O chegar

a esse estremecer

Que nos entra

pela pele adentro

Esse apelo do sentimento

Que nos leva a viajar

A esse lugar solarengo

Nesse tempo de inverno

Esse lugar secreto

Onde nos movemos

e cremos

sempre conseguir

chegar a chegar

Esse algo indiscreto

Que se entremeia

Nessa melodia

Tão cheia

Outrora vazia

Que espera

nos preencher

como nos foi dado

a o ser

De vagar

Suave e lento

Ou no lampejo

De um momento

 

No que despertamos

 

Essa mensagem

Em nós levámos

E se refletimos

Esses brilhos acesos

Esses cantos dispersos

Voltando-se a juntar

Esses momentos

Tão ledos

Quedos

E alegres

Que costumávamos

Também passar

E bem celebrar

E nesse intuito

Nesse ímpetu

Que nos anima e motiva

Que se faz alegria

no novo dia

Voltar a navegar

Nesse mar de amores sustido

Nesse oceano desconhecido

À espera de se abeirar

Em ondas serenas

Em vagas imensas

Apenas para

te saber tocar

Em silêncio

Suspirando

Devagar

Chegando

A teus pés

E sossegar

De repente

Nesse vertigem incipiente

Que nos leva a mergulhar

A nos lançar

E nesse espaço indefinido

Entre o que nos é conhecido

Desconhecer e encontrar

Esse terno ruido

Trespassado

Pela harmonia

que nos tem despertado

E nos tem levado

De novo a voar

Nas asas do tempo

Nas vagas do sentimento

Nesse vento

Que impa o pensamento

E nesse algo claro

Sustido

Transparente

Sendo o momento

 presente

Que se partilha

Qual ilha

Desconhecida

Aonde chega

a barca amiga

Na que navegas

Na que te entregas

De novo a vogar

Nessas águas

Sempre imaginadas

Simples

Puras salgadas

Como as lágrimas

Bem prezadas

Que levas por dentro guardadas

Ainda esperando chegar a florar

Nessas pálpebras

Bem expressas

Desenhadas

Sem pressas

Nas que ficam

poisadas

Cintilando

Olhar

O lugar

Que assim queres tanto

Pintando

de uma e mil cores

De amores renascidos

Esses momentos mais queridos

Que levavas

Que aguardavam

A esse algo que te chama

que clama

que proclama

que bem te ama

e te abraça sem cessar

Esse momento

no que se marcava

Essa linha desenhada

pela tua mão infante

em tons de simples diamante

Na gota de chuva tão ansiada

Que na tua mão poisada

Se estende e te alaga

Nesse lago

que descendia

Que dos céus

se desprendia

Transparência cristalina

Que se acende

em novo dia

ao ser trespassada

entregue

elevada

orvalho da alvorada

que se faz bruma renascida

ao se desenhar esse arco

que liga céus e terra sem mais…

E a gota em ti levada

Pelo calor da força humana

E pelo chamar desse algo terno

Que se move no firmamento

E cintila por ti adentro

Para ser assim cuidada

E dada

A quem bem a saiba plantar

Qual semente garrida

Esquecida num campo qualquer

Esse que se acende um dia

jardim de despedida

e encontro desse ser

antes homem

Ou mulher

Com asas transparecidas

Pelo ser que assim anuncias…

essa voz luzidia

Essa esperança que se acendia

Esse crer e renascer

esse amor toldado

Que te foi entregue

Dado

Para se ver fazer crescer
👁️ 33

Desde o Firmamento ao que levamos dentro

nessa distância percorrida

nesse sinal de vida

que nos guia

nos alenta

que nos leva

e nos sustenta

nesse algo renascido

em nós sendo vivido

nesse simples pensamento

suave

leve

lento

nessa brisa

que trespassa

essa face

qual asa

que voa

e nos segue

enevoada

entre

a bruma orlada

esse nevoeiro comezinho

essa cantar de alegria

sabendo não estar sozinho

esse algo de harmonia

que nos leva

que nos guia

essa melodia

sustida

insuspeita

que se faz

alegria

nessa que se acerta

ao deixar-se

depositar

essa harmonia

no ar

pairando

ao nosso redor

se entretecendo

se entrelaçando

com o que vamos sendo

o que vamos levando

sempre por dentro

sentido do sentimento

vagas do mar de amar

se alevantando

e nesse pensar

suave e cristalino

nesse vento elevado

que nos tem sussurrado

ao ouvido

esse algo

em nós nascido

no ser Humano

no estar vivo

nessa verdade

que em plena realidade

veio a plantar

sementes de magia

uma outra via

para se abeirar

poder sonhar

e voltar a caminhar

entre o que se não via

essa terna nostalgia

essa saudade ancorada

nesse peito sentida

ao longo da estrada levada

essa tão iluminada

que no firmamento descreve

o tanto que se segue

e nesse outro começo

esse tão denso e espesso

pairar

abrir asas

vogar

em mar aberto

ser água correndo

em pleno deserto

e esse lugar imaginado

que se fez realidade

em campo aberto

entre o campo e a cidade

essa meta indefinida

transparente

pristina

que se fez cristalina

ao ser trespassada

pela luz da nossa morada

essa que se fez acesa

qual fogo

desse lugar

esse algo que clama

que nos chama

para se poder voltar

a acender devagar

esse lar estranho

antigo

solitário

rodeado de estrelas

cintilantes

instantes

como dantes

e assim nesses casarios

de novo renascidos

essas velas acesas

nessa janelas

avessas

fantasias

entretecidas

nos nossos dias

e nas cortinas

bem bordadas

por mãos

sendo almejadas

desde esse algo

 bem longe e tão ao perto

esse oásis nesse tal deserto

que nos chama

que clama

que nos guia

nesta outra via

que permanece acesa

qual luz do dia

na noite aveludada

essa que permancía

quando o ser se esquecia

por onde caminhava

e nessa via

ainda estando marcada

pela terna alegoria

lenda jamais contada

dessa vida

emarcada

nessa pintura

de tela vazia

esperando

a ser pintada

por cores

de encantar

sendo soletradas

as letras entrelaçadas

das mais vivas palavras

e nessa ode

sinfonia

ainda por ser ouvida

cantada escrita desenhada

ainda por ser cumprida

na via de vida

que nos entregava

os momentos bem dentro

esses de suave fundamento

no sustento

que nos elevava

e nesse ir mais adentro

e voltar a mergulhar

para trazer esse algo

tão certo

que o nosso mundo

faz de novo brilhar…
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