Lista de Poemas
Nas Mãos do Oleiro
Qual a mão quente,
suada
Nessa água enlodada
Mergulhada
Como o mover em roda
Desse tempo de moda
Sem se chegar a parar
Nesse tempo a divagar
Qual no lamento incipiente
Que toma e invade a mente
E nesse amor calmo e sereno
De quem confia em segredo
Assim a se impingir
A se exprimir
A se deixar levar
Nesse barro avermelhado
Cuja forma
tão bem tenho amado
E nas mãos do oleiro
Nesse tempo soalheiro
Artista mais que sereno
Assim nos olhando
No profundo encanto
Deste terno vaso
Que dentro guarda tanto
suada
Nessa água enlodada
Mergulhada
Como o mover em roda
Desse tempo de moda
Sem se chegar a parar
Nesse tempo a divagar
Qual no lamento incipiente
Que toma e invade a mente
E nesse amor calmo e sereno
De quem confia em segredo
Assim a se impingir
A se exprimir
A se deixar levar
Nesse barro avermelhado
Cuja forma
tão bem tenho amado
E nas mãos do oleiro
Nesse tempo soalheiro
Artista mais que sereno
Assim nos olhando
No profundo encanto
Deste terno vaso
Que dentro guarda tanto
👁️ 17
Lágrimas a mares
Nesse momento
Que surge do alento
De se esperar
Que algo desse peito
Tão restrito e seleto
Venha a brotar
Qual berro
no silêncio
A rasgar
Novos horizontes
Espaços e fontes
De vida a borbulhar
Nessas novas odisseias
Procurando esse sangue nas veias
Que se inspira sem se deixar gelar
Esse ir mais além desse medo
Sentar e descortinar o segredo
Que nos é dado a saber cantar
E em cada canto,
em cada lugar
Assim deixar plantadas
Sementes de querer
orvalhadas
Pela mais pura manhã
E nessa mente dobradas
Todas as antigas palavras
Para se embevecer devagar
Nesse mar de sonhos
Com marés elevadas
Águas sempre correntes
Lágrimas de alegria pingentes
Sentimentos de alvorada
Que surge do alento
De se esperar
Que algo desse peito
Tão restrito e seleto
Venha a brotar
Qual berro
no silêncio
A rasgar
Novos horizontes
Espaços e fontes
De vida a borbulhar
Nessas novas odisseias
Procurando esse sangue nas veias
Que se inspira sem se deixar gelar
Esse ir mais além desse medo
Sentar e descortinar o segredo
Que nos é dado a saber cantar
E em cada canto,
em cada lugar
Assim deixar plantadas
Sementes de querer
orvalhadas
Pela mais pura manhã
E nessa mente dobradas
Todas as antigas palavras
Para se embevecer devagar
Nesse mar de sonhos
Com marés elevadas
Águas sempre correntes
Lágrimas de alegria pingentes
Sentimentos de alvorada
👁️ 22
A tua voz
E nessa solidão
Chamo o teu nome
Esse que só eu conheço
Esse que me desperta
de qualquer adereço
Que sabe o endereço
onde me encontrar
E entre o lamento
da rotina vazia
de si mesma
despida
Cheia e intensa
A tua voz
volta a suspirar
Por mim adentro
Algo que permeia
Ritmo e sentimento
Acendendo imagens viventes
De lugares, momentos e gentes
Desse amor fadado
Que nos é dado
Para se entregar
E ao deixar-se ir e vagar
Nos teus braços
abraços simples e secretos
Vamos encontrando ecos
Disso que o fruto futuro
Nesse presente plantado
Nos tem dito em silêncio
E entre esse nosso tempo
Assim nos tem segredado
Chamo o teu nome
Esse que só eu conheço
Esse que me desperta
de qualquer adereço
Que sabe o endereço
onde me encontrar
E entre o lamento
da rotina vazia
de si mesma
despida
Cheia e intensa
A tua voz
volta a suspirar
Por mim adentro
Algo que permeia
Ritmo e sentimento
Acendendo imagens viventes
De lugares, momentos e gentes
Desse amor fadado
Que nos é dado
Para se entregar
E ao deixar-se ir e vagar
Nos teus braços
abraços simples e secretos
Vamos encontrando ecos
Disso que o fruto futuro
Nesse presente plantado
Nos tem dito em silêncio
E entre esse nosso tempo
Assim nos tem segredado
👁️ 6
Pingente ao peito
Essa figura suave e silenciosa
Esse sonho de terra formosa
Esse algo de alvura
Onde o frio da noite mais se apura
E o tempo assim mais dura
Essa luz em nós a esvoaçar
Aura de algo que se desprende
Desse riso
Do coração da gente
Ao ver outro olhar a brilhar
Ao sentir esse ser a se aproximar
Suave e sincero
Assim qual cabelo
Que se desprende
Na brisa breve
desse reflexo tão breve
Clarão de paixão desatada
Suave e doce maré
Em teu peito ancorada
Esse sonho de terra formosa
Esse algo de alvura
Onde o frio da noite mais se apura
E o tempo assim mais dura
Essa luz em nós a esvoaçar
Aura de algo que se desprende
Desse riso
Do coração da gente
Ao ver outro olhar a brilhar
Ao sentir esse ser a se aproximar
Suave e sincero
Assim qual cabelo
Que se desprende
Na brisa breve
desse reflexo tão breve
Clarão de paixão desatada
Suave e doce maré
Em teu peito ancorada
👁️ 16
Lágrimas de madrepérola
Essa pérola pristina
Transparecida ao luar
Que se eleva quando se anima
Essa força no peito a soprar
Maresias de ensonho
Brumas de se encantar
Esse jeitinho risonho
De uma criança a cantar
E nessa melodia garrida
Que se celebra a meio dia
Para se deixar depois levar
Aromas no vento
CL aridez de pensamento
Para se deixar trespassar
E esse ritmo
Suave e lento
Desse alento
Por dentro
A nos refrescar
Devagar
E nesse ribombar sumarento
A se espremer ao relento
Quando se expõe por amor
Esse algo que levamos dentro
Que deixamos escrito
em sentimento
Quando o alento
se achega ao lamento
Desse riso à alegria ou dor
Assim nos deixando o fermento
Para deixar crescer mais ardor
Essência assim espremida
Que pela luz da razão
Não pode ser esbatida
Sombra que dança
na noite esquecida
Iluminada pela luz mais amada
Que de madrepérola nos vestia
👁️ 11
Manto
Era esse manto
de fantasia
entretecida
Nesse algo
de esperanto
Era a pintura mais garrida
Alguma vez sonhada
Era a fantasia renascida
Alimentada pelo pranto
de fantasia
entretecida
Nesse algo
de esperanto
Era a pintura mais garrida
Alguma vez sonhada
Era a fantasia renascida
Alimentada pelo pranto
👁️ 17
Da transparência à água salgada
Se nesta transparência
Entre amor e ciência
Me deixasse
E assim afundasse
Bem fundo no peito
E se elevasse
Assim a direito
Esse pilar imaginado
Aonde me tenho apoiado
Para falar sem pensar
Para dizer sem falar
O que se sente
Realmente
O que nos preenche
De repente
E depois nos deixa a vogar
Assim qual a namorar
Os momentos
Para ver nascer
Esse algo entre o crer
O querer
E o saber
Assim descortinar
O momento presente
Que se sabe e sente
Assim no peito a palpitar
A se estender devagar
Por todo o corpo
Iluminado
Por estar mais perto
Desse ser amado
Desse algo elevado
Sem nome
e sem se definir
Apenas se levando
Nessa candura
De infância
Se imaginando
E se se conseguir
Assim se achegando
A esse calor
Que se quer tanto
Dentro do peito
Aninhando
À volta do teu corpo
Esvoaçando
Aroma mais suave
Que se sente
e sabe
Assim qual Mar
Imenso
Oceano intenso
Lágrima a escorregar
Na face mais serena
Que se eleva qual na pena
Ao se deixar embevecer
Nessa tinta encarnada
No ser humano bem mada
Sendo sempre cravada
No coração ao palpitar
Onde sempre se encontra
Esse algo
entre transparente e salgado
de tom vermelho pintado
sempre sendo encontrado
No sentimento ancorado
Esperando ser chamado
assim ao despertar
Na folha serena pairando
Nessa vereda se encontrando
nesse ribeiro sendo levada
Pelas veias dessa nova morada
Até ao momento mais candente
Que nasce e cresce
Sendo o presente
Que a vida toda plena entrega
Quanto mais perto se achega
Dessa mais obscura treva
Para nos voltar a iluminar
Com tudo
o que por dentro
se leva e se eleva
Assim para dar
E em prosa ou poema
No mais sublime tema
Se chegar a poder encontrar
E nessa onda sublime
Que foi vaga que exprime
O poder desse algo
A saber a sal
Ora amargo
Se não se souber provar
Esse lamber ao relento
Que se poisa no teu leito
E acaricia o teu ser sem cessar
Vagas desse furor imaginado
Que se leva no peito ancorado
E segredam suavemente
O sentido de ser gente
No sentimento nos coroa
Assim quando magoa
E se faz alegria ao sibilar
Vaga e espuma mais alva
Que nos acaricia e nos salva
Qual criança abeirada
Nessa praia bem-amada
A fazer castelos na areia
Que a maré sempre cheia
Vem modelar sem parar…
Entre amor e ciência
Me deixasse
E assim afundasse
Bem fundo no peito
E se elevasse
Assim a direito
Esse pilar imaginado
Aonde me tenho apoiado
Para falar sem pensar
Para dizer sem falar
O que se sente
Realmente
O que nos preenche
De repente
E depois nos deixa a vogar
Assim qual a namorar
Os momentos
Para ver nascer
Esse algo entre o crer
O querer
E o saber
Assim descortinar
O momento presente
Que se sabe e sente
Assim no peito a palpitar
A se estender devagar
Por todo o corpo
Iluminado
Por estar mais perto
Desse ser amado
Desse algo elevado
Sem nome
e sem se definir
Apenas se levando
Nessa candura
De infância
Se imaginando
E se se conseguir
Assim se achegando
A esse calor
Que se quer tanto
Dentro do peito
Aninhando
À volta do teu corpo
Esvoaçando
Aroma mais suave
Que se sente
e sabe
Assim qual Mar
Imenso
Oceano intenso
Lágrima a escorregar
Na face mais serena
Que se eleva qual na pena
Ao se deixar embevecer
Nessa tinta encarnada
No ser humano bem mada
Sendo sempre cravada
No coração ao palpitar
Onde sempre se encontra
Esse algo
entre transparente e salgado
de tom vermelho pintado
sempre sendo encontrado
No sentimento ancorado
Esperando ser chamado
assim ao despertar
Na folha serena pairando
Nessa vereda se encontrando
nesse ribeiro sendo levada
Pelas veias dessa nova morada
Até ao momento mais candente
Que nasce e cresce
Sendo o presente
Que a vida toda plena entrega
Quanto mais perto se achega
Dessa mais obscura treva
Para nos voltar a iluminar
Com tudo
o que por dentro
se leva e se eleva
Assim para dar
E em prosa ou poema
No mais sublime tema
Se chegar a poder encontrar
E nessa onda sublime
Que foi vaga que exprime
O poder desse algo
A saber a sal
Ora amargo
Se não se souber provar
Esse lamber ao relento
Que se poisa no teu leito
E acaricia o teu ser sem cessar
Vagas desse furor imaginado
Que se leva no peito ancorado
E segredam suavemente
O sentido de ser gente
No sentimento nos coroa
Assim quando magoa
E se faz alegria ao sibilar
Vaga e espuma mais alva
Que nos acaricia e nos salva
Qual criança abeirada
Nessa praia bem-amada
A fazer castelos na areia
Que a maré sempre cheia
Vem modelar sem parar…
👁️ 17
Alegria da magia
Era a poesia era o canto
Era o parto mais incerto
De quem se quer tanto
Era o ritmo,
era a alegria
era a sintonia
se elevando…
Era o parto mais incerto
De quem se quer tanto
Era o ritmo,
era a alegria
era a sintonia
se elevando…
👁️ 4
Nessa albina morada
Essa pele sonhada
Essa nessa nossa
saudosa madrugada
Assim despida
De si enamorada
Essa sombra esbatida
Que à luz das estrelas crescia
E cintila quando se deixa levar
Na luz dos teus olhos acesos
Pelos teus cabelos
negros e espessos
Assim de relance
ao se ver a passar
assim deixar-se levar
assim voltar a vogar
Nessa suavidade sustida
Nessa brisa esquecida
Nesse alento presente
Nesse algo pingente
Qual deleite
Ao se embevecer
Qual ser que se respeite
Assim ao voltar a se viver
Nesse teu tempo pausado
Voltar assim a teu lado
Pra de ti me embriagar
Para assim voltar a sonhar
E nesse tempo detido
Assim ser renascido
Uma e outra vez
Ao teu ser a voltar
E uma e outra vez
Assim a te encontrar
Qual rebento de flor não aberta
Qual uma palavra na frase certa
Essa nessa nossa
saudosa madrugada
Assim despida
De si enamorada
Essa sombra esbatida
Que à luz das estrelas crescia
E cintila quando se deixa levar
Na luz dos teus olhos acesos
Pelos teus cabelos
negros e espessos
Assim de relance
ao se ver a passar
assim deixar-se levar
assim voltar a vogar
Nessa suavidade sustida
Nessa brisa esquecida
Nesse alento presente
Nesse algo pingente
Qual deleite
Ao se embevecer
Qual ser que se respeite
Assim ao voltar a se viver
Nesse teu tempo pausado
Voltar assim a teu lado
Pra de ti me embriagar
Para assim voltar a sonhar
E nesse tempo detido
Assim ser renascido
Uma e outra vez
Ao teu ser a voltar
E uma e outra vez
Assim a te encontrar
Qual rebento de flor não aberta
Qual uma palavra na frase certa
👁️ 37
A lágrima e a estrela
Nessa lágrima salgada
Que acaricia a face amada
Ao ser lida ou encontrada
Escorrendo enamorada
Entre a maresia mais fina
Esse algo que se perfila
E traz luz renovada
Aonde não era encontrada
E a luz da madrugada
Ali onde a noite era chamada
Ao ser assim despida
Nessa despedida
Lembrada
Ora jazendo adormecida
Na rotina mais ressequida
Que envolve esta vida
até chegar a ser decorada
Com esse sal sem igual
Com essa alvura mais plena
Com esse algo que se assegura
Quando se entrega e vale a pena
Que acaricia a face amada
Ao ser lida ou encontrada
Escorrendo enamorada
Entre a maresia mais fina
Esse algo que se perfila
E traz luz renovada
Aonde não era encontrada
E a luz da madrugada
Ali onde a noite era chamada
Ao ser assim despida
Nessa despedida
Lembrada
Ora jazendo adormecida
Na rotina mais ressequida
Que envolve esta vida
até chegar a ser decorada
Com esse sal sem igual
Com essa alvura mais plena
Com esse algo que se assegura
Quando se entrega e vale a pena
👁️ 13
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