Lista de Poemas
14/06/2022 texto sem título
Todo dia o sol nasce e toca o meu rosto
A esse calor que eu sinto me lembra que estou vivo
Então me levanto bocejo e espreguiço
Me pergunto se também é assim com os outros
Mas tem dias que em sono a quietude trangrido
Um roteiro transcrito de azul, a cor do meu choro
Uma ferida aberta pelo bico do corvo
Pois assisti um filme que toda hora evito
Acendo meu icenso cedo junto ao meu café
Acessando outra matrix e vencendo todos
Tomo um banho terapêutico resfriado o torso
Semelhante a um dia quente com um picolé
Se a chuva não parou eu vi que tinha que ser mais forte
Porque o norte, eu perdi minha bússola quebrou
Se a história de sempre é sobreviver sem sorte
Enquanto a morte não chegar empurrando eu vou
A queda machuca mas nos mostra o que é cair
E a escalada é cada vez mas íngreme
Não existe uma corrida ou quem por ultimo melhor rir
Já que a queda é inevitável.
Selene
não pude conter, não devia fazer
Eu até pensei em me jogar de um prédio
procurando algo sem querer
Mente possuída e afundado em tédio
não pode esconder não tinha nada a fazer
desintegrei o que restou de ego
quando perdi você.
Em voz de choro eu disse o que vc ja sabia
Acreditando de que pudesse reatar um dia
Eu negava...
e o silencio era o som mais alto que você fazia
esperava um telegrama, um simples bom dia
sempre achei que a historia já tava definida
Se eu pudesse me jogava dentro essa bebida
e nadava...
ao fim...
Mas sempre soube que seria assim
porque nunca foi diferente
eu sempre soube que seria só eu no fim
Amor falso dinheiro sujo
Vou encontrar muitas palavras
Palavras boas que mantenho desde pequeno
Mas com certeza umas errada
Cada um de nós tem um demonio pessoal
E toda vez me julgam subalterno desse inferno
eu me demito, vocês pagam muito mau
eu passei mau, não tinha ninguém por perto
A minha mãe só precisa descansar
São tantas conta pra pagar
Se eu gritar ninguém me escuta
mas houve um tempo que queria acreditar
Acreditar que não era uma piada
confinado em emoções que só eu sentia
um tolo, ela e o seu conto de fadas
era tudo ficção e ela sabia
a pena ja estava encaminhada
uma balança me esperava...
um velho amigo incompreendido
me ajudou subir o degrau da escada
E foi ai que eu parei de acreditar
e foi ai que vieram me resgatar
Anubis teve trabalho pra juntar toda sujeira
E o Victor teve pra consertar
As vezes você não tem ninguem pra contar
AS vezes tem só não consegue enxergar
O amor salva para ter pelo que viver
é um motivo pra poder continuar
Ninguem conheceu o caos nunca quiseram
so julgamento banais mudando o que eu visto
pra ser visto pelo seus e os demais
não sentiam o que eu sinto por isso deixe pra trás
Não posso dizer que foi por amor que fiz
Mas o dinheiro dessa merda não vale nada
Todos mimados vestindo o que lhes deram
pra juntar uma grana e perder a propria alma
Homicídio culposo
Cacos dos golpes do tempo e também dos seus
Me sinto no inferno mas minha Eurídice reviveu
Já passei por todas as fases como Dante descreveu
A culpa é minha... Por querer viver o que já morreu
Promessas falsas, como Cristo é para os judeus
A sanidade é um pedaço que de mim se perdeu
Incapacitado como Aquiles cego como Bartimeu
A culpa não é sua foi o destino que me deu
Escrevo versos pra expressar o que em mim faleceu
Auto flagelo e pessimismo foi que permaneceu
Se morrer resolvesse escolheria como Bill escolheu
Jaz
Era isso que você queria?
Não está cansado dessa luta ?
Tá achando que vão entender ?
É isso mesmo pra você aprender
No fundo você sabia
E é por isso que se rótula
Olha só seu doente mental
Chegou o fim de outro carnaval
Achou que ia viver alegrias ?
Que agora do jeito que está encontraria?
Achou errado, otario
Melhor evitar os contatos
Qualquer contanto
Aprende de uma vez pra não se tornar um homem por fora de pé
mas por dentro enterrado...
Aqui jaz.
Dias ruins
Eu sou a criatura mas asquerosa que conheço
Desconheço a paz não sou meu amigo
Abandonado e esquecido pelo reflexo no espelho
Em um piscar de olhos vou do céu ao abismo
Sacrifícios e esforços de vocês não mereço
A luz ofusca na escuridão procuro abrigo
Choro sem derramar uma lágrima, meu desespero
Sem conseguir pousar fora da pista eu aterrizo
Acabo destruindo tudo sem medir meus erros
Sem entender nada, após a bala agonizo
Desrealizado assisto o meu próprio enterro
Sou apenas o que o tempo fez comigo
Não sou vazio só estou perdido
As paredes falam comigo só consigo sentir medo.
Lágrimas, sangue e sombra
A essas horas restaria só os ossos
Caso eu tivesse atingido a desejada
Te beijar sangrando, abraçar o óbito
Seguir na sombra oculta, vivo lá
Deixado por amor e por amor estar
Já disse amar a morte, sem sorte
Não pude alcançar, mentiras no ar
O ar é rarefeito, e se não houvesse rancor
Ainda sim teria amor pra me dar ?
Uma, duas, três... Não existem leis
O que me causou dor um dia hoje quer me curar
A quem culpar? Se sigo vivo, por escolha
Sempre disseram que a vida era escola
Não sei como estou aqui, só sei que não sei estudar
Não aprendi a apreender, só espero o tempo passar
Os dias são doentes, queria que existisse duendes
Quem sabe um ser místico poderia me ensinar
Ajuda? Não preciso, o que me fere é o meu próprio compromisso
Por escolher na sombra ficar
Consolo
Grita, todo dia a mesma coisa
Fica, quero te ter por perto
Aflita, minha alma espera o pior
Insulta, sempre que penso
Insulta, minha própria existência
Conduta, não é isso que sigo
Disputa, perco em todos sentidos
Sou um brinquedo
Ouço o eco chegar aos ouvidos
Medo, Edo, Edo, Edo...
Ecoa, não consigo seguir
Morrer, er, er, er...
Ecoa, sou covarde com receios
Perdido, como um velho brinquedo
Insuficiente demais
Quero te dar um pouco de paz
Não tenha medo
Eu já disse, deveria ter
Chegado mais cedo
Isso
O cara errado cansa
Descansa, um dia vou ser
Mais que isso
Sou uma criança
Preenchendo um vazio
Será que um dia
Serei mais que isso ?
Rua
Em cada canto dessa casa
Contos que minha mente faz
Deixam minha mente só o pó
Que antes estavam ardendo em brasa
As estrelas clamam e dizem
Que a lua se escondeu hoje
Dizem que seria mais felizes
Se estivessem visíveis a noite
De um telescópio te observo
Mesmo perto, mesmo aqui
Olho e me sinto distante
Olha o que eu mesmo fiz pra mim
Maior que um mundo inteiro
Poderia te dar o sol, o sol
Mas só posso te dar o que tenho
Não possuo matéria além de poeira
O metafísico, o imaterial
Basta ? basta!
Melhor não dizer mais nada.
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