Lista de Poemas
Até logo boa vista
Terra grande, linda mulher e linda paisagem
Chove chuva de despedida, chora a cidade
Sorri a casa toda, chaminé ensolarada
Desmaiamos como coelhos na cartola
Tempo mágico desfez tarde o feitiço
Um solstícios que antecede a alimentação
Uma janela que nunca teve tão boa vista
Um silêncio entalado em minha garganta
E com toda certeza repetirei essa visita.
Ossos
De má fé é toda a arrogância
Que transmite da tua aura
Que emite e ecoa a tua voz
Que julga no teu filmar
De má fé é toda a soberba
Que influência por osmose
Que constrange quem recebe
Que intimida quem enxerga
Diante de todas as obras
Abraçaria pelo que vale
E ignora quem te ajuda
Diante de todos os erros
Cancelaria quem te comprou
E afagaria quem te dá mais
Contudo a ignorância de ser livre
Limitaria toda a paisagem
Mas não viveria em um mundo de mentiras
Onde o ser e o ter não passa de detalhe
Onde não há saberes maiores
Só uma plateia adoentada
Em um vale de ossos.
Lida
Acorda, medita, avalia e mantém
E no transicionar da penumbra paliativos para ofuscar
Baldes de suor furados
Livre de multinacionais e do estado
Na escuridão se parar pra pensar
Sem sombra de dúvidas, dívidas e um sol de lascar
Queria ser playboy nunca quis ser herói
Acho que ser poeta é um castigo
Clarividência sempre nos mínimos
Dos humanos embutido e em excesso faço inflamar
Face a face com a tragédia em descompasso ao aprender a amar
Sufocado de incompetência minha própria pra variar
Não é nem meio-dia, meia vida se foi
Um cigarro na boca de quem nunca sabe o que falar
Até logo boa vista
Terra grande, linda mulher e linda paisagem
Chove chuva de despedida, chora a cidade
Sorri a casa toda, chaminé ensolarada
Desmaiamos como coelhos na cartola
Tempo mágico desfez tarde o feitiço
Um solstícios que antecede a alimentação
Uma janela que nunca teve tão boa vista
Um silêncio entalado em minha garganta
E com toda certeza repetirei essa visita.
sem titulo
Tenho dito tanta coisa
Tenho lido tantos gestos
Perco tempo em quase nada
Ganho tempo em projetos
Deixo como eu desejo
Leva o que eu te entrego
Não sei se vivo o suficiente
17/08/2022
Esse texto é um desabafo de anos atras.
Eu escolhi rasgar minhas roupas e o roteiro quando vi que o baile era de máscaras e eu não tinha colocado a minha, quando vi que seria julgado por não ter uma máscara em meu rosto e por não fazer o que o grande diretor queria, amores de plastico, palavras sintéticas e a sensação de não pertencer a nenhum lugar é o que me sobra, pra onde ir quando não se tem nenhum lugar pra ir.
Eu não me lembro se eu fui feliz, eu não sei mais se quero ser esse estorvo pra todos e se alguém realmente se importa comigo vai ter essa dúvida permanecer assistindo esse lamento e essa existência inútil ou deixar eu ir e só deitar 7 palmos do chão, sozinho preenchendo as reticências do esquecimento.
Ninguém vai ser feliz ao meu lado... amigos, amores nem mesmo quem me tem como inimigo porque eu sou essa decepção e ninguém tem culpa nem mesmo eu mas tenho responsabilidade sobre isso, a quanto tempo eu vivo assim? Não vale a pena, de verdade não vale a pena de vocês, é a única pena que existe pesa mais que meu coração, sigo pagando essa pena até o dia que terei coragem de fazer errado a última vez.
25/05/2022 Não está a venda
Eu desmoronei estavam todos certos
Sempre fui alvo de olhares julgadores
Não consegui evitar os jogadores
Me espatifei no meio do concreto
Mentirosos fingem ser espertos
Sentimentos da boca pra fora
O que eu ja senti ainda sinto agora
Só que me trataram como um degeto
Recaidas que me fazem lembrar
De nunca mais falar, ver ou encontrar
Sentir somente aquilo que é correto
E o correto nem sempre vai agradar
Uma luta diaria pra poder sorrir
Epifanias e nostalgias para me manter
O pouco tempo tenho que usufruir
Porque a função da vida é morrer
E morri.
Siga em frente não desista
Aproveite a passagem, curta a vista
Não venda todas as suas poesias
Pra fazer a valer a pena a partida....
Viva.
Wake up Creepy
Ficção, eu convivo com devaneios de ficção
Fricção, os pensamentos que se chocam causam fricção
Emoção, regatas da gaveta da lamentação
O tempo é só uma medida, o universo está em mim e neles estão
Não serei refém do medo, mas eles são
Talvez tu tenha mantido segredo
Mas quem não?
Voltei 3, 5 ou 8 anos, regressão?
Não, estou relembrando os acontecimentos
Com esperança que dias bons virão
Psicose
Relatos, psicanálise e disforias
O plural que se apresenta nessa fuga
Reféns de o que se fala e o que se busca
Disciplinar a atuação de uma patologia
Mãos suadas e um desvio de atenção
Necessidade de encontrar uma resposta
Quando todas estão diante dos olhos
Diante dos rostos e diante dos desvios
Sempre exigindo mais que uma cena
Inacabada, nada me pertence
E não pertencemos a nada
Engole seco e se abriga no profundo íntimo
Um quarto e mais um quarto e mais um quarto
Apalpa, um mini infarto um corpo fraco
Sequestrado, e o resgate já está pago
Mas o desfecho tem o horário marcado.
Mania de depressão
No toca discos, toca a mesma canção
Em épocas e épocas sinto essa música
Eu compus e pra titulo carrego dúvidas
Sei dos seus trechos, melodias e versão
Semi-tom, coro, solo e introdução
O metrônomo não acompanha a levada
A cavalaria segue sempre acelerada
Palpita o meu peito no ritmo da música
O brilho estridente impede e ofusca
Destruo esse disco de novo e de novo
Sigo em frente, levanto e engulo o choro
Mesmo sabendo que algum dia
Serei convidado a ouvir essa música de novo.
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