Escritas

Lista de Poemas

Um balde

Você não tá sozinho
Foi o que disseram
Após ouvirem meus gritos
Eles sussurram entre si

Era só não ter me ingressado
Educação não justifica
Vocês sabem quem fica
E de quem é por pena

Ninguém quer ser ruim
Justificam pra não ter culpa
Mas eu gritei, andei na rua
Contei minha vida pra os cachorro da rua

Eu vi mais gatos
Não tinha um isqueiro
Meu desespero
O cara esperou o 33

Bem, não era o meu
Mas logo seria minha vez
Voltei ao incio
Eram paranóias no princípio

Seria absurdo cogitar
Bem o absurdo ocorreu
Absurdo? Eu devia ta desnorteado
Cego, mudo e surdo

Além de rir e conversar
Com os postes e árvores
Os gatos reinando no lixo
Clonazepam é um vício

Prefiro apagar pra não lembrar
Me manter calado
Quero que tudo se foda
Me deixa queto

O silêncio causa paz
Não fale muito
Falo enquanto
Puder
Zzzzzzzzzzz
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Antifa

Outro feriado
Ferido
Fedido
Fodido
Quantos passarão...
Fascista ?
Nenhum.
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Jardim virtual.

O amor
Uma flor
Enraizada
Viverá naturalmente
Até que
O amor arranque
Do jardim
Amor Por quem?
Amor Por mim?
Observar é amar
Cuidar é amar
Se preocupar é amar
Mas na cabeça
De cada um
O amor é diferente
Universos a se colidir
Alguns conseguem
Outros
Estão fadados a ficar
Com uma força
misteriosa
Potente
como uma super nova
Me impedindo de seguir
Sou criança, só sei cair
Como vou saber amar
se ainda to aprendendo andar
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Vida

vou existir até o fim do adiamento
queria agora e aproveitar pois podemos partir a qualquer momento.
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O que você quer de mim?

Eu te amo disse ela
Eu tbm respondeu ele pra ela
Ele é paranóico e não vive sem ela
Ela é inteligente, bonita e talentosa
Ele tem depressão
Ela tem ciclos de amigos ativos
Ele tem um montão
Ela é racional e justa
Ele é impulsivo
Ela resiste e luta
Por que sabe que ama ele
Mas se ele não controla as teses que culpa esse louco tem ?
Ela não tem obrigação de nd
Ele só precisa de uma casa, porque a mente que ele habita tá muito bagunçada.
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Eu tinha a bala

Eles dizem meu nome
Será que me chamam
Aclamam, conversando
Com demonios

Eu escuto quando arranha
Minhas entranhas
Pedindo toxinas
A minha pupila tá muito padrão

É o karma do cão
Só posso ter sido eu o Pilatos
É tanto descaso do acaso
Me sinto deslocado

Não quero mais me alocar
Não sou palhaço, sou bobo
Da corte, entreto mas não recebo
Estou aqui pra me passar

Desprenda e enxergue
Eu vi em você, meu eu aprendeu
Vou me desprender, e percebi
O que você não percebeu

Não é preciso expulsar, vaza
Transbordando lava, arrastamdo brasas
Queimei tanto meu eu
Que eu me esconderei de novo

Sabendo do fim, assistindo de novo
De novo e de novo e de novo
Estamos fadados a ser o que somos
Reflexos do que nos fomos
Que interfere no fim e para onde vamos

A vida é só um livro aberto com fila
Pra escrever, cada uma caneta diferente de todas
Em uma mesma linguagem a caneta falha as vezes morre e as vezes chega até o fim se ela acaba com o que você pode escrever fica registrado por quem também estava escrevendo ou por quem se interessar nas suas experiências repetitivas e monótonas

Viva o momento antes que a caneta acabe.
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Ex tolerância de um ex cristão



Metáforas e a suas capacidades de operar mudanças com comparações e indagações que geram esperanças

ou não, mas trás bonança
De saber que não tem nenhum inferno e nenhuma falsa dança

A valsa com o um ser hipotético e eterno Imutável,
gerado em um conselho seu conceito é questionável

sendo o contrário do proposto perdendo o posto
Pra a tecnologia seu objetivo é bitolar um povo

ideologia das muletas Sedentarismo de autocritica,
cadeado de buceta opressores e machistas

Monoteísmo patriarcal que em tese diz pregar amores...
Mas os merda pregaram seu cristo em uma cruz causando dores

e querem te obrigar a fazer um sacrifício quando o seu próprio deus imortal se fez homem e morreu tem moral?

E dizem que a gnt não entende
Mas a real é que todos eles que não compreendem
Que a vida é única
e a vodka esquenta no frio
primeiro passo foram as testemunhas
Pra apagar esse passado vil

Quem leu sabe e quem estudou viu
Corta pra manchete
Apresentador faltou a recuperação de quimica
Reprovando e comprovando a minha tese escrita.

sou pior que o anti cristo e essas baboseira bíblicas

poeta demonizado não endemoniado
Aspira de ateu inimigo da burguesia
Como um bar do lado de uma igreja sou resistência em forma poesia.

-$MG, CREEPYPASTA.
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Carcaças não choram



Eu nem queria estar tão bêbado domingo a tarde
Mas minhas emoções me guiam a essa bifurcação covarde
Portava na mão as bebidas que descontrolam a mente
Mas é melhor que o descontrole do destino que age inconsiente
Sou mais um desempregado desqualificado
minhas competências transversais
não contam pra ser mais um rato
de laboratório limitado e moldado
com experiências e jogos de alvos e dardos
E sedado cada passo dado
coletando os rastros dos meus fracassos
Meus olhos secos não tinham uma trégua as lágrimas acabaram
Tudo secou o poder do "eu quero"
comparado com um oásis no meio do deserto
é só miragem e eu fico perdido
com um cantil vazio na mão
e a imensa solidão de ter sido esquecido
Carcaça do que eram planos
junto aos cactos e sonhos subtraidos
Esperando essa carona que nessa altura é um resgate
que até veio mais me perdi
com os monstros que se acham mais evoluidos
e a placa no ponto de encontro com a mensagem
"quem sabe outro dia, você é preferencial mas hoje chegou tarde".
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Escuro como um corvo

Ninguém é obrigado a ficar
Sei que meus corvos assustam
Se chegar perto demais machucam
O tempo esfria e o vento a sussurrar
Uma velha gargalhando e uma máquina de tear
fio a fio a costurar
Meus dedos já estão todos sangrando
Acho que ela está me matando
Mas quem se importa todos vamos ao mesmo lugar
A transa eterna com a fria morte
em potencial ateus e necrofilos
E no mesmo raciocínio até teófilos
Sendo observado de tantos olhos
Seu calor faz falta mas a minha frialdade
Ah, minha frialdade é o que fode
ao mesmo tempo uma dependencia insana
que machuca e sara uma falsa esperança
se não tenho a quem de fora me apegar
o bom filho a casa torna, fodeu
não sou um bom filho pra onde vou voltar?
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Melancolia


Fim de semana chegando
Lavar as roupas, expelir odores
Pra a cesta cheirar a flores
E na sexta cheirarem dores
E a lembrança de cada dia passado
Filosofando na fila da padaria
Segunda feira duas da tarde
Comendo sonhos e cuspindo poesia
Ouço o som do safadão na vizinhança
No ritmo das tercina o corpo dança
Terça parte do sol nas mãos do Messias,
Natal,solzão e chuva coberto por uma névoa cinza
Sem teto no meu quarto contando estrelas
A chatice da minha alma criando mais verrugas
Mente em chamas e a coisa tá feia
Meu senhor, incrível a semana se foi rápido
passou invisível
Tantos palhaços em uma mesma casa
Os olofotes do circo iluminaram minha cara
E uma risada bem descontraída
Suas piada são praça e as minhas quinta categoria
Fim de semana chegando
Lavar as roupas expelir odores
Pra a cesta cheirar a flores
E na sexta cheirarem dores
Sábado e domingo virou rotina
As mesmas coisas, o de sempre
Me mostrou que a vida
Tem hora marcada pra entrada
E hora esperada pra saida
Viver correndo na contra mão
Em busca de explicação
Cheirando carreiras de rejeição
Tentando largar a cocaina.
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