Creepy

Creepy

n. 1995 BR BR

A verdadeira natureza humana sem doutrinas controladoras.

n. 1995-09-05, Natal

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Não gosto de domingos

Redundância de felicidade
Beijos e toques com gemidos
Um silêncio proibido
O escuro é nossa verdade
O seu abraço me alimenta
O toque demonstra minha insignificância
No meu quebra cabeça
Você me complementa
Olho no teu olho
e digo o que eu sinto...
Assustado pelo som do vizinho
Dormi pensando nela
e acordei sozinho
Eu te amo é o que eu teria dito
Mas meu sonho foi interrompido
E não vende sonhos na padaria
em dia de domingo.



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Poemas

50

Segredos

Segredos que estão
Além das telas
Além dos dedos
Além dos sons
O que esperar disso?
Segredos que são
Somente cores
Somente tato
Somente ondas
O que ignorar ?
E o que gritar ?
Segredos?
Segredos.
240

Verdura ou legume?

Eu quero te ouvir
dizer me merecer
E te dizer o mesmo
e assim entender
O que todo mundo sabe
e eu também sei
A moça do sonho sabe
Meus anjos e demônios sabem
Eles sabem
Que meus dias passam
Lento e cada minuto longe
Desalento e quando tempo se esconde
Um tormento
Pra o que antecede perto
Te olhar de longe
E te sentir me esperar
De peito aberto.
115

Mais um sobre saudades

foram 8 estações sem cores
queria todos os dias te dar flores
trazer das fabricas seus prazeres
desfrutando dos sabores

sonhos que vivi sozinho
estou perdido nos horrores
te ver de longe do ninho
pra suturar suas dores

A ajuda que eu busco
não é quimica taõ pouco externa
ligações metafísicas sobre o amor
e a liberdade da materia

Não controlo os pedidos de perdão
de antemão, te peço compreensão
pra ser mais justo, solto um pouco
pra não apertar sua linda mão

Te ver sorrir é minha vida
suas lagrimas só de emoção
quando enfim te abraçar
e não ter que enfrentar sozinho

as merdas desse mundo cão
meu desabafo em versos
em mais uma madrugada fria
de auto avaliação.
428

Sábado

A rotina tem consumido cada segundo produtivo
A rotina tem me deixado cansado
A retina não tem recebido seu reflexo
é rotina não ter um afago
440

Um balde

Você não tá sozinho
Foi o que disseram
Após ouvirem meus gritos
Eles sussurram entre si

Era só não ter me ingressado
Educação não justifica
Vocês sabem quem fica
E de quem é por pena

Ninguém quer ser ruim
Justificam pra não ter culpa
Mas eu gritei, andei na rua
Contei minha vida pra os cachorro da rua

Eu vi mais gatos
Não tinha um isqueiro
Meu desespero
O cara esperou o 33

Bem, não era o meu
Mas logo seria minha vez
Voltei ao incio
Eram paranóias no princípio

Seria absurdo cogitar
Bem o absurdo ocorreu
Absurdo? Eu devia ta desnorteado
Cego, mudo e surdo

Além de rir e conversar
Com os postes e árvores
Os gatos reinando no lixo
Clonazepam é um vício

Prefiro apagar pra não lembrar
Me manter calado
Quero que tudo se foda
Me deixa queto

O silêncio causa paz
Não fale muito
Falo enquanto
Puder
Zzzzzzzzzzz
489

Antifa

Outro feriado
Ferido
Fedido
Fodido
Quantos passarão...
Fascista ?
Nenhum.
549

Vida

vou existir até o fim do adiamento
queria agora e aproveitar pois podemos partir a qualquer momento.
529

Jardim virtual.

O amor
Uma flor
Enraizada
Viverá naturalmente
Até que
O amor arranque
Do jardim
Amor Por quem?
Amor Por mim?
Observar é amar
Cuidar é amar
Se preocupar é amar
Mas na cabeça
De cada um
O amor é diferente
Universos a se colidir
Alguns conseguem
Outros
Estão fadados a ficar
Com uma força
misteriosa
Potente
como uma super nova
Me impedindo de seguir
Sou criança, só sei cair
Como vou saber amar
se ainda to aprendendo andar
595

O que você quer de mim?

Eu te amo disse ela
Eu tbm respondeu ele pra ela
Ele é paranóico e não vive sem ela
Ela é inteligente, bonita e talentosa
Ele tem depressão
Ela tem ciclos de amigos ativos
Ele tem um montão
Ela é racional e justa
Ele é impulsivo
Ela resiste e luta
Por que sabe que ama ele
Mas se ele não controla as teses que culpa esse louco tem ?
Ela não tem obrigação de nd
Ele só precisa de uma casa, porque a mente que ele habita tá muito bagunçada.
687

Eu tinha a bala

Eles dizem meu nome
Será que me chamam
Aclamam, conversando
Com demonios

Eu escuto quando arranha
Minhas entranhas
Pedindo toxinas
A minha pupila tá muito padrão

É o karma do cão
Só posso ter sido eu o Pilatos
É tanto descaso do acaso
Me sinto deslocado

Não quero mais me alocar
Não sou palhaço, sou bobo
Da corte, entreto mas não recebo
Estou aqui pra me passar

Desprenda e enxergue
Eu vi em você, meu eu aprendeu
Vou me desprender, e percebi
O que você não percebeu

Não é preciso expulsar, vaza
Transbordando lava, arrastamdo brasas
Queimei tanto meu eu
Que eu me esconderei de novo

Sabendo do fim, assistindo de novo
De novo e de novo e de novo
Estamos fadados a ser o que somos
Reflexos do que nos fomos
Que interfere no fim e para onde vamos

A vida é só um livro aberto com fila
Pra escrever, cada uma caneta diferente de todas
Em uma mesma linguagem a caneta falha as vezes morre e as vezes chega até o fim se ela acaba com o que você pode escrever fica registrado por quem também estava escrevendo ou por quem se interessar nas suas experiências repetitivas e monótonas

Viva o momento antes que a caneta acabe.
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