Lista de Poemas
O OPOSTO DO AMOR
O oposto do amor
Não é a indiferença,
Nem tampouco o ódio,
Como muitos pensam ou dizem.
Mas o poder.
Quanto mais poder
Você quiser exercer
Sobre quem diz que ama,
Menos essa pessoa irá te amar:
1- Suportar-te não é amar-te;
2- Depender de ti não é amar-te;
3- Vender-se a ti não é amar-te;
4- Subordinar-se a ti não é amar-te;
5- Ter gratidão a ti não é amar-te...
O amor precisa de liberdade.
O amor só dura em liberdade.
O amor é e sempre será livre.
O amor é livraria.
O amor liberta e não aprisiona.
O amor emancipa.
Sem liberdade no amor,
Sem livrarias,
Os livros raros não podem ser lidos...
E muito menos compartilhados...
Não apeguem-se aos livros que,
Muitas vezes apenas pela metade,
Vocês leem, e muitos menos ainda aqueles
Que vocês só escolhem pelas capas.
Doem-se. Doem-se como livros!
O amor é uma dádiva!!!
O amor precisa ser compartilhado.
Não é a indiferença,
Nem tampouco o ódio,
Como muitos pensam ou dizem.
Mas o poder.
Quanto mais poder
Você quiser exercer
Sobre quem diz que ama,
Menos essa pessoa irá te amar:
1- Suportar-te não é amar-te;
2- Depender de ti não é amar-te;
3- Vender-se a ti não é amar-te;
4- Subordinar-se a ti não é amar-te;
5- Ter gratidão a ti não é amar-te...
O amor precisa de liberdade.
O amor só dura em liberdade.
O amor é e sempre será livre.
O amor é livraria.
O amor liberta e não aprisiona.
O amor emancipa.
Sem liberdade no amor,
Sem livrarias,
Os livros raros não podem ser lidos...
E muito menos compartilhados...
Não apeguem-se aos livros que,
Muitas vezes apenas pela metade,
Vocês leem, e muitos menos ainda aqueles
Que vocês só escolhem pelas capas.
Doem-se. Doem-se como livros!
O amor é uma dádiva!!!
O amor precisa ser compartilhado.
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DERRADEIRA
No amor,
Doce como Jiló;
No trabalho,
Produtiva feito um bicho preguiça;
Na família,
Amada como uma barata;
Entre amigos,
Adorada como os falsos e interesseiros...
Um dia, por conselho de uma amiga,
Resolveu ir à igreja.
Na igreja, depois de algum tempo,
Passou a ser adorada feito o diabo.
Certo dia, antes de dormir,
Odiando a si mesma, peguntou a Deus:
- Deus, por que me fizestes tão derradeira assim?
Deus imediatamente respondeu:
- Eu criei a mulher, e não o que fizestes de ti. Por favor, derradeira, não ponhas a culpa em mim!!!
Doce como Jiló;
No trabalho,
Produtiva feito um bicho preguiça;
Na família,
Amada como uma barata;
Entre amigos,
Adorada como os falsos e interesseiros...
Um dia, por conselho de uma amiga,
Resolveu ir à igreja.
Na igreja, depois de algum tempo,
Passou a ser adorada feito o diabo.
Certo dia, antes de dormir,
Odiando a si mesma, peguntou a Deus:
- Deus, por que me fizestes tão derradeira assim?
Deus imediatamente respondeu:
- Eu criei a mulher, e não o que fizestes de ti. Por favor, derradeira, não ponhas a culpa em mim!!!
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PESSOAS MADURAS ENSINAM APRENDENDO A AMAR
Se o desejo ou a libido é o que move a vida, e se só desejamos o que não temos, então o amor não é “completude”, como muitos acreditam, mas “falta”: uma busca constante.
E por dois motivos:
E por dois motivos:
1- Na juventude, ainda que existam exceções, buscamos a beleza física;
2- Quando amadurecemos, muito além dela, buscamos também a beleza da alma.
Ou seja, se os jovens amam, eles amam porque desejam amar; e se as pessoas maduras amam, elas amam porque ensinam aprendendo a amar.
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SEXO BOM NÃO É AMOR!
Seja à primeira, à segunda ou mesmo a partir da 99ª vista, desejo, vontade, excitação ou paixão se confundem com amor e, se o sexo for bom, a gente é capaz de jurar – mais de mil vezes e para quem quiser ouvir – que é amor.
Mais:
1- A gente é capaz de querer casar em dias, semanas ou meses;
2- A gente é capaz inclusive de – cegos de paixão, viciados em sexo bom – sermos fiéis a pessoas promíscuas e poligâmicas, ainda que elas nunca tenham prometido nem exigido de nós fidelidade alguma;
3- A gente é capaz de se tornar cativo (por insanidade própria) de pessoas sem caráter e sem o mínimo de humanidade e respeito por nós;
4- A gente é capaz até mesmo de inverter a realidade:
A - De sofrermos pensando que estamos felizes;
B - De sermos usados pensando que estamos sendo amados.
Moral: se você é “humano, demasiado humano” (Nietzsche/1844-1900), não despreze o sexo bom, porque sexo é vida. Entretanto, lembre-se: morte é viciar-se nele; morte é confundi-lo ou querer colocá-lo no lugar do amor.
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O VERDADEIRO AMOR
Quem sempre vive em dúvidas entre dois ou mais amores não ama nenhum deles (se amasse não viveria em dúvidas). O verdadeiro amor te abduz de todos os outros ditos possíveis amores: ele te torna visionário para a felicidade e, sendo assim, cega-te e mortifica-te para os encantos de qualquer outra pessoa; ele despreza tudo o que não seja o objeto do seu desejo.
O verdadeiro amor é fiel não por uma mera questão de caráter, ética ou moral, mas porque é da sua própria natureza sê-lo. Dizem que a gente só ama de verdade uma ou duas vezes na vida – e isso tem lá o seu fundo de verdade. Dizem que o verdadeiro amor é eterno – e muitos acreditam nisso.
Penso diferente: o verdadeiro amor acontece sempre, e em vários momentos durante a nossa vida: é quando você, ainda que por pouco tempo, quando está com alguém sensacional, muito além de especial, simplesmente não lembra ou não quer mais saber de ninguém.
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A VIDA SEM ARTES OU ARTISTAS É UM ERRO
A pessoa não precisa necessariamente amar a outra. Só atuar bem. Ser uma excelente atriz ou ator. Ser digna de concorrer ao Oscar. O problema é que às vezes um casal feliz de bons atores se apaixona, ou seja, quer ser feliz na vida real como na ficção. Aí muitas vezes não dá certo.
Amar e ser amado é algo quase da ordem do milagre. Vai acontecer no máximo duas ou três vezes na vida. Portanto, quer viver o menos triste possível? Não perca nunca a esperança de algum dia encontrar um amor recíproco. Todavia, enquanto ele não chega, seja o melhor ator ou atriz que você puder. A vida às vezes imita a arte. A arte é o melhor caminho para se construir novas possibilidades de vida. Seja artista. Arte é vida. A vida sem Artistas ou arte é um erro. Artistas não são pessoas falsas ou dissimuladas. A loucura deles não é doença, mas saúde interior.
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MULHERES TRAÍDAS E SOLITÁRIAS
Vai-se a primeira mulher traída e solitária...
Vai-se outra... mais outra... Enfim centenas
De mulheres vão-se das tristezas dos lares...
– Apenas calam-se sigilosas suas moradas...
À noite, quando voltam das ritualísticas noitadas...,
Os machistas encontram-nas serenas, plenas,
Belas adormecidas, felizes açucenas violadas...
Por outros voluptuosamente bem regadas...
Também dos desejos onde desabotoam, ecoam...
Os afetos e corpos das mulheres sedentas voam...
Como pombas que, saciadas, voltam aos pombais...
Os homens que as traem mentem que as amam...
Elas, porém, quando entregam-se a outros sonham...
Porque aos tais já não amam mais...
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A JUSTIÇA DO AMOR
O amor, ainda que tardio,
Rouba-nos da tristeza...
E devolve-nos à felicidade...
O amor, ainda que tardio,
Por ser o princípio e a essência da vida,
Ao encontrar-nos fruta consumida...,
Caroço lançado fora,
Coloca-nos outra vez na condição de semente...
E faz-nos germinar novamente:
Faz-nos dar frutos até mesmo onde se dizia
Só haver desertos...
O amor, ainda que tardio,
Livra-nos de quem não tem,
Nunca teve, e nem nunca terá
A fiel intenção ou capacidade de amar-nos...
O amor, ainda que tardio,
Coloca-nos como relíquia, preciosidade,
No caminho daquele (a) que,
Também já cansado (a) de se perder,
Segue destemido (a) na contramão da solidão.
O amor, assim como a justiça de Deus,
Mesmo muitas vezes parecendo cego...
Surdo e mudo, algumas vezes até tarda,
Mas nunca, nunca falha...
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A FENOMENOLOGIA DO AMOR
O que existe, de tudo o que dito existe,
É somente o que revela a nossa intenção...
Seja ela a do corpo, do espírito, do espanto,
Da intuição, da curiosidade ou da razão...
O que persiste, de tudo o que dito existe,
É somente o que revela a nossa vontade...
Seja ela a da alma, da paixão, do encanto,
Do beijo, do coração ou da necessidade...
Toda consciência é consciência “de”.
Só amamos, odiamos, ouvimos, vemos,
Aprendemos, tocamos, percebemos...
O que tem sentido para nós de ser...
O significativo é o que cativa e abduz...
A nossa alma, corpo e consciência...
E todo o resto para nós não existe...
É desprezo, inclusive, a tudo o que insiste:
É ausência, displicência, indiferença...
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CARTA ABERTA AOS HOMENS INFANTIS
Sua namorada não é sua... Ela não é sua propriedade. Ela é apenas uma pessoa que, como qualquer outra, deseja ser ou estar feliz e, nesse momento, a fim de saber exatamente quem você é, está passando um tempo ao seu lado.
Portanto, mantenha o seu ego, mas não abandone a sua humildade, pois da mesma forma que um dia ela já esteve se dizendo apaixonada nos braços de outros, um dia poderá estar em outro que não seja o seu.
Ou seja, cuide bem dela, faça por merecê-la se esse for um desejo sincero do seu coração. Se, porém, o seu objetivo for o de apenas querer ostentá-la como um troféu para amigos em nome da sua vaidade, saiba que você já a perdeu, e não tê-la mais ao seu lado será apenas uma questão de tempo e/ou de oportunidade.
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CLEBERSON Eduardo da Costa (mais de 100 livros publicados, muitos deles traduzidos para outros idiomas) é natural do Rio de Janeiro, formado pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/1995-1998), Pós-graduado em educação, Pós-graduando em Filosofia e Direitos Humanos, Pesquisador, Professor universitário, Especialista em metodologia do ensino superior, Pedagogo, Livre-pensador, Licenciado em Fundamentos, Sociologia, Psicologia e Filosofia da educação, Didática, EJA (educação de Jovens e adultos), etc.
Além disso, foi aluno Especial do Mestrado em Educação (1999-2001/PROPED/UERJ), matriculado, após aprovação em concurso, nas disciplinas [seminários de pesquisa] “ESTATUTO FILOSÓFICO” (ministrado e coordenado pela professora Drª Lilian do Vale); e “POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA” (ministrado e coordenado pelo professor Dr. Pablo Gentili).
Estudou também no curso de MBA em Gestão Empresarial pela FUNCEFET/RJ/Região dos Lagos (2003-2005); no curso de Pós-Graduação em Administração e Planejamento da Educação pela UERJ (1999-2000); e realizou vários cursos livres e/ou de aperfeiçoamento nas áreas da filosofia e da psicanálise por instituições diversas, entre elas a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e a SBPI (sociedade brasileira de psicanálise integrada).
De 1998 a 2008, atuou como professor de ensino superior (Instituto Superior de Educação da UCAM/universidade Cândido Mendes) nos campos universitários de Niterói, Nova Friburgo, Araruama, Rio de Janeiro, Teresópolis, Rio das Ostras, etc. Participou (em sua trajetória profissional e/ou intelectual acadêmica) de diversas pesquisas, como, por exemplo, o projeto UERJ-DEGASE, relativo à (EJA) e também em pesquisas centradas em problemáticas políticas, filosóficas e pedagógicas com professores renomados, como Pablo Gentili (UERJ/CLACSO), Cleonice Puggian (UNIGRANRIO), Carla Imenes (UEPG), Cristiane silva Albuquerque (UERJ), entre muitos outros.
Atualmente dedica-se à docência universitária; a pesquisas em educação; a consultorias relativas à educação, no sentido do aprimoramento, da superação e do desenvolvimento humano; à realização de palestras acadêmicas e multiorganizacionais e à produção de obras nos mais diversos campos do saber.
clebersonuerj@gmail.com
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