Escritas

SEXO BOM NÃO É AMOR!

Cleberson Eduardo da Costa

Seja à primeira, à segunda ou mesmo a partir da 99ª vista, desejo, vontade, excitação ou paixão se confundem com amor e, se o sexo for bom, a gente é capaz de jurar – mais de mil vezes e para quem quiser ouvir – que é amor.
Mais:
1- A gente é capaz de querer casar em dias, semanas ou meses;
2- A gente é capaz inclusive de – cegos de paixão, viciados em sexo bom – sermos fiéis a pessoas promíscuas e poligâmicas, ainda que elas nunca tenham prometido nem exigido de nós fidelidade alguma;
3- A gente é capaz de se tornar cativo (por insanidade própria) de pessoas sem caráter e sem o mínimo de humanidade e respeito por nós;
4- A gente é capaz até mesmo de inverter a realidade:
A - De sofrermos pensando que estamos felizes;
B - De sermos usados pensando que estamos sendo amados.

Moral: se você é “humano, demasiado humano” (Nietzsche/1844-1900), não despreze o sexo bom, porque sexo é vida. Entretanto, lembre-se: morte é viciar-se nele; morte é confundi-lo ou querer colocá-lo no lugar do amor.
 

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