Lista de Poemas
JUIZ MORO OU NIETZSCHE?
1- Para Aristóteles, filósofo da antiguidade grega, "A VERDADE É A ADEQUAÇÃO DO PENSAMENTO À COISA REAL";
2- Para o juiz Moro, contrariando Aristóteles, "A VERDADE É A CONVICÇÃO" ;
3- Para Nietzsche, contrariando o juiz Moro, "AS CONVICÇÕES SÃO MAIS INIMIGAS DA VERDADE DO QUE AS MENTIRAS...".
2- Para o juiz Moro, contrariando Aristóteles, "A VERDADE É A CONVICÇÃO" ;
3- Para Nietzsche, contrariando o juiz Moro, "AS CONVICÇÕES SÃO MAIS INIMIGAS DA VERDADE DO QUE AS MENTIRAS...".
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A CARA
Era uma cara
Bastante dissimulada,
Sem princípio ético,
Moral: nada.
Na raiz do dia
Era só ilusão.
Não tinha asas
Para sair do chão.
Queria, a qualquer preço,
O que sempre teve
E nunca deu valor.
Impossível refletir.
Sinceridade não havia ali.
Mas era uma cara perfeita,
Como tudo o que há no mundo
De mais encantador e belo.
No olhar dos tolos, inclusive,
Passível de amor eterno.
Bastante dissimulada,
Sem princípio ético,
Moral: nada.
Na raiz do dia
Era só ilusão.
Não tinha asas
Para sair do chão.
Queria, a qualquer preço,
O que sempre teve
E nunca deu valor.
Impossível refletir.
Sinceridade não havia ali.
Mas era uma cara perfeita,
Como tudo o que há no mundo
De mais encantador e belo.
No olhar dos tolos, inclusive,
Passível de amor eterno.
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MULHER-FENÔMENO
Ela é poesia para quem sabe ler...
Arte concreta, realista...
Muito além de impressionista...
Pós-moderna ou surrealista,
Nos olhos de quem sabe ver...
Ela é o amor...
Para quem ainda pode sentir...
Bela, inocente, displicente...
E, ao mesmo tempo mestra...
Na arte de seduzir...
Ela é o mar, o azul,
Onda forte a puxar...
É o sol, corpo nu...
Querendo incendiar...
Ela é arco-íris
Nos dias de solidão...
Mas também rosa púrpura:
Vopúpias, desejos, paixão...
Arte concreta, realista...
Muito além de impressionista...
Pós-moderna ou surrealista,
Nos olhos de quem sabe ver...
Ela é o amor...
Para quem ainda pode sentir...
Bela, inocente, displicente...
E, ao mesmo tempo mestra...
Na arte de seduzir...
Ela é o mar, o azul,
Onda forte a puxar...
É o sol, corpo nu...
Querendo incendiar...
Ela é arco-íris
Nos dias de solidão...
Mas também rosa púrpura:
Vopúpias, desejos, paixão...
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CONSEQUÊNCIA
Nem tente, agora,
Conter minhas lágrimas:
Esse rio já fez transbordar o mar
De esperança e fé...
No amor de outra mulher.
Nem tente, agora,
Resgatar-me da chuva:
Nela estou a dançar,
Certo de que, em breve,
Outra primavera surgirá.
Nem tente, agora,
Fazer o impossível:
O tempo já mudou a rota do meu coração
Rumo a uma nova paixão.
Conter minhas lágrimas:
Esse rio já fez transbordar o mar
De esperança e fé...
No amor de outra mulher.
Nem tente, agora,
Resgatar-me da chuva:
Nela estou a dançar,
Certo de que, em breve,
Outra primavera surgirá.
Nem tente, agora,
Fazer o impossível:
O tempo já mudou a rota do meu coração
Rumo a uma nova paixão.
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NIETZSCHE: PARA ALÉM DO BEM E DO MAL OU PARA ALÉM DO BOM E DO MAU?
Escreveu o filósofo Immanuel Kant:
“Ignorância é fazer uso nocivo das próprias forças e/ou forças alheias contra si mesmo e/ou contra o próximo. Sabedoria, por outro lado, é fazer uso benéfico... das próprias forças e/ou forças alheias a favor de si mesmo e/ou a favor do próximo".
Moral: segundo Kant, "se um homem de fato é sábio, ele não usa a sua inteligência ou sabedoria para o mal; se um homem pratica o mal, ele está longe de ser um sábio...”.
Problematizou tal questão porém Nietzsche, fazendo-nos pensar sobre a moral abstrata e/ou sobre a ideia de Imperativo Categórico postulada por Kant:
1- O que é o mal?
2- O que é o bem?
E concluiu Nietzsche, após especular a história através do seu chamado método genealógico:
1- O bem e o mal não são nada mais do que apenas os seus sentidos e os seu valores; ou seja:
2- “O homem, para poder se libertar da moral dos escravos, que apenas tem-no, ao longo dos séculos, despotencializado ou enfraquecido, precisa estar e/ou viver para além do bem e do mal”.
Nietzsche, ao criticar Kant, deixou em muitos, todavia, uma grande dúvida:
“Estar e/ou viver para além do “bem” e do “mal” é o mesmo que estar e/ou viver para além do “bom” e “mau”?”.
Em outras palavras, "estar e/ou viver para além do bem e do mal é o mesmo que colocar-se na condição de assassino, corrupto, ladrão, pedófilo e/ou então de qualquer outro ser dito imoral, antiético e/ou criminoso?
Certamente que não!
Para Nietzsche o homem precisa colocar-se na condição daquele que se faz capaz de transvalorar todos os valores, ou seja, de imprimir sentido à vida. E os caminhos para isso não os do crime e/ou os das ditas imoralidades, mas sim os da arte e da filosofia.
“Ignorância é fazer uso nocivo das próprias forças e/ou forças alheias contra si mesmo e/ou contra o próximo. Sabedoria, por outro lado, é fazer uso benéfico... das próprias forças e/ou forças alheias a favor de si mesmo e/ou a favor do próximo".
Moral: segundo Kant, "se um homem de fato é sábio, ele não usa a sua inteligência ou sabedoria para o mal; se um homem pratica o mal, ele está longe de ser um sábio...”.
Problematizou tal questão porém Nietzsche, fazendo-nos pensar sobre a moral abstrata e/ou sobre a ideia de Imperativo Categórico postulada por Kant:
1- O que é o mal?
2- O que é o bem?
E concluiu Nietzsche, após especular a história através do seu chamado método genealógico:
1- O bem e o mal não são nada mais do que apenas os seus sentidos e os seu valores; ou seja:
2- “O homem, para poder se libertar da moral dos escravos, que apenas tem-no, ao longo dos séculos, despotencializado ou enfraquecido, precisa estar e/ou viver para além do bem e do mal”.
Nietzsche, ao criticar Kant, deixou em muitos, todavia, uma grande dúvida:
“Estar e/ou viver para além do “bem” e do “mal” é o mesmo que estar e/ou viver para além do “bom” e “mau”?”.
Em outras palavras, "estar e/ou viver para além do bem e do mal é o mesmo que colocar-se na condição de assassino, corrupto, ladrão, pedófilo e/ou então de qualquer outro ser dito imoral, antiético e/ou criminoso?
Certamente que não!
Para Nietzsche o homem precisa colocar-se na condição daquele que se faz capaz de transvalorar todos os valores, ou seja, de imprimir sentido à vida. E os caminhos para isso não os do crime e/ou os das ditas imoralidades, mas sim os da arte e da filosofia.
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MERGULHA EM MIM; RESPIRA-ME
Não estou aqui
Estou fora de mim
Mas, ao mesmo tempo,
E em lugar nenhum.
Você me possui
Mas não me tem
Não sou meu
Não sou seu
Não sou de ninguém.
Sou mar, amor.
Sou ar, amor.
Mergulha em mim;
Respira-me...
Não estou nem aí
Estou fora de si
Não sou zero
Nem menor que um.
Você me beija
Mas não me sente
Não sou recíproco
Nem indiferente.
Sou mar, amor.
Sou ar, amor.
Mergulha em mim;
Respira-me...
Estou fora de mim
Mas, ao mesmo tempo,
E em lugar nenhum.
Você me possui
Mas não me tem
Não sou meu
Não sou seu
Não sou de ninguém.
Sou mar, amor.
Sou ar, amor.
Mergulha em mim;
Respira-me...
Não estou nem aí
Estou fora de si
Não sou zero
Nem menor que um.
Você me beija
Mas não me sente
Não sou recíproco
Nem indiferente.
Sou mar, amor.
Sou ar, amor.
Mergulha em mim;
Respira-me...
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AGORA TANTO FAZ
Agora tanto faz
Quem acertou
Ou quem errou,
Se só desejamos,
Esperamos, ansiosos,
Por um novo amor...
Nem valeu
O quanto durou:
Não merecemos
Ser amados sem amor...
Talvez, um dia,
Se aprendermos a amar
Quem sabe não poderemos
Outra vez nos encontrar...
Mas, agora,
Melhor deixar assim:
Eu longe de você;
Você distante de mim.
Quem acertou
Ou quem errou,
Se só desejamos,
Esperamos, ansiosos,
Por um novo amor...
Nem valeu
O quanto durou:
Não merecemos
Ser amados sem amor...
Talvez, um dia,
Se aprendermos a amar
Quem sabe não poderemos
Outra vez nos encontrar...
Mas, agora,
Melhor deixar assim:
Eu longe de você;
Você distante de mim.
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PARADOXOS DO MUNDO PÓS-MODERNO
Os miseráveis querem parecer ricos;
Os insignificantes – inesquecíveis, mitos;
Os derrotados querem parecer vencedores;
Os maléficos – benfeitores;
As ilusões – verdadeiros amores...
Os infelizes querem gerar risos;
Os falsos e fingidos – confiança;
Os invejosos – comunhão;
Os medrosos – segurança;
Os roubadores – justiça social...
Os famintos querem parecer prósperos;
As mães abortivas – Marias;
Os irmãos Caim e Abel – sinfonias;
Os fracassados – bem sucedidos;
As serpentes – sem veneno e sem dentes;
Os que são menos – mais...
Os insignificantes – inesquecíveis, mitos;
Os derrotados querem parecer vencedores;
Os maléficos – benfeitores;
As ilusões – verdadeiros amores...
Os infelizes querem gerar risos;
Os falsos e fingidos – confiança;
Os invejosos – comunhão;
Os medrosos – segurança;
Os roubadores – justiça social...
Os famintos querem parecer prósperos;
As mães abortivas – Marias;
Os irmãos Caim e Abel – sinfonias;
Os fracassados – bem sucedidos;
As serpentes – sem veneno e sem dentes;
Os que são menos – mais...
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CURA DA SOLIDÃO
De todas as dores de amor,
De todos os pseudoverdadeiros amores
Sairei correndo, sem zelo, triste, ausente,
Certo do engano, em prantos.
Como ermo, que a tudo desfaz,
Que brota dos desencantos,
Abdique meu eu, esperançoso,
Desses trágicos tormentos...
Quero a utopia...
Quero ser feliz,
Quero amar e ser amado um dia,
Mas, ao mesmo tempo,
Livre como o vento...
Quero poder ir,
Permanecer...
Amar em qualquer canto,
Deslocar-me, viajar,
Encantar-me,
Rir meu riso...
Secar meu pranto...
Nos amores do vento,
Nas ventanias, nos sussurros...
Dos ares de perfumes impuros
Em movimento.
Por fim,
Enquanto essa soberana liberdade perdure,
Que vivam e realizem-se, em mim,
Os sonhos e desejos de quem apenas sobrevive...
E não vive:
Que encontre eu sempre um novo amor...
Em qualquer cama;
E que, assim, possa desdizer-me, curar-me...
Das dores de amor que tive.
Que não sejam, entretanto,
Nem por um momento,
Essas amadas, como remédio, saudosas,
Posto que também são lamas.
Que sejam elas apenas eficazes,
Ritos de passagem...
Enquanto eu,
Das muitas dores de pseudoamores,
Momentaneamente me cure.
De todos os pseudoverdadeiros amores
Sairei correndo, sem zelo, triste, ausente,
Certo do engano, em prantos.
Como ermo, que a tudo desfaz,
Que brota dos desencantos,
Abdique meu eu, esperançoso,
Desses trágicos tormentos...
Quero a utopia...
Quero ser feliz,
Quero amar e ser amado um dia,
Mas, ao mesmo tempo,
Livre como o vento...
Quero poder ir,
Permanecer...
Amar em qualquer canto,
Deslocar-me, viajar,
Encantar-me,
Rir meu riso...
Secar meu pranto...
Nos amores do vento,
Nas ventanias, nos sussurros...
Dos ares de perfumes impuros
Em movimento.
Por fim,
Enquanto essa soberana liberdade perdure,
Que vivam e realizem-se, em mim,
Os sonhos e desejos de quem apenas sobrevive...
E não vive:
Que encontre eu sempre um novo amor...
Em qualquer cama;
E que, assim, possa desdizer-me, curar-me...
Das dores de amor que tive.
Que não sejam, entretanto,
Nem por um momento,
Essas amadas, como remédio, saudosas,
Posto que também são lamas.
Que sejam elas apenas eficazes,
Ritos de passagem...
Enquanto eu,
Das muitas dores de pseudoamores,
Momentaneamente me cure.
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VERDADEIROS VENCEDORES
Não importa onde...
Não importa o tempo
Não se vive de memórias,
De estórias, de histórias,
De antigos sucessos ou bons momentos.
O Ser que se diz de fato ser,
Precisa estar sempre sendo...
Não importam as medalhas...
Não importam as vitórias...
Uma imprudência agora,
Apaga, ofusca, deteriora,
Todos os momentos d'antes
Celebrados e/ou vividos de glória...
Os guerreiros verdadeiros...
Os vencedores verdadeiros...
Lutam todos os dias contra
E a favor de si mesmos:
Lutam contra tudo que os fazem parar, acomodarem-se;
E a favor de tudo o que os fazem crescer, superarem-se.
"O homem é superável!",
Como certa vez escreveu Nietzsche.
Pergunto-me e pergunto-vos então:
"O que temos feito nós para o superarmos,
Ou melhor, para superar-nos?"
Não importa o tempo
Não se vive de memórias,
De estórias, de histórias,
De antigos sucessos ou bons momentos.
O Ser que se diz de fato ser,
Precisa estar sempre sendo...
Não importam as medalhas...
Não importam as vitórias...
Uma imprudência agora,
Apaga, ofusca, deteriora,
Todos os momentos d'antes
Celebrados e/ou vividos de glória...
Os guerreiros verdadeiros...
Os vencedores verdadeiros...
Lutam todos os dias contra
E a favor de si mesmos:
Lutam contra tudo que os fazem parar, acomodarem-se;
E a favor de tudo o que os fazem crescer, superarem-se.
"O homem é superável!",
Como certa vez escreveu Nietzsche.
Pergunto-me e pergunto-vos então:
"O que temos feito nós para o superarmos,
Ou melhor, para superar-nos?"
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CLEBERSON Eduardo da Costa (mais de 100 livros publicados, muitos deles traduzidos para outros idiomas) é natural do Rio de Janeiro, formado pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro/1995-1998), Pós-graduado em educação, Pós-graduando em Filosofia e Direitos Humanos, Pesquisador, Professor universitário, Especialista em metodologia do ensino superior, Pedagogo, Livre-pensador, Licenciado em Fundamentos, Sociologia, Psicologia e Filosofia da educação, Didática, EJA (educação de Jovens e adultos), etc.
Além disso, foi aluno Especial do Mestrado em Educação (1999-2001/PROPED/UERJ), matriculado, após aprovação em concurso, nas disciplinas [seminários de pesquisa] “ESTATUTO FILOSÓFICO” (ministrado e coordenado pela professora Drª Lilian do Vale); e “POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA” (ministrado e coordenado pelo professor Dr. Pablo Gentili).
Estudou também no curso de MBA em Gestão Empresarial pela FUNCEFET/RJ/Região dos Lagos (2003-2005); no curso de Pós-Graduação em Administração e Planejamento da Educação pela UERJ (1999-2000); e realizou vários cursos livres e/ou de aperfeiçoamento nas áreas da filosofia e da psicanálise por instituições diversas, entre elas a FGV (Fundação Getúlio Vargas) e a SBPI (sociedade brasileira de psicanálise integrada).
De 1998 a 2008, atuou como professor de ensino superior (Instituto Superior de Educação da UCAM/universidade Cândido Mendes) nos campos universitários de Niterói, Nova Friburgo, Araruama, Rio de Janeiro, Teresópolis, Rio das Ostras, etc. Participou (em sua trajetória profissional e/ou intelectual acadêmica) de diversas pesquisas, como, por exemplo, o projeto UERJ-DEGASE, relativo à (EJA) e também em pesquisas centradas em problemáticas políticas, filosóficas e pedagógicas com professores renomados, como Pablo Gentili (UERJ/CLACSO), Cleonice Puggian (UNIGRANRIO), Carla Imenes (UEPG), Cristiane silva Albuquerque (UERJ), entre muitos outros.
Atualmente dedica-se à docência universitária; a pesquisas em educação; a consultorias relativas à educação, no sentido do aprimoramento, da superação e do desenvolvimento humano; à realização de palestras acadêmicas e multiorganizacionais e à produção de obras nos mais diversos campos do saber.
clebersonuerj@gmail.com
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