Lista de Poemas
“CADA PASSO DA ESTRADA”
Eu vivi tempos, mas me faltaram ideias para o meu prosseguir envolto em tantas duvidas, e os meus passos encurtaram o caminhar.
Passei perto de algumas oportunidades, mas meus pés não declinaram para as tais vias de percepção de alguns progressos.
Fui muito eu, buscando outros, por achar que não se chega sozinho a lugar algum, e se chegar, o ápice da chegada não seria tão rico de aprendizado.
Fui beirando vias, mas nunca tive medo de seguir. e tampouco titubeei o pisar, pois sempre acreditei que só dá topada o pé que anda.
Até aqui, sim até aqui, fui um guerreiro, um desbravador, um atrevido, tive coragem de aceitar os tapas na cara que a vida me deu, os chutes que o destino me aplicou e os abraços sem aperto que alguns PSEUDOS AMIGOS me deram.
Desnudei revoltas, ignorei os NÃOS e parti em busca dos SINS, mesmo sendo estes tão difíceis, mas reconheço que apesar dessas dificuldades, é possível consegui-los. Sim, é possível consegui-los, a gente só precisa acreditar, lutar e confiar que De3us está olhando por nós.
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VELHOS
Fiquei na estrada vendo a caminhada caminhar por mim.
Meus pés já cansados, meus versos largados,
Meus passos no fim.
Se eu fui o primeiro, sou um derradeiro tão só a seguir,
Nos botes nos laços, onde estão outros braços,
Que já não os vejo aqui?
Deixaram-me o sonho e os tantos elogios se perderam no ar
Hoje estou esquecido, sou um barco perdido,
Na deriva a vagar.
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ISO CONFINAMENTO
Eu quero as ruas sem porteiras e sem mascaras
Quero cantar viver sonhar e divertir
Não me tranquem, pois os versos reprimidos.
Em pouco tempo pode até se diluir
Não sou culpado pelos erros de alguns
Que destruíram o viver em um segundo
E alastrou o vento da morte assustando
E destruindo o sorrir de todo o mundo
Não sou uma peça que se joga num tabuleiro
E não aceito ser assim manipulado
Quero meus passos nas calçadas e nas ruas
E a liberdade de EXERCER o canto falado
Se há um vírus pode haver a competência
Imediata pra sanar a situação
Se em pouco tempo vocês constroem uma bomba
Operem o cérebro em favor da solução
Pois nosso povo está morrendo a cada dia
E feito gados estamos em nossos currais
Trancafiados e vocês criando as leis
Enquanto o povo vai morrendo mais e mais
Não vou viver de AUXILIO EMERGENCIAL
Preciso logo desse alvará de soltura
Quero andar e seguir no meu oficio
Sou um artista fruto da nossa cultura.
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COMO DIZER, EU SOU DA BAHIA?
Sou da Bahia, desde os tempos em que França Teixeira e Marco Aurélio erram narradores esportivos. Desde que Agnaldo, André Mario Sergio, e Osni, eram jogadores do vitória e desde que Buttice, Onça, Amorim e Baiaco eram jogadores do Bahia, e desde a fundação do ATLÉTICO DE ALAGOINHAS – O CARCARÁ – E seu artilheiro DENDÊ.
Desde os tempos em que Madame Beatriz fazia suas previsões entre passado, presente e futuro, e Omar Cardoso falava o nosso horoscopo todas as manhãs. Sou da Bahia, desde os tempos do programa esportivo NO CAMPO DO 4, e do assustador programa: EU ACREDITO NO INCRIVEL. Sou da Bahia desde os tempos do RECREIO com TIA ARILMA.
Desde a bicicleta Monark Águia de ouro e dos Gostosos deliciosos os biscoitos Tupy. (CREME CRACKER CHOCOLATE LEITE, ALEGRIA DA GAROTADA, BISCOITOS TUPY, MELHORES EU NUNCA VI, EU NUNCA VI).
Desde os tempos das PILULAS DO NORTE (PARA TER MAIS APETITE, TOME PILULAS DO NORTE). E, também, desde o comercial de xarope que dizia: CUIDADO COM A GRIPE MAL CURADA PROTEJA O SEU PULMÃO, COM O XAROPE BRANDÃO.
Desde as Lojas, TIO CORREIA, INSINUANTE SADEL, MESBLA, J.TAKESHITA, OTICAS ERNESTO (ERNESTO MEU RAPAZ) E, só por curiosidade, eu não tive o PRAZER de subir ou descer a LADEIRA DA MONTANHA. Que pena.
Sou da Bahia desde que ZÉ GRILO e DONA CECÉU, comentavam sobre o NA POLICIA E NAS RUAS. Sou da Bahia, desde que eu debruçava meus ouvidos para curtir os comunicadores TONI CESAR, ou JOTA LUNA que com o seu programa deixava as tardes muito mais baianas.
Desde os tempos da CAPEMI, da CASA FORTE (Caderneta, de poupança casa forte vou abrir, meu dinheiro vai crescendo e amanhã posso sorrir casa forte é segurança Casa forte vou abrir). Desde o BANCO ECÔNOMICO, do NACIONAL, e do nosso BANEB.
Desde a JURUBEBA LEÃO DO NORTE (TEM GOSTO BOM DE BAHIA), da AGUARDENTE JACARÉ, (SE VOCÊ É BOM DE BICO E GOSTA DE TOMAR MÉ, BEBA A MELHOR CACHAÇA, AGUARDENTE JACARÉ) da BAIUCA, do SUCO MAGUARY e do refrigerante XODÓ DA BAHIA.
Eu sou da Bahia, desde que ao sair da capital para o interior (INHAMBUPE) eu embarcava no Ônibus LUXO SALVADOR, que depois passa ser VIAZUL, depois veio a CATUENSE, SANTA MARIA.
Sim, sou da Bahia, desde que essas minhas memórias, eternizam um viver de um passado tão doce, que trazem lembranças armazenada no meu cérebro, que volta e meia faz-me lembrar de tanta coisa bonita que só na Bahia vivi.
Carlos Silva – poeta, cantor e compositor, escritor de livretos de cordéis, pesquisador e Mestre de Culturas populares.
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DEVE SER BOM MORRER
Morrer é uma arte. Deve ser bom morrer, ir adormecendo aos poucos achando que vai dormir e que logo logo acordará para enfrentar o mundo com suas vantagens e desvantagens em vivê-lo.
Deve ser bom morrer. Não mais pagarás as dividas (mesmo que carregue pro tumulo o nome de caloteiro, e dai)?
Voce pode até ser um Messias, mas não faz milagres para ganhar dinheiro, né verdade? E dai? Perguntarão alguns que nunca se preocuparam contigo.
As coisas ficarão os amigos aparecerão para consolar os teus parentes que aqui ficarão alimentando (Por um limite de tempo) a tua falta em suas vidas.
Mas será tão bom (mesmo que tu não saibas mais disso) que muitos dirão palavras tão belas ao teu respeito, inventarão historias para extrair risos de quem tiver saco para escutar. Pode até aparecer alguém para perguntar aos teus familiares: E AGORA, QUEM PAGARÁ CONTA QUE ELE TINHA COMIGO?
É nessa hora que já instruir os meus para partir com a resposta pronta: Chegue ali perto do caixão e pergunte a ele. Mas fale baixo pros outros não ouvire a conversa.
Deve ser bom morrer. No velório (Cheio de gente que não cabia mais um pé num centímetro quadrado), alguém ia tecendo comentários se aproveitando da situação ali exposta e dizia: Quantos virão ao velório e ao sepultamento tecer palavras honrosas chorosas e tristes?
O Face book, Instagram. Twiter, caixas de mensagens dos E-mails, Mensagens no Whatsapp, Messenger e os cambal a 30. Nossa! Nossa... como voce era querido, amado, respeitado, admirado, curtido, lembrado, bem quisto, elogiado, preferido, chamado, convidado, destacado. Caramba, estou boquiaberto.
Quanto amor carinho, amizade, respeito, lealdade, fidelidade, ternura, confiança as pessoas tinham e sentiam por voce.
Mas afinal, ele morreu de que? Indagada a viúva e os filhos ali juntos abraçados, cada um ia respondendo mais ou menos assim:
Depressão. Pois há tempos ninguém lhe estendeu a mão em nenhum dos seus projetos.
Ninguém o convidava mais para fazer as coisas que sempre fez quando podia antes do AVC.
Foi secando de tristeza por ter ajudado a tantos e ter se sentido sozinho sem ter um amigo que o amparasse, Morreu de tédio porque nunca pôde contar com apoio e nem ajuda das pessoas que ele tanto ajudara em vida.
Morreu dizendo que daria tudo na vida pra ter um abraço da pessoa que ele tanto admirava como amigo, companheiro de tantas labutas de outrora.
Antes de chegar ao caçula, só restavam a esposa, os 5 filhos, os coveiros e o administrador do cemitério a ordenar: VAMOS ENTERRA-LO. Não sobrou mais ninguém para velar o corpo.
Uma lágrima escorre da face da viúva, ela se dirige ao caixão para dar a ultima olhada no companheiro que dividiram o feijão e o sonho juntos, toca-lhe a testa e diz: Adeus meu amor.
Volta o olhar para os filhos e com a voz triste pelo pesar na alma carregada de tanta tristeza e solidão, ainda arranca de dentro de si forças para dizer com tremendo sarcasmo: DEVE SER BOM MORRER.
Agora compreendo o que ele queria dizer, a todo instante que via um noticiário nas redes sociais, dizendo que alguém tinha morrido, pois a partir dali, eram intermináveis as palavras de elogios ao defunto, que chegava até lhe doer no coração ao pensar de como as pessoas são imediatistas em seus sentimentos efêmeros e medidos do tamanho que querem que os outros vejam o seu sentir.
Sim, AGORA EU CREIO DE VERDADE: DEVE SER BOM MORRER.
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A MINHA IDA PRA LUA
Quando um dia eu for na lua,
quero ve-la bela e nua
com seu brilho prateado,
Sem Jorge e sem cavalo,
quero beija-la num estalo
sem ter dragão enfezado.
Sem astronautas por perto,
sem NASA dizendo que é certo
só ela botar bandeira
Lá enfincarei com graça
farei tremular a raça
da minha nação brasileira.
Meu foguete será o sonho
num ir e vir veloz medonho
so pra lhe roubar um beijo.
Não me importa sua forma,
onde o mundo lhe deforma
comparando-a com queijo.
Eu ja fui e ja voltei, nem daqui me levantei, pois a poesia me levou,
Quem pensa que estou mentindo, não viu um poeta fingindo, como Pessoa falou.
Carlos Silva
03 de Maio de 2020
quero ve-la bela e nua
com seu brilho prateado,
Sem Jorge e sem cavalo,
quero beija-la num estalo
sem ter dragão enfezado.
Sem astronautas por perto,
sem NASA dizendo que é certo
só ela botar bandeira
Lá enfincarei com graça
farei tremular a raça
da minha nação brasileira.
Meu foguete será o sonho
num ir e vir veloz medonho
so pra lhe roubar um beijo.
Não me importa sua forma,
onde o mundo lhe deforma
comparando-a com queijo.
Eu ja fui e ja voltei, nem daqui me levantei, pois a poesia me levou,
Quem pensa que estou mentindo, não viu um poeta fingindo, como Pessoa falou.
Carlos Silva
03 de Maio de 2020
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QUANDO MORRE UM POETA. (Partículas de poesias)
Quando morre um poeta, apaga-se no luzeiro, ou no forro do alto infinito a luz da palavra, a frase do dizer, e o sentimento mais nobre de uma inspiração recebida e doada.
Quando morre um poeta, o céu sorri, pois sabe que ali abriu espaço para receber mais uma estrela que veio da terra para encantar a imensidão do céu.
Suas palavras estarão ligadas entre terra e firmamento, pois não serão esquecidas e sempre haverá alguém declamando ou cantando as obras que um poeta na terra deixou.
Todo artista da palavra é um anjo que unindo aos outros segmentos artísticos, formam constelações de saberes.
Palavras são sementes, versos são fertilizantes e poesias são os frutos de uma seara fecunda que jamais se acabará, pois fora ali lançada pela voz e pelo coração de um poeta.
Quando morre um poeta, a gente declama, canta em seu velório, mesmo sabendo que o seu espirito não mais está ali para ouvir tantas homenagens a este prestada.
Mas, em nossos corações, é como se ele estivesse sim, presente, pois a sua arte o trará sempre para o convívio de todos nós, mesmo que seja para lhe dar o ultimo adeus.
Quando morre um poeta, a poesia chora, os corações tremem e a saudade machuca tanto que a primeira coisa que a gente faz após passar o momento de despedida, é mais uma poesia brotada de outros tantos corações que jamais permitirá que ela morra de vez.
Por isso, é que chamam poetas de imortais, pois estes, de fato, nunca morrem.
Carlos Silva – Um Artista da palavra.
Quando morre um poeta, o céu sorri, pois sabe que ali abriu espaço para receber mais uma estrela que veio da terra para encantar a imensidão do céu.
Suas palavras estarão ligadas entre terra e firmamento, pois não serão esquecidas e sempre haverá alguém declamando ou cantando as obras que um poeta na terra deixou.
Todo artista da palavra é um anjo que unindo aos outros segmentos artísticos, formam constelações de saberes.
Palavras são sementes, versos são fertilizantes e poesias são os frutos de uma seara fecunda que jamais se acabará, pois fora ali lançada pela voz e pelo coração de um poeta.
Quando morre um poeta, a gente declama, canta em seu velório, mesmo sabendo que o seu espirito não mais está ali para ouvir tantas homenagens a este prestada.
Mas, em nossos corações, é como se ele estivesse sim, presente, pois a sua arte o trará sempre para o convívio de todos nós, mesmo que seja para lhe dar o ultimo adeus.
Quando morre um poeta, a poesia chora, os corações tremem e a saudade machuca tanto que a primeira coisa que a gente faz após passar o momento de despedida, é mais uma poesia brotada de outros tantos corações que jamais permitirá que ela morra de vez.
Por isso, é que chamam poetas de imortais, pois estes, de fato, nunca morrem.
Carlos Silva – Um Artista da palavra.
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AH, SE O HOMEM SOUBESSE
Na vida tudo acontece,
Alguém sobe, outro desce,
Buscam santo fazem prece
Sem saber que nem merece
Pois promessa aborrece
Que até santo desaparece
Enquanto a aranha a teia tece
O sol lá fora resplandece
Traz calor a terra aquece
E um novo dia amanhece
E todo mundo enriquece
Ah se o Homem soubesse
Que a vida refloresce
Se uma chance ele desse
E com Deus sempre estivesse
Porém ele emudece,
O coração escurece
E Nosso Pai entristece
Sem razão desobedece
Mas Deus nunca se enfurece
Espera que o Homem regresse
E nova vida recomece
Onde o viver engrandece
O nome de Deus enaltece
E a natureza agradece
Alguém sobe, outro desce,
Buscam santo fazem prece
Sem saber que nem merece
Pois promessa aborrece
Que até santo desaparece
Enquanto a aranha a teia tece
O sol lá fora resplandece
Traz calor a terra aquece
E um novo dia amanhece
E todo mundo enriquece
Ah se o Homem soubesse
Que a vida refloresce
Se uma chance ele desse
E com Deus sempre estivesse
Porém ele emudece,
O coração escurece
E Nosso Pai entristece
Sem razão desobedece
Mas Deus nunca se enfurece
Espera que o Homem regresse
E nova vida recomece
Onde o viver engrandece
O nome de Deus enaltece
E a natureza agradece
👁️ 112
POLITICAGEM COSTUMEIRA
Um matuto aputalado
No país da roubalheira
Vendo assim tanta besteira
Nada de bom pro seu lado
Sentindo-se tão enojado
Rasgou o “Tito” de inleitor
Se lasque o “Gunvernador”
Presidente do senado
Se arrombe os deputado
Pois neles num voto mais
Ô Raça de satanais
Disgraçado inganador
Prefeito e Veriador
Uma corja de mardito
Neles eu num mais cridito
São do povo enrolador
Num respeita professor
Nem trabaiador braçal
Uns monte de animal
Roubano minha cidade
A ninguém faz caridade
Essa cambada de ladrão
A mim num ingana não
Cum gesto de farsidade
As muié desses mardito
São quengas bem disfarçada
Trambiquera mazelada
Que tentam levar no grito
Lamento do povo aflito
Que pede ajuda aos pranto
È festa pra todo canto
Interior e capitá
Festança pra se daná
Gastando a crença do povo
Que vive a dançar de novo
Nas terras do meu lugá
Das veis que eu já votei
Não tive bom resultado
Eu cri num cabra safado
Com ele eu me enganei
Nada com este ganhei
A não ser decepção
Comprou até o meu chão
Pagando u’a micharia
Por eu tá nas agonia
Duns trocados precisando
Ele foi logo pagando
Menos do que merecia
Montou farmácia e mercado
Ao genro deu de presente
A filha era gerente
De um comercio encostado
Encheu fazenda de gado
O povo quieto olhando
Ninguém tava investigando
A roubalheira tramada
Sua família montada
Na grana que escorria
Quem fiscaliza não via
Fingia não era nada
Os conchavos e propinas
No meio da madrugada
As malas tão recheada
Para dar aos seus sovinas
Corja de imundos suínas
Rapador de coisa alheia
A coisa tava tão feia
Acho que não consertou
Essa quadrilha desviou
Nossa cidade ficando
O progresso atrasando
Pagou caro quem votou
Fazendas e mais fazendas
No Estado da Bahia
Era o que mais se via
Ninguém fazia contendas
Parecia inté parlendas
E o povo nem se mexia
Amargava a agonia
De ver ladrão se armando
E a todos ali comandando
Por muito tempo passado
Mas o troco será dado
Estamos nos preparando
Na terra de cego amigo
Quem tem um olho é Rei
Jamais me enganarei
E pra não correr perigo
Aprendi com o castigo
Não me meto com canalha
Se minha mente não falha
Nunca mais vou me meter
E tão pouco eleger
Bandido e nem trambiqueiro
Nem por rio de dinheiro
Lhe butarei no puder
Saúde e educação
Isso é coisa do passado
Hospital já foi fechado
La vem suplementação
Nome esquisito do cão
Para os buracos tapar
Legisladores a esperar
Pelo seu voto vendido
Que não é mais escondido
A falta de lealdade
E assim a tal cidade
É governada por bandido
Analfabetos no poder
Querendo enganar o povo
La vem pedindo de novo
Achando-se merecer
Ele quer enriquecer
As custas de quem é do bem
Quando chegar o ano que vem
La vem cheio de promessa
E a pancada é sempre essa
Dizendo que vai mudar
As coisas vão melhorar
Só que não podem ter pressa
Mudar de partido é ligeiro
O jogo do jogo é assim
Isso nunca terá fim
È o poder do dinheiro
Que ajuda o desordeiro
Brincar com o inleitor
O cabra confiador
Fica decepcionado
Sentindo-se tão enganado
Naquele que confiava
E neste depositava
Seu voto encabrestado
Gunvernador veio cá
Falou palavra bonita
E o povo todo cridita
Pois veio pra iscutá
O homem então discursá
Com jeito inteligente
Desses que mentem pra gente
Todo dia e toda hora
E o povo inda implora
Melhorar a comunidade
Conversa de farsidade
Tempo leva sem demora
É uma vela pra Deus
E uma reza pro cão
É um covil de ladrão
Reunião de ateus
Que roubam os sonhos meus
Afogam as esperança
E quem lhes dá confiança
Morre sem vê resultado
Tudo que tem é roubado
Com o apoio do inleitor
Que torna-se apoiador
Do politico safado
Eu já tô aresolvido
Nunca mais hei de votar
Mas sempre vou opinar
É meu direito adquirido
Por tanto ano sufrido
Em que fui um votador
Mas deixo para o senhor
Entendedor desta vida
A luta é merecida
De quem luta pra mudar
Então saiba manejar
Boa escolha na lida
Nunca venda o seu voto
Não traia sua confiança
Mantenha a esperança
Sem ser do besta devoto
Esse conselho lhe boto
Pense assim na sua gente
Seja mais inteligente
Na hora da votação
A arma tá na sua mão
Então vote consciente
E não seja negligente
Ajude sua nação
Dei o meu ponto de vista
Você segue se quiser
Faça a escolha que fizer
Seja honesto e calculista
Siga sua própria pista
Não se venda nem se traia
Em armadilha não caia
Lute por sua cidade
Pois a tal felicidade
Inda existe sim senhor
A ela então dê mais valor
Preserve sua honestidade
São esses versos rimados
De boa modalidade
Em 12 assim de verdade
Compostos bem humorados
E com carinho preparados
Numa linguagem matuta
Porém correta é a luta
De quem sonha e espera
Que mude essa esfera
Com responsabilidade
E que tenhamos na verdade
Mudança de nova era
É mera coincidência
Os fatos aqui descritos
Em meio a tantos gritos
Não perco a paciência
Se você tem a ciência
De ver em fato narrado
Nesse meu cordel traçado
Não mexo com sua cidade
Pois tenho maturidade
Não vou mudar seu pensar
Então queira respeitar
Minha criatividade
Minha estrofe em 12 versos
Deu-me a inspiração
Em linguagem bem matuta
Faço minha expressão
Mas isso é um recado
Se estiveres preparado
Votarás certo, ou não.
Sou um poeta brasileiro
Sou um cidadão do mundo
E conheço bem a fundo
Este meu país inteiro
O nosso povo ordeiro
Carrega dignidade
Espalha felicidade
Em verso prosa e canção
Na cidade ou no sertão
A luta é tão guerreira
Minha nação brasileira
Que me enriquece de emoção
Sou um poeta paulistano
Na Bahia fui criado
Amando esse Estado
Já me sinto um bom baiano
E ando fazendo plano
Do meu livro publicar
No Brasil irei lançar
Relatando em poesia
Fonte da minha alegria
No verso do canto falado
Um paulistano abaianado
Um versador em cantoria
Cada um tem sua arte
A sua escolha de lida
Rebusco nessa medida
Lutar com dignidade
Ouvindo assim com vontade
Somando a paz escolhida
Somos parte desse povo
Imitando o bom viver
Luta sonho e pensamento
Valorizar cada momento
Aprimorando o meu saber
Com Gonzagão aprendi
As coisas deste sertão
Com Jessier nosso irmão
Muita coisa dele ouvi
Foi então que escolhi
Traçar a vida em verso
Vagando nesse universo
Na saga da poesia
Que me enche de alegria
Nesse meu torrão amado
Sou um abrasileirado
Neste mundo de leotria
No país da roubalheira
Vendo assim tanta besteira
Nada de bom pro seu lado
Sentindo-se tão enojado
Rasgou o “Tito” de inleitor
Se lasque o “Gunvernador”
Presidente do senado
Se arrombe os deputado
Pois neles num voto mais
Ô Raça de satanais
Disgraçado inganador
Prefeito e Veriador
Uma corja de mardito
Neles eu num mais cridito
São do povo enrolador
Num respeita professor
Nem trabaiador braçal
Uns monte de animal
Roubano minha cidade
A ninguém faz caridade
Essa cambada de ladrão
A mim num ingana não
Cum gesto de farsidade
As muié desses mardito
São quengas bem disfarçada
Trambiquera mazelada
Que tentam levar no grito
Lamento do povo aflito
Que pede ajuda aos pranto
È festa pra todo canto
Interior e capitá
Festança pra se daná
Gastando a crença do povo
Que vive a dançar de novo
Nas terras do meu lugá
Das veis que eu já votei
Não tive bom resultado
Eu cri num cabra safado
Com ele eu me enganei
Nada com este ganhei
A não ser decepção
Comprou até o meu chão
Pagando u’a micharia
Por eu tá nas agonia
Duns trocados precisando
Ele foi logo pagando
Menos do que merecia
Montou farmácia e mercado
Ao genro deu de presente
A filha era gerente
De um comercio encostado
Encheu fazenda de gado
O povo quieto olhando
Ninguém tava investigando
A roubalheira tramada
Sua família montada
Na grana que escorria
Quem fiscaliza não via
Fingia não era nada
Os conchavos e propinas
No meio da madrugada
As malas tão recheada
Para dar aos seus sovinas
Corja de imundos suínas
Rapador de coisa alheia
A coisa tava tão feia
Acho que não consertou
Essa quadrilha desviou
Nossa cidade ficando
O progresso atrasando
Pagou caro quem votou
Fazendas e mais fazendas
No Estado da Bahia
Era o que mais se via
Ninguém fazia contendas
Parecia inté parlendas
E o povo nem se mexia
Amargava a agonia
De ver ladrão se armando
E a todos ali comandando
Por muito tempo passado
Mas o troco será dado
Estamos nos preparando
Na terra de cego amigo
Quem tem um olho é Rei
Jamais me enganarei
E pra não correr perigo
Aprendi com o castigo
Não me meto com canalha
Se minha mente não falha
Nunca mais vou me meter
E tão pouco eleger
Bandido e nem trambiqueiro
Nem por rio de dinheiro
Lhe butarei no puder
Saúde e educação
Isso é coisa do passado
Hospital já foi fechado
La vem suplementação
Nome esquisito do cão
Para os buracos tapar
Legisladores a esperar
Pelo seu voto vendido
Que não é mais escondido
A falta de lealdade
E assim a tal cidade
É governada por bandido
Analfabetos no poder
Querendo enganar o povo
La vem pedindo de novo
Achando-se merecer
Ele quer enriquecer
As custas de quem é do bem
Quando chegar o ano que vem
La vem cheio de promessa
E a pancada é sempre essa
Dizendo que vai mudar
As coisas vão melhorar
Só que não podem ter pressa
Mudar de partido é ligeiro
O jogo do jogo é assim
Isso nunca terá fim
È o poder do dinheiro
Que ajuda o desordeiro
Brincar com o inleitor
O cabra confiador
Fica decepcionado
Sentindo-se tão enganado
Naquele que confiava
E neste depositava
Seu voto encabrestado
Gunvernador veio cá
Falou palavra bonita
E o povo todo cridita
Pois veio pra iscutá
O homem então discursá
Com jeito inteligente
Desses que mentem pra gente
Todo dia e toda hora
E o povo inda implora
Melhorar a comunidade
Conversa de farsidade
Tempo leva sem demora
É uma vela pra Deus
E uma reza pro cão
É um covil de ladrão
Reunião de ateus
Que roubam os sonhos meus
Afogam as esperança
E quem lhes dá confiança
Morre sem vê resultado
Tudo que tem é roubado
Com o apoio do inleitor
Que torna-se apoiador
Do politico safado
Eu já tô aresolvido
Nunca mais hei de votar
Mas sempre vou opinar
É meu direito adquirido
Por tanto ano sufrido
Em que fui um votador
Mas deixo para o senhor
Entendedor desta vida
A luta é merecida
De quem luta pra mudar
Então saiba manejar
Boa escolha na lida
Nunca venda o seu voto
Não traia sua confiança
Mantenha a esperança
Sem ser do besta devoto
Esse conselho lhe boto
Pense assim na sua gente
Seja mais inteligente
Na hora da votação
A arma tá na sua mão
Então vote consciente
E não seja negligente
Ajude sua nação
Dei o meu ponto de vista
Você segue se quiser
Faça a escolha que fizer
Seja honesto e calculista
Siga sua própria pista
Não se venda nem se traia
Em armadilha não caia
Lute por sua cidade
Pois a tal felicidade
Inda existe sim senhor
A ela então dê mais valor
Preserve sua honestidade
São esses versos rimados
De boa modalidade
Em 12 assim de verdade
Compostos bem humorados
E com carinho preparados
Numa linguagem matuta
Porém correta é a luta
De quem sonha e espera
Que mude essa esfera
Com responsabilidade
E que tenhamos na verdade
Mudança de nova era
É mera coincidência
Os fatos aqui descritos
Em meio a tantos gritos
Não perco a paciência
Se você tem a ciência
De ver em fato narrado
Nesse meu cordel traçado
Não mexo com sua cidade
Pois tenho maturidade
Não vou mudar seu pensar
Então queira respeitar
Minha criatividade
Minha estrofe em 12 versos
Deu-me a inspiração
Em linguagem bem matuta
Faço minha expressão
Mas isso é um recado
Se estiveres preparado
Votarás certo, ou não.
Sou um poeta brasileiro
Sou um cidadão do mundo
E conheço bem a fundo
Este meu país inteiro
O nosso povo ordeiro
Carrega dignidade
Espalha felicidade
Em verso prosa e canção
Na cidade ou no sertão
A luta é tão guerreira
Minha nação brasileira
Que me enriquece de emoção
Sou um poeta paulistano
Na Bahia fui criado
Amando esse Estado
Já me sinto um bom baiano
E ando fazendo plano
Do meu livro publicar
No Brasil irei lançar
Relatando em poesia
Fonte da minha alegria
No verso do canto falado
Um paulistano abaianado
Um versador em cantoria
Cada um tem sua arte
A sua escolha de lida
Rebusco nessa medida
Lutar com dignidade
Ouvindo assim com vontade
Somando a paz escolhida
Somos parte desse povo
Imitando o bom viver
Luta sonho e pensamento
Valorizar cada momento
Aprimorando o meu saber
Com Gonzagão aprendi
As coisas deste sertão
Com Jessier nosso irmão
Muita coisa dele ouvi
Foi então que escolhi
Traçar a vida em verso
Vagando nesse universo
Na saga da poesia
Que me enche de alegria
Nesse meu torrão amado
Sou um abrasileirado
Neste mundo de leotria
👁️ 133
TEREZA
Os olhos de Tereza eram luzes
Prumo de viagem,farol de ida em rumo certo.
A boca de Tereza era uma gruta de mel,servido ao nectar sublime do beijar molhado e atiçando as partes escondidas no linho do.meu vestir. Tereza ria.
Os seios de Tereza,palpáveis no aveludar das mãos massageando auréola e bicos empinados apontando pra lua do céu da minha boca.
A pele desnuda,lisa e arrepiada de Tereza,eriçava pelos e tremia a voz mesmo sem ser frio, num calor abrasador envolto em delírios puros chamados desejos.
As curvas de Tereza, confluências de rotas a seguir,já sabendo onde queria chegar.
O mar bailando espumas claras, convidando Tereza a cirandar seus gritos de liberdade, cavalgando firme sem pensar em cansaço do galope.
Assim era a minha doce Tereza, (Tê, Téca) antes de vê-la balbuciar suas últimas palavras dizendo adeus, sustentando um malicioso sorriso, mordendo o lábio inferior, deixando-me assim, num mar de solitários devaneios, desperto pelo sol quebrando com seus raios o anúncio para o meu acordar.
Cadê Tereza?
Deve estar dormindo ou nesse exato momento acordando, noutros braços que não os meus.
Prumo de viagem,farol de ida em rumo certo.
A boca de Tereza era uma gruta de mel,servido ao nectar sublime do beijar molhado e atiçando as partes escondidas no linho do.meu vestir. Tereza ria.
Os seios de Tereza,palpáveis no aveludar das mãos massageando auréola e bicos empinados apontando pra lua do céu da minha boca.
A pele desnuda,lisa e arrepiada de Tereza,eriçava pelos e tremia a voz mesmo sem ser frio, num calor abrasador envolto em delírios puros chamados desejos.
As curvas de Tereza, confluências de rotas a seguir,já sabendo onde queria chegar.
O mar bailando espumas claras, convidando Tereza a cirandar seus gritos de liberdade, cavalgando firme sem pensar em cansaço do galope.
Assim era a minha doce Tereza, (Tê, Téca) antes de vê-la balbuciar suas últimas palavras dizendo adeus, sustentando um malicioso sorriso, mordendo o lábio inferior, deixando-me assim, num mar de solitários devaneios, desperto pelo sol quebrando com seus raios o anúncio para o meu acordar.
Cadê Tereza?
Deve estar dormindo ou nesse exato momento acordando, noutros braços que não os meus.
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Carlos Silva
2023-03-16
Gostaria de poder acrescentar mais poesias, mas perdi senha e não sei mais como entrar.
O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.
Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos.
Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado.
Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS.
Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO.
Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz.
Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis.
2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo.
Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais.
Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo.
Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente.
2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado.
Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa.
As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil.
Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais.
CORDÉIS
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