Escritas

Ecos brilhantes

Carlos Silva

Cavalguei nas estrelas dos meus sonhos, brinquei com elas como se fossem pirilampos, pois piscavam como tais, emitindo filetes de luzes azuis.
Fiz das nuvens o meu algodão doce de um sabor sublime e aproveitei para sentir cada momento o gosto proporcionado.
Elas, as nuvens, dissolviam por entre os meus dedos, deslizando em maciez e se perdendo noutros espaços, arrastadas pelo vento ciumeiro que soprou forte para distancia-las de mim.

Uma forte luz alva e mais brilhante, rasgou o céu como se fosse uma navalha no fino véu, separando com seu facho de intensa luminosidade, o céu em duas partes.
Seguio em direção ao infinito e escreveu com forte e majestoso brilho o seu nome no rasgar daquele ceu: Dalva.
Sim, a estrela Dalva viera se mostrar e eu ainda tive num lapso de milimétrico segundos, de fazer um pedido para que um desejo se realizasse.
Olhei para o.lado, senti um foco de luz maior, prateado onde se podia ouvir no tilintar de algumas cordas de violões e violas e foi aí que percebi que a estrela trouxe pra mim a realização do meu desejo.
Eu pedi para ver de muito perto a lua dos seresteiros, enamorados, apaixonados e poeticos seres que para ela nas noites sempre cantavam.

Além da lua, um coro angelical com harpas, liras, citaras e adulfes, deixavam melódicos tons que fizera-me sonhar numa flutuação de leveza e paz.
Pensei desejoso: Se for um sonho, que eu não acorde tão já.
De súbito, na sonoridade distante de uma conhecida voz, ouço ecoar.o.meu.nome num gritar protetor:
Acorda Joãozinho! tá pensando que isso aqui é o paraíso cheio de estrelas brilhantes?

Sorri feliz, e gritei exteriorizando minha estampada e tão grata felicidade: JA vou minha doce e tão amada mamãe.

Carlos Silva.
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