Lista de Poemas
El tiempo
¿Cuánto cuesta el tiempo?
Vivirlo es solo gastar
las olas del pensamiento
en la marea de la vida
en las playas del sentimiento
Econômica trança
minha herança
sem propriedade
é a dança humana
que me caiba
rodeio do mundo
de todos camaradas
o valor
dos usos em que há de
é a construção de todos
mais valia da verdade
o mundo caminha
mesmo aos trancos
no rumo da liberdade
Cênica entrada
a vida
não é do palco
a coxia do mundo
é o passo
cada um
tramite o tempo
de compor os atos
no pensamento
o palco será o curso
grande alvoroço
cena do futuro
quando for de todos
Das humanas contrafações
decrete-se o armistício
de si para consigo
nessa infinda razão
de lidar com a vida
a matéria
em sua gerência
infere-se humana
quando intensa
na pretensa ambiguidade
a matéria apenas argumenta
o motor das contradições
de sua humana vigência
Baobá
o baobá
assume a tática
de postar-se bastão
de todas as áfricas
ao dar-se ao tempo
como espada
carrega no gume
suas empreitadas
as nuances de seu povo
as energias inatas
as que afagam a consciência
as que desenham a alma
o baobá discursa
sem nenhuma palavra
Das prisões do verso
o poema, na verdade,
é só um jeito da saudade
coisa de montar palavras
nas veias da liberdade
trancafiadas no poeta
nas prisões da vontade
o poema é um infinito estreito
tudo que se crê infindo
o poeta tranca no seu medo
Humana editora
o poema
é lúdica faca
corta o verso
finge a palavra
engana o poeta
retalha a alma
nos pedaços de si
em que se cala
publicado na carne
pulsar de sua lavra
o poema é só editor
dos comícios da alma
da pedra em estratégica tática
o tempo, nestas horas,
nas pedras em que se guarda
dá-se assim aos caminhos
mais como arma
esse jogar-se das mãos
em conforto da alma
na verdade
a pedra é um arquivo
em que o tempo guardado em si
é só um disfarce
em que testemunha
as léguas humanas da razão,
as larguras do espaço,
como fosse compleição
dos infinitos em que se sabe
Alinhavos
a história
é um intenso curso
onde haverá manhãs do povo
no barco do futuro
a tecitura
desse largo tempo
são as ruas bordadas
no pensamento
traçar o mundo
na costura dos braços
é um fazer humano
alinhavando os fatos
a história é a matéria humana
costurada aos pedaços
Longitudes
o raso dos olhos
quando a saudade
deixa suas lonjuras
nos olhares
pinta o colo do tempo
no espaço da lágrima
a liquidez humana
nos saldos da vida
abre um crédito nos olhos
um riso suicida
molhado do passado
no futuro que lida
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.