Lista de Poemas
Infinitos
os infinitos que vivi
estão medidos
todas as suas léguas
habitam meus sentidos
os que transitam na saudade
os que trago comigo
os que revivo agora
os que ainda transito
nos vincos da memória
e nas dobras dos sentidos
Verbo peregrino
o poema
dança verbal sincopada
é só uma fala do rito
dos entreveros da alma
prosa disfarçada
dá-se à compleição
de reduzir a metros
as léguas do seu chão
o poema é um resumo
que o poeta traz consigo
como se fosse um verbo
com ares de peregrino
Atabaque compulsivo
o atabaque
coração subversivo
compulsa na vida
as brechas do infinito,
nas rugas do tempo,
nas placentas do rito.
o atabaque
discursa renitente
os futuros que grita
nos falsetes do tempo
o homem é somente barco
das ondas que consente
Liberdade
haverá uma prisão
em cada liberdade
este senti-la prisioneira
mesmo quando tarde
em contê-la da fuga
quando a vontade
antes do ato claro
de trazê-la atada
de-se-lhe as correntezas
de vivê-la pela alma
como andorinha viajante
dos infinitos que declara
Cósmica saudade
a saudade dói
mesmo em arquivo
nessa mania intensa
de imitar o infinito
diz-se até fato
em seu indício
de mostrar-se bruta
mesmo fictícia
a saudade é um foguete
no cosmos que instala
rasgando o espaço
das nuvens da alma
De las calles
Solo en las calles
volando sus deseos
elpueblo consigue leer
las alas de sus pasos:
los que juegan en el futuro,
los que traen del pasado
La calle es un libro
en el tiempo archivado
Bemóis da vida
os bemóis da vida
talvez não sejam
os tons sentidos
em que estejam
é que o tempo
quando canta
deixa nas esquinas
suas tranças
as que deixa em si
as que joga na dança
a vida é o bemol sentido
naquilo que se canta
Da canseira poemática
na mira do poema
o poeta tange o verso
martelada semântica
no vão do cérebro
as palavras
substantiva argamassa
adjetivam o tempo
em sua plástica
o poema ergue o verbo
em prumos disfarçados
à sombra do poeta
e todos seus enfados
Construcción ajeno
Por supuesto,
la vida es más
que una protesta
a pesar de las calles
en las que se gesta
todo lo que la declara
es una lucha manifiesta
la materia construye el mundo
con las manos de todo
en las que se inventa
Do poema no poeta I
o poema é um desate
dos nós do poeta
na corda das palavras
é assim um garimpo
nas minas da alma
a bamburra do sonho
os comícios da verdade
o verbo trança o mundo
o poeta apenas arde
as fogueiras de si
nas brasas em que cabe
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.