Lista de Poemas
Das verdades em lógica e trama
não transita em verbos
antes tramita
naquilo que fizermos
é que palavras são só ritmos
que espalhamos pelo cérebro
e atos vigem permanentes
nos fatos que pudermos
Das tangências da angústia em largos atos
encarcerados na angústia,
pesam os quilos de mim
e as ausências da luta
é como se fosse um hiato
entre o corpo e a vontade
e um desejo inadimplente
de consumir a liberdade
ao homem cabe a palavra
e os comícios de si em que caiba
Ao Camarada Stuart Edgar Angel Jones
sem pouso
Stuart arrastado
é a cara do novo
flui para a morte
como uma bandeira
que drapejasse nos vincos
uma saudade inteira
Stuart morto
pesa todo um futuro
e é quase uma montanha
no peito do mundo
Verbos e tons da vida
é um precipício
de verbos não ditos
obscuros e intransitivos
crava palavras
como pregos
que voassem da língua
em busca de martelos
a calma
é só uma esperança
dos gritos que morrem
antes da garganta
Ode ao Trabalho
existem oficinas
que se sabem sangue,
suor e albuminas
e vigem como gente
a parir o futuro
e sentem-se músculos,
maiúsculos e muros
dentro dos músculos
existe a luta
do quanto de liberdade
essa sina custa
e dentro da liberdade
existe o mundo
de quem constrói a verdade
de dentro do próprio punho
Ex-votos
em registro discreto
repousam ex-votos
como panfletos
soma a vontade
e um certo descuido
em transitarem pelo cérebro
como avaros recursos
e quem os tramita
nem cuida do mundo
apenas reverbera
uma saudade de tudo
Da vontade em frações sem conformes
é usina
um motor lógico
e quase oficina
tudo que lhe tange
é um desejo enorme
de embrenhar-se-se na vida
como bólide
e construir as razões
de quem a molde.
a vontade é numerador
de frações enormes
Voos e vagas da vazão pensante
o sonho aderna
e num desmaio
desce dos ares
aos acenos da terra
o céu em sua busca
traga o viajante
como um pássaro volátil
em sua sina pensante
e a imensidão aérea
em voos rasantes
espatifa o medo
nessas asas brilhantes
é coisa como sonhar
montado nos horizontes
Poema aos meus filhos André e Lisete
de sabe-los em mim
assim tão profundamente
possa a vida transigir
tudo aquilo a que não se consente
é que vivê-los é tanto
mesmo assim distante
que a razão dispara
quando o coração descansa
é que o amor encanta
as lonjuras de quem ama
Das paisagens em rítmico estar
aponta o rumo das pupilas
como uma bengala itinerante
de todas nossas vistas
a montanha
escala nosso olhar
com esses desejos suspensos
de quem quer voar
o mar
esparramado no mundo
molha os cílios da terra
adivinhando o futuro
e o homem, vislumbrando a vida,
monta os horizontes que consiga
Comentários (10)
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
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Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.