Lista de Poemas
Da virtualidade e seus prospectos
virtual
a vida prolata
todos os desejos
como uma máquina
o olho
é só instrumento
de alinhavar pixels
no pensamento
e a vida
boia em eletrons
como se fora um barco
de fluidos projetos
e o homem segue como mouse
de todos seus infernos
a vida prolata
todos os desejos
como uma máquina
o olho
é só instrumento
de alinhavar pixels
no pensamento
e a vida
boia em eletrons
como se fora um barco
de fluidos projetos
e o homem segue como mouse
de todos seus infernos
👁️ 59
Das direções do medo e outras vias
as manhãs do medo
nascem vadias
nas entrelinhas das horas
em que não se vivia
tangendo a memória
por passadas vias
e a ânsia desborda
a simples monotonia
de quem sonha um tempo
em que não se dizia
lembrar adredemente o futuro
é consumo exato da alegria
nascem vadias
nas entrelinhas das horas
em que não se vivia
tangendo a memória
por passadas vias
e a ânsia desborda
a simples monotonia
de quem sonha um tempo
em que não se dizia
lembrar adredemente o futuro
é consumo exato da alegria
👁️ 89
Paisagem II
Por trás das nuvens
o sol olhava escondido
as luzes que havia posto
nos ombros do infinito
o sol olhava escondido
as luzes que havia posto
nos ombros do infinito
👁️ 96
Poemeto em gramatical aclive
os adjetivos
substantivam
quando em mim
estou escrito
pesco a razão
nos estribilhos
e distribuo verbos
em armistício
o poema é só um tempo
de estar comigo
montando advérbios
nas letras que consigo
substantivam
quando em mim
estou escrito
pesco a razão
nos estribilhos
e distribuo verbos
em armistício
o poema é só um tempo
de estar comigo
montando advérbios
nas letras que consigo
👁️ 118
Dos degraus vigentes da lei
a lei
solta nas ruas
é uma ordem avessa
ao que pontua
é que faze-la
é só um tempo
de remendar o poder
e seus intentos
a lei
quando só palavra
é apenas um indício
dos futuros em que acaba
solta nas ruas
é uma ordem avessa
ao que pontua
é que faze-la
é só um tempo
de remendar o poder
e seus intentos
a lei
quando só palavra
é apenas um indício
dos futuros em que acaba
👁️ 52
Para Isis
a menina, no seu riso,
tange quase o mundo
como se fora um brinquedo
das larguras de tudo
das léguas de seu jeito
espalhadas no tempo
ressoa a humanidade
nas faces e nos ventos
Isis é sempre uma bandeira
de inventar-nos contentes
tange quase o mundo
como se fora um brinquedo
das larguras de tudo
das léguas de seu jeito
espalhadas no tempo
ressoa a humanidade
nas faces e nos ventos
Isis é sempre uma bandeira
de inventar-nos contentes
👁️ 77
Caminhada de viventes em caminhos impostos
quando o caminho da vida
lá dentro da gente
é só um beco fortuito
daquilo que se sente
perdura exato na dúvida
como encruzilhada
e destrói as ilações
na dialética que abraça
caminhos assim serão sempre
essa ilusão das estradas
que nunca levam ao tanto
mas completam a jornada
como se o destino custasse
o desconforto da alma.
lá dentro da gente
é só um beco fortuito
daquilo que se sente
perdura exato na dúvida
como encruzilhada
e destrói as ilações
na dialética que abraça
caminhos assim serão sempre
essa ilusão das estradas
que nunca levam ao tanto
mas completam a jornada
como se o destino custasse
o desconforto da alma.
👁️ 61
Das enchentes de vida e viventes
os rios de todos
em enchentes
desaguam nos mares
como nascentes
um oceano maior
de humana consistência
como se fosse um vendaval
das brisas da consciência
é que só se é tanto humano
quando todos são tanto
que naveguem a vida nos rios
que todos navegamos
em enchentes
desaguam nos mares
como nascentes
um oceano maior
de humana consistência
como se fosse um vendaval
das brisas da consciência
é que só se é tanto humano
quando todos são tanto
que naveguem a vida nos rios
que todos navegamos
👁️ 84
Da mulher em grávida menção humana
a condição mulher
diga-se grávida
das coisas do humano
em tudo que declara
as que venham do corpo
as que tenham da alma
é que usina do mundo
em fêmea estrutura
é um parto até de si
nessa humana urdidura
a mulher alinhava a vida
como uma jornada lúdica
em que constrói os homens
na vastidão de suas ruas
diga-se grávida
das coisas do humano
em tudo que declara
as que venham do corpo
as que tenham da alma
é que usina do mundo
em fêmea estrutura
é um parto até de si
nessa humana urdidura
a mulher alinhava a vida
como uma jornada lúdica
em que constrói os homens
na vastidão de suas ruas
👁️ 102
Ensimesmada alusão aos cálculos de mim
diviso
todas as divisões
em que não me divido
ter-me uno é a partição
do que preciso
as divisas do tempo
são únicas
as de que me invisto
por todas multiplicações
do que faço e digo
e essa fruição
é a fração exata
de estar comigo
todas as divisões
em que não me divido
ter-me uno é a partição
do que preciso
as divisas do tempo
são únicas
as de que me invisto
por todas multiplicações
do que faço e digo
e essa fruição
é a fração exata
de estar comigo
👁️ 127
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.