Lista de Poemas
Pandêmica jornada
e o ar da noite
nas costas do tempo
infla a solidão
no pensamento
a pandemia
impede a vida
consumida no povo
e nas avenidas
o futuro só espia
pelas frestas da luta
a proximidade intensa
da imensa alegria.
nas costas do tempo
infla a solidão
no pensamento
a pandemia
impede a vida
consumida no povo
e nas avenidas
o futuro só espia
pelas frestas da luta
a proximidade intensa
da imensa alegria.
👁️ 79
Estradas em invenção desatada
caminhar
é só um passo
das estradas que pulsam
em nossos braços
espalhá-las
pelos caminhos
é como consumir
todos os destinos
transeuntes
de nossas direções
o vento desarruma
os arrepios das emoções
inventar estradas
é só arrumar o nosso vão
é só um passo
das estradas que pulsam
em nossos braços
espalhá-las
pelos caminhos
é como consumir
todos os destinos
transeuntes
de nossas direções
o vento desarruma
os arrepios das emoções
inventar estradas
é só arrumar o nosso vão
👁️ 103
Histórica vazão em rasa conversa
a história a cada dia
pousa na verdade
como uma andorinha tenaz
da liberdade
pousada
nos ombros da razão
dói os quilos de vergonha
de quem a tem em vão
e seus reclamos
na pauta da vida
resgatam os viventes
em suas investidas
cavalga-la a cada momento
é percebê-la pelas esquinas
pousa na verdade
como uma andorinha tenaz
da liberdade
pousada
nos ombros da razão
dói os quilos de vergonha
de quem a tem em vão
e seus reclamos
na pauta da vida
resgatam os viventes
em suas investidas
cavalga-la a cada momento
é percebê-la pelas esquinas
👁️ 65
Operária transição em citadina cena
no ônibus
em vasta confluência
o operário alinhava
sua paciência
as carnes
e uma ansiedade exata
lavram os suores
de quem se sabe máquina
e a cidade
murmura apressada
os sons da exploração
pelas paradas
o operário tramita a vida
como uma estranha debandada
em vasta confluência
o operário alinhava
sua paciência
as carnes
e uma ansiedade exata
lavram os suores
de quem se sabe máquina
e a cidade
murmura apressada
os sons da exploração
pelas paradas
o operário tramita a vida
como uma estranha debandada
👁️ 66
das leis e armas e privado canto
minha lei
é a vida
e tudo que a diga
coletiva
minha arma
é a luta
e tudo que a grite
pelas ruas
minha fala
é o tempo
e a palavra de todos
em que me tenho
meu viver é tanto
o quanto de mim eu canto
é a vida
e tudo que a diga
coletiva
minha arma
é a luta
e tudo que a grite
pelas ruas
minha fala
é o tempo
e a palavra de todos
em que me tenho
meu viver é tanto
o quanto de mim eu canto
👁️ 93
Sonho em manifesta gestão
a poesia
é um arrepio da palavra
em verbos que agitam
os cabelos da alma
a poesia
é um recado adrede
alinhavado nos corações
em que se perde
a poesia
é um gesto
e tudo em que o sonho
é manifesto
vive-la é só o manuseio
do onírico protesto
é um arrepio da palavra
em verbos que agitam
os cabelos da alma
a poesia
é um recado adrede
alinhavado nos corações
em que se perde
a poesia
é um gesto
e tudo em que o sonho
é manifesto
vive-la é só o manuseio
do onírico protesto
👁️ 55
Da passeata em corrente pulsação
na passeata
o coração procura
inventar as pulsações
no ritmo da luta
a marcha
como uma bandeira humana
drapeja todos os risos
como uma intensa chama
e o homem
trazendo-se à vida
acaricia o futuro
no peito da avenida.
o coração procura
inventar as pulsações
no ritmo da luta
a marcha
como uma bandeira humana
drapeja todos os risos
como uma intensa chama
e o homem
trazendo-se à vida
acaricia o futuro
no peito da avenida.
👁️ 76
Do vazio em declarada sugestão
o vazio
é só um indício
dos esconderijos
do infinito
pesa
no indivíduo
todas as montanhas
que estão consigo
palmilha-lo
é artifício
de quem é transeunte
de seus precipícios
ao homem cabe brincar
todos seus infinitos
é só um indício
dos esconderijos
do infinito
pesa
no indivíduo
todas as montanhas
que estão consigo
palmilha-lo
é artifício
de quem é transeunte
de seus precipícios
ao homem cabe brincar
todos seus infinitos
👁️ 99
Nacional tramitação de povo e liberdade
à deriva
o país aderna
como uma nau envergonhada
e introspecta
os homens
nessa viagem
naufragam em si e trôpegos
engolem a realidade
e o tempo ainda novo
constrói a moenda da verdade
adivinhando no povo
as quilhas da liberdade
nesses mares tempestivos
em que só a luta nade
o país aderna
como uma nau envergonhada
e introspecta
os homens
nessa viagem
naufragam em si e trôpegos
engolem a realidade
e o tempo ainda novo
constrói a moenda da verdade
adivinhando no povo
as quilhas da liberdade
nesses mares tempestivos
em que só a luta nade
👁️ 76
Desejos em arrazoada latência
simbólico
o caminho argumenta
todas as estradas
que os desejos tentam
fluem
em doses intensas
como uma cachoeira enorme
na consciência
e desembocam
em trilhas e medos
como um pensamento baldio
perdido pelos becos
ainda bem que há deles
em que dirigimos seu enredo
o caminho argumenta
todas as estradas
que os desejos tentam
fluem
em doses intensas
como uma cachoeira enorme
na consciência
e desembocam
em trilhas e medos
como um pensamento baldio
perdido pelos becos
ainda bem que há deles
em que dirigimos seu enredo
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.