Lista de Poemas
Do frevo como alvoroço
o frevo assim cantado
é uma rua sem fim
de todos os caminhos
que terminam em mim
é um riso desatado
nos bemóis em que debruça
é um tempo cheio de paz
nos ombros de uma luta
que leva o passo da vida
nos compassos que executa
é uma noite amanhecida
nos quatro cantos do mundo
são todas as complacências
das vontades de tudo
Olinda assim escanchada
nos ombros do seu povo
é um abraço envelhecido
no alvoroço do novo
é uma rua sem fim
de todos os caminhos
que terminam em mim
é um riso desatado
nos bemóis em que debruça
é um tempo cheio de paz
nos ombros de uma luta
que leva o passo da vida
nos compassos que executa
é uma noite amanhecida
nos quatro cantos do mundo
são todas as complacências
das vontades de tudo
Olinda assim escanchada
nos ombros do seu povo
é um abraço envelhecido
no alvoroço do novo
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Bandeiras da vida em hasteamento inato
o estandarte da vida
é uma bandeira escancarada
que drapeja pelas ruas
os alvoroços da alma
e quando arreada
nos desvãos da consciência
invente-se qualquer mastro
que denuncie a ausência
os outros são estandartes
que tremulam nossa presença
é uma bandeira escancarada
que drapeja pelas ruas
os alvoroços da alma
e quando arreada
nos desvãos da consciência
invente-se qualquer mastro
que denuncie a ausência
os outros são estandartes
que tremulam nossa presença
👁️ 579
Fêmeas condiçōes do horizonte
a burca
no desvão da vida
grava a mulher
como tecida
paranja
dá-lhe o rompante
de esconder fêmeas
e horizontes
chadri
cumpre a noção
de esconder avara
a emoção
chadri, paranja ou burca
resta, tão mulher, a luta.
no desvão da vida
grava a mulher
como tecida
paranja
dá-lhe o rompante
de esconder fêmeas
e horizontes
chadri
cumpre a noção
de esconder avara
a emoção
chadri, paranja ou burca
resta, tão mulher, a luta.
👁️ 590
A veloz ficção das esperanças
lépida
a moto avança
o homem
e sua esperança
coração e motor
claudicam
rastros da fome
em que transitam
o menino da moto
em seu desatado exercício
é só uma farsa
de cifrōes fictícios
a moto avança
o homem
e sua esperança
coração e motor
claudicam
rastros da fome
em que transitam
o menino da moto
em seu desatado exercício
é só uma farsa
de cifrōes fictícios
👁️ 570
Das desavenças do verso em limites
o universo
diz que se expande
e nem demonstra dizer
para onde
e o verso limitado
no colo do seu rito
discute a parcimônia
e a estranha avareza do infinito
diz que se expande
e nem demonstra dizer
para onde
e o verso limitado
no colo do seu rito
discute a parcimônia
e a estranha avareza do infinito
👁️ 586
Da operária tração da fome
meus irmãos
dormem na fome
das usinas negras
de capitais insones
seus vínculos
abstratamente
tangem a exploração
em furtivas correntes
e criando a riqueza
o homem, faminto,
palmilha seu estômago
como um grave labirinto
dormem na fome
das usinas negras
de capitais insones
seus vínculos
abstratamente
tangem a exploração
em furtivas correntes
e criando a riqueza
o homem, faminto,
palmilha seu estômago
como um grave labirinto
👁️ 622
De generais e fardas
o general
guarda na farda
o verde-oliva
e alheias pátrias
tudo que tange
é a marcha
das muitas continências
adredemente desarmadas
guarda na farda
o verde-oliva
e alheias pátrias
tudo que tange
é a marcha
das muitas continências
adredemente desarmadas
👁️ 552
da velhice como invento recorrente
que o tempo
esquecido pela face
possa dar-se ao registro
de todas as lágrimas
e todos os sorrisos
e neste inventário
de rugas e trejeitos
tragamos como invento
as alegrias do peito
esquecido pela face
possa dar-se ao registro
de todas as lágrimas
e todos os sorrisos
e neste inventário
de rugas e trejeitos
tragamos como invento
as alegrias do peito
👁️ 572
Das bancárias contrações da vida
é preciso viver
apesar de tudo
todas as tratativas
com o mundo
e os recados passados
nos ombros dos desejos
são apenas descontos
das contas do medo
cuidar dos contratos da vida
é deixar-se tarde pelo cedo
apesar de tudo
todas as tratativas
com o mundo
e os recados passados
nos ombros dos desejos
são apenas descontos
das contas do medo
cuidar dos contratos da vida
é deixar-se tarde pelo cedo
👁️ 545
Das coletivas manhas do um
ocorro
onde menos morro
trazer-me assim
é o esforço
de dizer-me outro
ao lado do povo
a ilusão de ser um
é a compreensão de todos
cada unidade
é um jeito do todo
onde menos morro
trazer-me assim
é o esforço
de dizer-me outro
ao lado do povo
a ilusão de ser um
é a compreensão de todos
cada unidade
é um jeito do todo
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Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.