Escritas

Do frevo como alvoroço

AurelioAquino
o frevo assim cantado
é uma rua sem fim
de todos os caminhos
que terminam em mim
é um riso desatado
nos bemóis em que debruça
é um tempo cheio de paz
nos ombros de uma luta
que leva o passo da vida
nos compassos que executa
é uma noite amanhecida
nos quatro cantos do mundo
são todas as complacências
das vontades de tudo

Olinda assim escanchada
nos ombros do seu povo
é um abraço envelhecido
no alvoroço do novo
571 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.