Lista de Poemas
Avatares em telefônica lida
em poses
como um candelabro
os olhos buscam olhos
e incendeiam a vontade
humanos, confortados
em seus avatares,
deslizam soluçōes
em longos celulares
perdidos entre telas
jazem como algoritmos
e transitam suas idéias
como um encalhe do infinito
como um candelabro
os olhos buscam olhos
e incendeiam a vontade
humanos, confortados
em seus avatares,
deslizam soluçōes
em longos celulares
perdidos entre telas
jazem como algoritmos
e transitam suas idéias
como um encalhe do infinito
👁️ 38
Das metragens do tempo em retrato
o tempo da história
como serpente
tramita todas as horas
numa estranha urgência
largo e descontraído
engole nossos minutos
e ri dos tamanhos
que pomos no futuro
a ânsia de cometê-lo
é só um desconforto
dos mares que navegamos
em busca de porto
👁️ 70
Campesina forja de escritos
o camponês
nas terras que lavra
enterra razōes
em sua alma
a enxada
é uma caneta avara
que escreve suores
em urgentes falas
o camponês nem sente
o tamanho dessas páginas
a terra é só um discurso
das sementes que instaura
👁️ 68
Das razões e freios do medo
das inflações do medo
rasuras do sujeito
dê-se tardes ao tempo
nas sanções do peito
deitá-lo na vontade
como um gesto largo
é ato dos movimentos
de mantê-lo estático
o mêdo é só um laço
que antecede nosso brado
reconhecê-lo é só início
é mantê-lo ultimado
rasuras do sujeito
dê-se tardes ao tempo
nas sanções do peito
deitá-lo na vontade
como um gesto largo
é ato dos movimentos
de mantê-lo estático
o mêdo é só um laço
que antecede nosso brado
reconhecê-lo é só início
é mantê-lo ultimado
👁️ 61
Teatros em escala
as cortinas da vida
são palcos esquecidos
onde as coxias do mundo
ensaiam seus gritos
e viajantes da peça
cumprimos os compassos
das ações que nos deixam
atores sem espaço
o teatro do mundo
é um futuro esperado
são palcos esquecidos
onde as coxias do mundo
ensaiam seus gritos
e viajantes da peça
cumprimos os compassos
das ações que nos deixam
atores sem espaço
o teatro do mundo
é um futuro esperado
👁️ 38
Feições em relato subjacente
o espelho
é quase um trânsito
entre o homem
e o seu espanto
ver-se,
um tanto outro,
no desfazer-se de egos
em alvoroço
o reflexo, às vezes, singra
descaminhos interiores
como uma nave alheia
de sentimentos e poses
é quase um trânsito
entre o homem
e o seu espanto
ver-se,
um tanto outro,
no desfazer-se de egos
em alvoroço
o reflexo, às vezes, singra
descaminhos interiores
como uma nave alheia
de sentimentos e poses
👁️ 55
Pássara evolução de aves e sonhos
o pássaro
nave consentida
projeta os céus
que os olhos sintam
no vôo
desejos são medidas
embrulhados nos ventos
ao redor da vida
os olhos, pássaros informes,
voam os sonhos todos que podem
nave consentida
projeta os céus
que os olhos sintam
no vôo
desejos são medidas
embrulhados nos ventos
ao redor da vida
os olhos, pássaros informes,
voam os sonhos todos que podem
👁️ 63
Viagens de mim em simetria difusa
adredemente,
arquivo-me no mundo
como um decreto exato
dos gestos que pude
e viajo em mim
com o cheiro do futuro
nos mares que invento
nas penínsulas de tudo
ente, mandarim da vida,
invento os eus que consiga
👁️ 42
Obras ensimesmadas
os becos da alma,
vielas escondidas,
entornam as mágoas
nos escaninhos da vida
tê-las arquivadas
como ressurgentes
é só um dispersar
dos risos urgentes
aplainar vielas de si
é um renascer intermitente
vielas escondidas,
entornam as mágoas
nos escaninhos da vida
tê-las arquivadas
como ressurgentes
é só um dispersar
dos risos urgentes
aplainar vielas de si
é um renascer intermitente
👁️ 71
Mercado em flagrante infração
a mercadoria
carrega nos ombros
a opulência do trabalho,
a rasura dos homens
configurada, avessa,
numa relação intuída
dá-se mais aos parasitas
contra àqueles que a criam
a mercadoria é relação
de impróprias altitudes
fração desordenada
em todos seus ajustes
carrega nos ombros
a opulência do trabalho,
a rasura dos homens
configurada, avessa,
numa relação intuída
dá-se mais aos parasitas
contra àqueles que a criam
a mercadoria é relação
de impróprias altitudes
fração desordenada
em todos seus ajustes
👁️ 113
Comentários (10)
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Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
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Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.