Lista de Poemas
Varrendo saudades
varrer as saudades
nas costas do futuro
talvez seja a hipótese
de traze-las em curso
e derramá-las cogentes
pela permanência do uso
construir saudades
é só um recurso
de prevenir a razão
das constäncias da luta
e pousa-la grávida
nos futuros em disputa
nas costas do futuro
talvez seja a hipótese
de traze-las em curso
e derramá-las cogentes
pela permanência do uso
construir saudades
é só um recurso
de prevenir a razão
das constäncias da luta
e pousa-la grávida
nos futuros em disputa
👁️ 75
Das constatações factuais repentinas
a aparência do fato
resolve-se pronto
no deslizar da razão
a seu encontro
cômoda, repentina,
deixa-se pelo verbo
com ares de conceito
absoluto, incontroverso
a feição exata do fato
escorre nas ondas do cérebro
como uma sinapse perdida
esquecida e controversa
resolve-se pronto
no deslizar da razão
a seu encontro
cômoda, repentina,
deixa-se pelo verbo
com ares de conceito
absoluto, incontroverso
a feição exata do fato
escorre nas ondas do cérebro
como uma sinapse perdida
esquecida e controversa
👁️ 38
Destinos em verbos semeados
dos destinos que traço
na ponta da caneta
arrumo assim pelos verbos
que a emoçāo cometa
o verso é só aceno
debruçado na palavra
que tenta semear idéias
nos roçados da alma
a amplidão de seu plantar
é só um tempo de fala
na ponta da caneta
arrumo assim pelos verbos
que a emoçāo cometa
o verso é só aceno
debruçado na palavra
que tenta semear idéias
nos roçados da alma
a amplidão de seu plantar
é só um tempo de fala
👁️ 31
Verdade em relativa prosa
a verdade
é uma dúvida itinerante
solta-se ao depois
com as faces de antes
tê-la intacta
pelos tempos
é não cabê-la relativa
nesse transcurso intenso
o absoluto não é indumentária
que caiba em qualquer sentença
é uma dúvida itinerante
solta-se ao depois
com as faces de antes
tê-la intacta
pelos tempos
é não cabê-la relativa
nesse transcurso intenso
o absoluto não é indumentária
que caiba em qualquer sentença
👁️ 42
Temporal parcimônia
o dar-se à vida
requer parcimônia.
os infinitos do tempo
dão-se a quem sonha
guardadas as proporções
da onírica sanha
a vida é um tabuleiro
onde o tempo sempre ganha
requer parcimônia.
os infinitos do tempo
dão-se a quem sonha
guardadas as proporções
da onírica sanha
a vida é um tabuleiro
onde o tempo sempre ganha
👁️ 55
Volitiva inação
o infinito
talvez nem caiba
nos senões da vontade
que se tem na alma
buraco negro
de vazão avara
engole o tempo
como máscara
nada do que tem de tanto
dá-se pelo menos que declara
talvez nem caiba
nos senões da vontade
que se tem na alma
buraco negro
de vazão avara
engole o tempo
como máscara
nada do que tem de tanto
dá-se pelo menos que declara
👁️ 85
Verbos em silente e verbal jornada
o poema
nunca cala
seu silêncio
é alvoroço da alma
o poema
nunca grita
seus alaridos
imitam a vida
o poema é um astronauta
em órbita nas avenidas
à procura dos labirintos
que os verbos lhe permitam
nunca cala
seu silêncio
é alvoroço da alma
o poema
nunca grita
seus alaridos
imitam a vida
o poema é um astronauta
em órbita nas avenidas
à procura dos labirintos
que os verbos lhe permitam
👁️ 43
da vida em pauta compassada
se a vida atravessar
o compasso da vontade
e deixar-se reticente
pelas curvas da face
revolva-se o tempo
nos ombros da liberdade
construindo os futuros
em que ainda se cabe
o compasso da vida
tende a ser perdulário
nada como vivê-lo
com as notas que criarmos
👁️ 45
Legislatura informe do futuro
quando o futuro
deitar no tempo
lavre-se o termo
de livramento
o povo que o construa
decrete seu destempo
e de-lhe o timão
dos cursos do presente
revoguem-se todos os passados
em que se houve como ausente
deitar no tempo
lavre-se o termo
de livramento
o povo que o construa
decrete seu destempo
e de-lhe o timão
dos cursos do presente
revoguem-se todos os passados
em que se houve como ausente
👁️ 12
Do poema em prosaica andadura
há de haver ritmo
nos degraus da paciência
nesse abraçar o mundo
nos verbos que contenha
a palavra, grávida da terra,
como um sonho, em ondas,
mergulha no poeta
como uma grave sombra
o poema apenas regurgita
os verbos exatos do que sonha
nos degraus da paciência
nesse abraçar o mundo
nos verbos que contenha
a palavra, grávida da terra,
como um sonho, em ondas,
mergulha no poeta
como uma grave sombra
o poema apenas regurgita
os verbos exatos do que sonha
👁️ 95
Comentários (10)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
2026-01-31
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
AurelioAquino
2026-01-17
abraço
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Carlos Marques
2025-12-04
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Pinto
2025-02-27
Abração !
nascido em 1952, paraibano, autor de "Verbos de dizer nem sempre" e "Da vida em desalinho", obras premiadas em concursos.
Português
English
Español
Honrado<br />
Obrigado<br />
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.<br />
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.